sábado, 17 de outubro de 2009

«O que eu penso das praxes», por Miguel Vale de Almeida

O MATA anda a pedir a diversas personalidades, ligadas ou não à universidade, que escrevam sobre «O que eu penso das praxes». Este é o quarto texto que publicamos. Para verem textos de outras pessoas, vejam a lista na coluna lateral.

Miguel Vale de Almeida (n. 1960) é antropólogo e um activista do movimento LGBT. É professor associado do ISCTE. Mantém o blog Os tempos que correm e participa também no blog Jugular. É deputado do Partido Socialista. Ver mais aqui.

O QUE EU PENSO SOBRE AS PRAXES

Quando nos anos oitenta fui para a faculdade nem se ouvia falar de praxes. Era uma coisa velha, de Coimbra, do antigamente. Já depois de começar a ser prof, nos anos noventa, começaram as praxes, apresentadas desde logo como "tradição". Um horror. Mas a liberdade de opting in e opting out é importante: em todas as inscrições em todas as faculdades deveria haver uma caixinha em que @s alunas assinalassem: "aceito/recuso" ser submetid@ a praxe". Ponto final.

3 comentários:

Youri Paiva disse...

Não consigo concordar com o Miguel Vale de Almeida no ponto da caixinha.

Isso não é preciso para nada, não podemos institucionalizar ainda mais a praxe. Isso é dar-lhe espaço para crescer.

Anónimo disse...

Eu sou a favor da praxe e contra a sodomia, muito embora não tenha absolutamente nada contra o homossexualismo.

Anónimo disse...

As pessoas deverão recordar que podem sempre optar por aderir à praxe ou recusá-la. Mesmo aderindo à praxe, qualquer pessoa que se sinta lesada poderá dizer "Não", sempre que julgue que tal será o melhor para si. E quanto a abusos, existe um Código Penal que penaliza as ofensas corporais, entre outros comportamentos. E que tal uma leitura dos Códigos da Praxe Académica? Isso ajudaria a informar as pessoas. Então e onde fica a liberdade de quem quer optar por ser praxado?É que ser praxado não significa ser humilhado. Ah, o previsível e tipico fundamentalismo de alguns sujeitos de esquerda... apregoam a liberdade, mas quando não gostam de algo, toca a proibir e aí, olvide-se a "liberdade"! Tanta frustração! Enfim!!!