segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Errata do último post: Quem é que disse que não era permitidas praxes dentro do Piaget de Viseu? Quem disse, enganou-se (não é, sr. director?)

Piaget acedeu a pedido dos alunos e permitiu praxes (IOL Diário)

(...)
Inconformados, cerca de 30 alunos envergando o traje académico e alguns caloiros concentraram-se esta manhã junto aos portões do instituto, no Alto do Gaio, aproveitando a abertura do ano lectivo, mas a manifestação acabou pouco depois, na sequência de uma reunião com a direcção.
«Apresentámos o plano de actividades do ano passado e deste ano e como nunca houve queixas aqui dissemos que queríamos poder usufruir do espaço. Responderam que confiam em nós e que podemos continuar», contou aos jornalistas a presidente da Comissão de Tradições Académicas, Marisa Andrade.
(...)

Lição nº 1 para as/os estudantes:
Afinal parece que as manifestações não são assim tão demodée e que até dão algum resultado.

Lição nº 1 para as/os directores das escolas de ensino superior:
Afinal parece que as meninas e os meninos "da praxe" fazem de vocês o que querem... Basta juntarem-se umas poucas dezenas de pessoas à porta da escola que vocês, directores, lhes vão logo comer as papinhas na mão. Será que elas e eles têm mel? (Ou será o fel dos interesses escondidos?)

4 comentários:

si disse...

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345846&idCanal=58

parece que afinal até os caloiros querem ser praxados...

Anónimo disse...

Pois, a servidão canina sempre foi uma característica dos fracos. Tal como a covardia do comando e controlo quando se tem as costas quentes...

Ponnette disse...

Claro que muitos dos novos alunos querem ser praxados! Se a nossa sociedade é a da humilhação, da competitividade, do individualismo, dos tachos e das hierarquias, dos pequeninos poderes... só entrando dentro desse esquema uma pessoa se pode sentir "integrada". E se se está integrado, está-se feliz. Porque nada incomoda, nada chateia, não é preciso sair de casa, levantar o rabo do sofá, pensar diferente. Pode simplesmente aprender-se como viver sem trabalho. Ou melhor, com trabalho: entre o trabalho e a casa, toda a vida. Até morrer. Feliz, porque integrado nesta lama estúpida de fazer tudo igual aos outros e sem pensamento nem discussão.

Ponnette disse...

... e sem transformação.