
Para ler, pensar, distribuir, redistribuir e, depois, fazer outro. Este já circula! E é bem vindo quem o quiser fazer circular. Basta fotocopiar... :)
Porque:
- nunca foi preciso usar traje para se ser estudante do ensino superior.
- nunca foi preciso ser praxado para usar traje.
- nunca foi precisa uma tradição para receber novas pessoas.
- o material do traje académico provoca comichão.
- o aluno do 3º ano não é mais importante que o aluno do 2º e o do 2º não é mais importante que o do 1º.
- não somos mais por praxar, nem menos por não ser praxados.
- foi descoberto há vários séculos que certas músicas de determinadas tunas são cantadas num dialecto que será inventado daqui a alguns anos. (Estas decidiram começar a cantar desde cedo nesse dialecto para que rapidamente se torne tradição.)
- podemos divertir-nos sem ser com a praxe e também - quem diria? - conhecer a faculdade e a cidade sem andar a rastejar.
- há mais “académicos” na faculdade do que só alunos: há professores, investigadores, funcionários, visitantes, que não têm que aturar a “tradição académica”.
- há mais pessoas no mundo do que apenas as que andam em faculdades e não nos sentimos superiores e diferentes delas por isso.
- ser integrado não é apenas conhecer os colegas do nosso curso ou da nossa faculdade.
- simular sexo em público, comer sem talheres, andar de gatas ou brincar aos militares não é aquilo em que queremos ser integrados.
- na escola primária conhecemos todos os nossos colegas e divertimo-nos e não foi preciso berrarem-nos aos ouvidos e forçarem a brincadeira.
- os códigos de praxe são leis inventadas e não podem ser impingidas nem ao caracol.
- não achamos que sirva para alguma coisa os estudantes vestirem-se todos de igual e tocarem um único estilo musical.
- uma alergia incomum faz as pessoas espirrar ao dizerem a palavra praxe.
- o medo de dizer NÃO é a arma de quem praxa.
- ser paternalista é achar que os novos alunos precisam de ajuda sem sequer lhes perguntar.
- a primeira versão do traje académico era cor-de-rosa e os estudantes pareciam muito mais simpáticos nessa altura.
- ninguém tem o direito de berrar, obrigar, vergar, humilhar, subjugar ninguém.
- ninguém que assista a isto tem o direito de ficar indiferente.
- a praxe cheira mal dos pés.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Panfleto do MATA
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serraleixo
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segunda-feira, setembro 27, 2010
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Agora a Cidade Universitária está mais bonita!
Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
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m.a.t.a.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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domingo, 17 de agosto de 2008
O futuro aí à porta (como sempre, aliás)...
Fizemos uma maratona. Mas a nossa maratona durou um pouco mais do que as dos atletas das maratonas de 42km.
Treze horas depois de começarmos, aparece a primeira curta-documentário do M.A.T.A. (ainda a caminho dos retoques finais).
Enquanto ela não entra em circulação, fiquem com esta, que foi apresentada na festa "Não resistir só e não só resistir", em 2006.
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feija
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domingo, agosto 17, 2008
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terça-feira, 13 de maio de 2008
A invasão...
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m.a.t.a.
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terça-feira, maio 13, 2008
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sexta-feira, 4 de abril de 2008
Que respondes tu?
As palavras "autoridade", "família", "punição" (palavras muito usadas durante o Estado Novo), que têm entrado em quase todos os discursos (e que transformam as "pessoas mais novas" como pessoas inferiores) são tão antigas e obsoletas quanto o sistema de ensino.
Será normal que a Escola continue a ser apenas um local de reprodução e não de renovação de ideias? Esperamos nós que a Escola "ponha as crianças na linha" em vez de as ajudar a encontrar autonomia e autodeterminação? Queremos que saiam da Escola bons profissionais (precários, claro, que os tempos não estão para melhor) em vez de pessoas com ideias, capacidades e vontades de reinventar a sociedade?
Será que queremos impor desde cedo a estratificação da hierarquia que "nos manda obedecer" (aos pais, aos professores, aos patrões, aos polícias)?
Esperamos nós que a Escola seja um local de medo e retracção, vigiado por polícias e colegas, em vez de um espaço de liberdade onde as diferenças se respeitam?
Queremos que se ache normal que os professores roubem os telemóveis dos alunos, em vez de querermos que a Escola se reinvente e se adapte ao presente?
Eu respondo a tudo que não.
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feija
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sexta-feira, abril 04, 2008
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Mural
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m.a.t.a.
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segunda-feira, dezembro 10, 2007
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