domingo, 25 de outubro de 2009

«O que eu penso das praxes», por Ana Deus

Este é o sétimo dos textos pedidos pelo MATA a diversas personalidades, com o tema «O que eu penso das praxes». Mais hão-de vir. A lista de todos os textos está na coluna lateral do blog.

Ana Deus (n. 1963) é cantora. Em 1987 integrou os Ban e foi a vocalista dos Três Tristes Tigres desde que começaram, em 1992. Entretanto tem colaborado em muitos projectos a solo ou em grupo. Fez várias músicas para filmes e teatro. Participou, com Regina Guimarães, no disco colectivo realizado pelo MATA em 2006 - Não resistir só e não só resistir - e foi cantar à festa que organizámos nesse ano. O que faz actualmente pode ser ouvido e visto aqui.



O QUE PENSO QUANDO VEJO PRAXES

Penso que parecem velhos, antigos, que não sabem o que fazer, que têm medo de não pertencer, de destoar.
Desesperadamente agarrados a uma ideia de grupo e de caminho.
Os que praxam, praxados também são, pela limitada ideia, circular.
Tantos velhos para derrubar e eles atordoando-se entre eles, ora agora sou eu ora agora és tu.
Tanto espaço para reinvindicar e só aprenderam o folclórico lugar onde se urra.

Penso que parecem bandeiras tristes representando uma sonhada ascensão de classe, doutores senhores, directamente para o longo caudal do desemprego...

e penso nas ruas tão cuspidas com as capas a arrastar...argh.


Quem berra não tem razão, quem quer obedecer tá mas é doido!


16 comentários:

WB disse...

Convido a lerem, estando aberto ao debate:

http://notasemelodias.blogspot.com/2008/09/notas-sobre-praxes-e-praxe.html

Uma cois ame parece inequívoco, do smuito sanos que levo de estudo destas matérias: o vosos movimento peca pelo próprio nome adoptado, já que insurgir-se contra as praxes nada tem a ver com a Praxe, a qual não se resume aos ritos de iniciação a caloiros.

ser.r.alves disse...

Não se resume mas inclui, certo?
Ou seja, para integrarmos toda essa Praxe temos de passar pelas praxes não é?
E temos de apanhar com as vontades aleatórias de quem nos praxa, certo?
E se as praxes acabarem acaba a Praxe? Acaba o Ensino Superior?
Eu digo que no dia em que acabarem a Praxe o Ensino Superior começa.

WB disse...

Sobre a opinião dessa senhora, penso que vale o que vale. Haverá gente com mais crédito, conhecimento de causa e propriedade para falar do assunto.

ser.r.alves disse...

Há uns tantos destes defensores da Praxe que têm a mania de descredibilizar os outros que opinam sobre esse tema. Dizem, normalmente, que quem é contra a Praxe é porque não sabe do que está a falar. Saberão eles tudo.
Essa gente com mais crédito és tu WB? Porquê?
Fizeste estudos sobre o comportamento social na Praxe?
Ou um estudo sobre as implicações da Praxe sobre a personalidade do indivíduo quase-adulto?
Quais foram os resultados?

Anónimo disse...

e tu ser.r.alves...quem és tu para avaliar o conhecimento de outro?Fizeste estudos?
A opinião deve ser valorizada sempre! Só me faltava agora não ser permitido discutir e opinar, e o argumento não ser ponderado!!!
O inquérito? fico completamente espantado de um minoria tentar demover uma maioria! A Praxe não é obrigatória! só faz praxe que quiser! Alias, esta opção de querer ser ou não querer ser praxado, leva-me a um pergunta: "Por que raio existe a MATA?" Querem aparecer nas televisões? quer fazer parte dos tribunais da praxes mal feitas? Querem ser diferentes? Sejam diferentes....não me importo! Agora dizer que o ensino superior só inicia como fim da praxe! tenham lá alguma mentalidade mais moderna e contemporânea! A opção existe... e por existir...a MATA é desnecessária!

ser.r.alves disse...

Que engraçado um conservador tradicionalista a dizer a outro para ter uma mentalidade mais moderna e contemporânea. muito boa essa!
E o primeiro parágrafo do teu comentário também é um pouco irracional.
Não disse que tinha mais crédito do que ninguém. Quem o aparentou foi o WB. Aliás, o que ele fez foi tentar descredibilizar e desvalorizar, como tu dizes, a opinião de outra pessoa.
Eu nunca o fiz.

Outro ponto, vocês não são uma maioria. São uma minoria ruidosa, barulhenta que vos faz parecer muitos. Mas são uma minoria.
Há toda uma sociedade que não vos grama nem um bocadinho. A começar por grande parte da comunidade estudantil, a grande maioria da comunidade docente e funcionários (pelo menos das faculdades com que o MATA entrou em contacto...) e depois as pessoas que vos vêem a passar na rua - o seu olhar de reprovação diz tudo.

Anónimo disse...

Mas vives em que mundo? Minoria?
Estás aqui afirmar que existe mais pessoas contra a Praxe do que a favor da Praxe a nível nacional? Tens noção da dimensão do erro que assumes em nome da MATA?
A MATA como movimento, não tem noção dos números que os apoiam da causa que defende?
Esta tua afirmação é grave, muito grave!
Quando à irracionalidade, esta resume-se ao ponto de o MATA quer abolir tudo. É importante ter o direito de opção! E isso chama-se racionalidade. O não ter opção, chama-se extremismo. A MATA defende o extremismo? Se assim o for, esse radicalismo fica mal...MUITO MAL!
Viva ao Poder de Escolha!
Todos podem manifestar a sua felicidade, tristeza, sentimento de espírito da forma com achar melhor! E a isso chama-se liberdade! Ter a liberdade de poder manifestar! Ter a liberdade de poder escolher...

Já vi que não respondes à questão de por existir a opção de querer ou não querer ser "praxado" a MATA não é necessária. Quem cala, consente.

Quanto ao conservador tradicionalista que me rotulas, não sabia que por defender a liberdade de expressão, por defender a liberdade de escolha, por defender que a coabitação de dois pontos de vistas, por defender que por existir a opção a responsabilidade cai no individuo, por defender a liberdade dessa opção me torna no rotulo por feito, então sou um conservador tradicionalista com muito orgulho!

ser.r.alves disse...

A essa da liberdade de escolha já respondi aqui:http://blogdomata.blogspot.com/2009/09/cominucado-de-imprensa-sobre-decisao-do.html?commentPage=2

Transcrevo parte dos comentários:
«Dar liberdade a cada um não significa apenas aceitar as suas ideias e, historicamente, ao longo dos tempos, tem-se assistido à imposição de umas ideias sobre outras. Acontece na ciência, na arte, na estética, na moral, na ética, na política...
Quando duas ideias entram em confronto como acontece no debate da Praxe (se bem que chamar à Praxe uma ideia é ofender quem tem ideias) apenas uma poderá estar correcta.
Não podemos ser anti-racistas e aceitar os racistas porque também têm direito a pensar como pensam.
Não podemos ser pela liberdade sexual e aceitar comportamentos homofóbicos.
Não podemos ser libertários e aceitar ideias fascistas.

Chama-se liberdade de expressão quando o confronto de ideias é feito, não quando apenas nos deixam dizer o que quisermos. Liberdade de expressão implica o confronto de ideias, não a sua ignorância e isolamento.»

e

«O seguinte foi retirado da Constituição da República Portuguesa:
«Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.»

Qualquer ideia que contrarie este princípio eu vou lutar contra.
E para mim essa Praxe que tu tanto defendes, que deixa gente nua na estrada para se desenrascar (seja por sua livre e espontânea vontade ou não), que obriga pessoas a fazer o que der na real gana de outros (tenham eles bom senso ou não, basta estarem há mais tempo, vai contra este princípio.
Portanto, dizer que eu quero impor a minha verdade e portanto sou autoritário é o mesmo que dizer que se eu quiser proibir os ditadores então sou ditador.
Portanto, vai pentear macacos e deixa-te dessa retórica artificial e pseudo-"coitadinho de mim que me querem impor uma norma comportamental que seja compatível com a Declaração Universal dos Direitos do Homem e portanto estou a ser oprimido por uns malandros anti-praxe"!!»
Acrescento também que até posso reconhecer o direito a ser praxado mas não reconheço o direito a praxar.

Anónimo disse...

A tua liberdade acaba quando a do outro começa!!!!!!

E a constituição Portuguesa diz precisamente isso, dado serem todos iguais perante a lei.

A premissa da MATA que é abolir por completo a Praxe é absurdo.

O direito à igualdade que proclamas, com a transcrição dos direitos humanos, tem dois sentidos.

O aluno quando entra na Universidade, (para não falar das praxes que se fazem no colégio, na escola, Institutos, Politécnicos, escolas Profissionais, nos serviços, nas colónias, etc.) temo direito de poder optar!
É um direito que lhe assiste, e nisso estamos de acordo. Tem e deverá ter sempre o direito de mostrar a sua felicidade de ter entrado na Universidade de em forma calorosa, e ser favor de ser praxado, de se manifestar da forma como ele quiser!
A opção parte do indivíduo, singular, do próprio onde o mesmo responde de livre e espontânea vontade “ sim, quero” ou “não, quero”
Imagina, hipoteticamente, que a praxe fosse proibida, aposto que não irias permitir, que houvesse um movimento a favor da praxe? E se responderes afirmativamente a esta pergunta, contradizes toda a liberdade que proclamaste com a transcrição dos Direitos da Constituição Portuguesa.
Se não houvesse opção, em todos são obrigados a serem praxados, seria o primeiro a levantar a bandeira de manifestar, agora quem quer ser praxado, e opta por isso, não entendo a criação deste movimento.
É como alguém que até tem um bom emprego para trabalhar, mas opta por ficar em casa. Essa opção tem consequências, mas tem o direito de optar! É uma decisão dele! E ninguém tem nada haver com isso….A responsabilidade é dele!

Por isso, a forma como defendes este movimento peca pela contrariedade…dado que defendes quem já optou, por quem já definiu, por quem já, por livre vontade, assumiu que quer ser praxado ou não ser praxado.

Agora posso discutir a forma como é feita da praxe...isso sim… merece um movimento! E não a pura e simples abolição da praxe! Que ela possa estar a ser abusada por alguns, até posso concordar, agora ABOLIR? A acontecer, sou também o primeiro a discutir, a perseverar os valores genuínos da Praxe Académica.

O princípio da hierarquia que discutes e que não aceitas, já existia, já existe, e vai sempre existir em todo o lado, quer em casa, quer no trabalho, quer como avô, pai ou filho (ambos os géneros) … e discutir este assunto é a mesma coisa que discutir quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha.
Por isso arranja um emprego, e arma-te em homenzinho que é igual ao chefe, que ele mostra-te logo a porta de saída!

Mais, a tua contradição vai tão longe que assumes a frase mais ridícula que alguma vez li, sobre este tema, sobre esta matéria “… posso reconhecer o direito a ser praxado mas não reconheço o direito a praxar.”
Como é uma coisa existe sem a outra?

Em relação ao pentear macacos, define a tua forma irracional de defenderes as tuas causas.

ser.r.alves disse...

O abolir que tu dizes que o MATA quer não é o abolir por decreto. Não falamos de proibir a praxe. Queremos abolir uma forma de comportamento que achamos que não condiz, ou é mesmo incompatível, com aquele artigo 13º da Constituição Portuguesa ou o 25º - Direito à integridade pessoal:
1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.
2. Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos.

«A liberdade de um acaba quando começa a de outro» é uma frase muito bonita mas é preciso saber o que significa e não usá-la como um chavão, quando o argumento falha.
Eu considero mesmo que quando a praxe começa a liberdade dos veteranos estendeu-se à dos caloiros, vendo estes a sua liberdade condicionada ("Caloiro faz isto!", "Caloiro faz aquilo", "Caloiro não olha nos olhos do veterano!"...).
E como tal acho inaceitável a existência das praxes numa sociedade que se quer Livre, Justa e Fraterna (as poucas palavras que uso com maiúscula - para mim praxe é com minúscula).
Sobre hierarquia e sobre se os estudantes são ou não obrigados a ir à praxe podes ler este post e comentários subsequentes: http://blogdomata.blogspot.com/2009/10/resposta-longa-um-comentario.html

Ah! E tentando então explicar um pouco melhor a ideia por trás de "até posso reconhecer o direito a ser praxado mas não reconheço o direito a praxar". Esta ideia está relacionada com algumas problemas lidados pela ética. Em situações extremas, por exemplo, a eutanásia ou a experimentação animal ou em humanos, dá-se um dilema ético de difícil resolução.
Por exemplo, o direito de alguém querer morrer, por ter uma qualidade de vida muito baixa, ou alguém que num estado final de doença quer doar o seu corpo à experimentação (medicamentosa, por exemplo) ainda enquanto vivo. Essas pessoas tem direito a tomar essa decisão mas terá alguém o direito de a cumprir?
Ou seja, quando o direito de uma pessoa envolve o direito de outra alguém o pode exercer? Será ético.
Compreendes?

Enquanto que nestes casos é difícil dizer se sim ou não e gira muito debate em torno disso.
Na praxe a resposta é muito simples: NÃO!

ser.r.alves disse...

Ah, e já tenho emprego, obrigado pela preocupação, e a minha chefe não me trata assim. A hierarquia está limitada às funções que cada um exerce.

Anónimo disse...

Apoio a criação da restauração dos princípios da praxe académica, a sua conduta e forma de integração dos estudantes pelos estudantes.
Agora ser ANTI tudo o que é académico, ser ANTI Praxe académica...NÃO SOU!
E não vale a pena por eutanásia neste debate de ideias! que nem de longe se assemelha à discussão em causa! desculpa, mas nao explica apenas confunde mais o pretexto de defesa da frase/tese apresentada!
Mas o que estamos a discutir é ter o direito de optar!
Se alguém opta por seguir o lado esquerdo, optou e segue nesse caminho!
Se alguém optar por seguir pelo lado direito, opta e segue o seu caminho!
E tem todo o direito disso!
Não pode haver ninguem que lhe diga que não pode optar!
Na sociedade em que vivemos,temos de aceitar as diferenças das pessoas!
Tu és contra a Praxe académica..certo és contra ela! ès contra ela por isto e aquilo! Certo! Mas tens de aceitar que há quem seja a favor dela! e tens de respeitar a decisão dos outros!
Não é legitimo que defendas a condicionalidade da liberdade de opção de um individuo! tens de aceitar que ela existe! e tens de aceitar que existem indivíduos que afinal, gostam da praxe académica e que gostam da tradição academica!
Que gostam de fazer um serenata à meia noite e receber como resposta o acender e o apagar das luzes da destinatária! há pessoas que gostam de usar cartola, outras de bênção das pastas, da vida nas republicas, de gritar mais alto que outros os nome do curso, da vida academica!
e tens de aceitar isso!

Aceito que critiques, isso nao contesto!
Agora é ilegítimo que condicionas a vontade de alguém! E o movimento MATA condiciona!
Aliás, a prevalecer a vossa vontade, deixa de existir o direito de opção! o direito de poder escolher, o direito do individuo fica reduzido!
A liberdade condicionada.

Anónimo disse...

quanto ao emprego fico feliz por ti! espero um dia ter essa sorte.
Agora não me digas que nao existe hierarquias, nem organogramas de organização e de funcionalidades onde a caracterização de quem dá a decisão final não esta definida!!!

Bastian disse...

Agora não me digas que nao existe hierarquias, nem organogramas de organização e de funcionalidades onde a caracterização de quem dá a decisão final não esta definida!!!

Não foi isso que ele disse. És tu que o estás a acrescentar.

Agora só resta saber se queres comparar o que acabas de dizer ao contexto académico, entre alunos mais velhos e os caloiros.

ser.r.alves disse...

- Vamos ver se consigo explicar um pouco melhor a frase "até posso reconhecer o direito a ser praxado mas não reconheço o direito a praxar". Hipoteticamente, poderia reconhecer o direito a alguém ser praxado se isso não envolvesse ter que aceitar o direito a alguém a praxar. Como a segunda parte não é aceitável... (melhor explicado?)

- Bem, a relação laboral é muito complexa e com legislação própria e bastante controversa.
Sim, anónimo, no trabalho também há muitas situações de prepotência, abuso de poder, autoritarismo, da parte mais forte (o patrão) sobre a parte mais fraca (o trabalhador). Mas existe legislação específica, alguma (muito, muito pouca) fiscalização e até uma categoria de tribunais dedicados a esse assunto - o tribunal do trabalho -, que tentam evitar as situações a que te referes.
(É isto que queres na praxe? um tratado das relações entre estudantes, um código que defina que estudantes podem fazer o quê, que determinados estudantes tenham mais direitos sobre outros? o que é essa praxe académica de que falas? que tem de especial/específico? onde existe uma parte com constante superioridade sobre a outra, que no trabalho até pode ser contestada mas na praxe dificilmente?)
Mas o que dizes é: quando nos vemos face a essas situações de prepotência, abuso,..., devemos então aceitá-las e nada fazer?
Eu não tenho de aceitar a praxe académica quando tenho argumentos contra ela. se assim fosse a sociedade não evoluiria para melhor.

- O MATA não está a condicionar ninguém é a praxe que o faz. Impõe regras muito específicas de como os estudantes se devem comportar. Eu apenas quero rasgar essa ideia e cada um depois se comportará como entende. Não quero é ter esse dogma da praxe à partida, essa imposição sobre a cabeça de ninguém.
É portanto completamente falso que o MATA queira impor uma visão de comportamento correcto sobre alguém. Apenas queremos que comportamentos socialmente patológicos não sejam propagados sob a forma de dogma.
É completamente esquizofrénico dizer que se quer ter a liberdade para aprisionar outros.
Não quero proibir serenatas, festins académicos, tunas, nem nada que seja feito por outras pessoas, nem nunca sugeri isso. Apenas não quero que isso seja considerado o comportamento dos estudantes do ensino superior como se de uma norma se tratasse - os estudantes do Superior vestem o traje, tocam em tunas, fazem serenatas, praxam,..., e eles assim o fazem, na vez de decidirem pelas suas cabeças o que querem de facto fazer. A praxe de que falas tem a pretensão de definir aquilo que são os estudantes do ensino superior, logo condiciona o seu comportamento.
Se esse conceito de que tu tanto gostas desaparecer, deixa de haver um condicionalismo ao comportamento do estudante. Deixa de haver algo que diga como é que ele se relaciona com os seus semelhantes e com as outras pessoas. Será efectivamente mais livre e não o contrário como tu dizes. E é disso que se trata desta discussão. A praxe académica não serve para mais nada se não para estabelecer à priori, para os que entram na universidade, para os que querem entrar e para os que já entraram, o que de facto é considerado académico.
Cria essa definição - o que é ser estudante do ensino superior - e tenta ocupar esse lugar.
Quando eu acho que não deveria haver barreiras para aquilo que o estudante do ensino superior deva ser, como deve actuar, comportar, relacionar, pensar, musicar, criar, surpreender,...
A questão de ser voluntário ou não, de as pessoas aceitarem ou não a praxe académica, ou tradição académica, nem se coloca. A ideia está lá, presente. Tem de ser esquecida, como tantas outras foram neste processo a que se chama de evolução.

Será que com isto mudas de opinião? Ou preferes viver na prisão?

Anónimo disse...

Gostaria somente de saber se ser.r.alves já esteve vinculado a praxe?