segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Panfleto do MATA


Para ler, pensar, distribuir, redistribuir e, depois, fazer outro. Este já circula! E é bem vindo quem o quiser fazer circular. Basta fotocopiar... :)

Porque:
- nunca foi preciso usar traje para se ser estudante do ensino superior.
- nunca foi preciso ser praxado para usar traje.
- nunca foi precisa uma tradição para receber novas pessoas.
- o material do traje académico provoca comichão.
- o aluno do 3º ano não é mais importante que o aluno do 2º e o do 2º não é mais importante que o do 1º.
- não somos mais por praxar, nem menos por não ser praxados.
- foi descoberto há vários séculos que certas músicas de determinadas tunas são cantadas num dialecto que será inventado daqui a alguns anos. (Estas decidiram começar a cantar desde cedo nesse dialecto para que rapidamente se torne tradição.)
- podemos divertir-nos sem ser com a praxe e também - quem diria? - conhecer a faculdade e a cidade sem andar a rastejar.
- há mais “académicos” na faculdade do que só alunos: há professores, investigadores, funcionários, visitantes, que não têm que aturar a “tradição académica”.
- há mais pessoas no mundo do que apenas as que andam em faculdades e não nos sentimos superiores e diferentes delas por isso.
- ser integrado não é apenas conhecer os colegas do nosso curso ou da nossa faculdade.
- simular sexo em público, comer sem talheres, andar de gatas ou brincar aos militares não é aquilo em que queremos ser integrados.
- na escola primária conhecemos todos os nossos colegas e divertimo-nos e não foi preciso berrarem-nos aos ouvidos e forçarem a brincadeira.
- os códigos de praxe são leis inventadas e não podem ser impingidas nem ao caracol.
- não achamos que sirva para alguma coisa os estudantes vestirem-se todos de igual e tocarem um único estilo musical.
- uma alergia incomum faz as pessoas espirrar ao dizerem a palavra praxe.
- o medo de dizer NÃO é a arma de quem praxa.
- ser paternalista é achar que os novos alunos precisam de ajuda sem sequer lhes perguntar.
- a primeira versão do traje académico era cor-de-rosa e os estudantes pareciam muito mais simpáticos nessa altura.
- ninguém tem o direito de berrar, obrigar, vergar, humilhar, subjugar ninguém.
- ninguém que assista a isto tem o direito de ficar indiferente.
- a praxe cheira mal dos pés.

dizemos NÃO à praxe

36 comentários:

Barbas disse...

Como um actual praxante sinto-me na obrigação de comentar.. Sou da opinião que a praxe é para ser moderada..

Assim como quando fui praxado, enquanto praxo nunca obriguei caloiro nenhum a fazer seja o que for..

Tive uma praxe que nos foi incutida com um propósito, a união.. Houve muita gente que não queria, ou não lhe apetecia, ou fosse pelo que fosse não vinha.. A verdade é que tive um dos melhores anos da minha vida enquanto caloiro.. Aprendi muita coisa..

Uma das primeiras coisas foi a respeitar hierarquias..

Em segundo lugar, aprendi que sozinho não se chega a lado nenhum a não ser que se seja um completo idiota..

Em terceiro lugar, ainda hoje, 4 anos depois, cumpro alguns rituais que cumpria enquanto caloiro para com os meus irmãos caloiros..

No fim disto tudo só posso tirar coisas boas da praxe que eu tive o prazer de ter..

Andei na lama? Andei..
Enchi aos montes? Enchi..
Passei por figuras tristes? Passei e não foram poucas (por alguma razão o meu nome de praxe é "meia-barba")..
Berraram-me aos ouvidos? Quantas vezes..
Alguma vez a praxe me prejudicou o percurso académico? NÃO..
Arrependo-me de alguma coisa? DE NADA..

Hoje sou a pessoa que sou e principalmente à praxe o devo.. Sou estudante de Engenharia de Comunicações na Universidade do Minho em Guimarães.
Estou na minha quarta matrícula e se não fosse a praxe que tive quando aqui cheguei há 4 anos atrás provavelmente já nem cá estava..

"A arte de bem Praxar de bem trajar e de bem agir dum soberbo membro da digníssima e mui distinta Universidade do Minho"

Saudações académicas

Anónimo disse...

Bem, penso que não vale a pena discutir nada com o M.A.T.A. porque a vossa posição intolerante e de pensamento unicamente voltado para o que vocês consideram importante e consideram verdade já está bem marcada e provada através de vários actos.

Ainda assim gostaria de sublinhar o que foi acima dito, a praxe deve ser moderada, como praxante e praxado, o meu objectivo único sempre foi a integração e nunca a humilhação ou servir-me da praxe para concretizar fantasias do canto da minha mente, ainda que admita que muitos o possam fazer, o que reprovo veemente e posso afirmar que essas pessoas não estão a praxar, estão a usar a praxe.

A praxe serve para muitos perceberem que a hierarquia está na sociedade e acreditem que muitos chegam com uma ideia muito diferente, a ideia que podem, querem e mandam e na praxe percebem que não é assim, então o caminho é começarem a trabalhar e cooperar ou serem "anti-praxe" e seguirem o caminho solitário deles, são escolhas. A praxe não se faz por obrigação, portanto não vejo porquê forçá-la a acabar, se se fazem grupos para quem praxa e deixam os que não a querem de fora, também se podem fazer grupos para os que não praxam e deixar os que praxam de fora, assim todos teriam o seu lugar feliz.

Quanto a outro problema que se nota muito na praxe... Muitos alunos/as do secundário saem com uma ideia muito errada de sociedade, porque a "sociedade escolar" do secundário muitas vezes promove essa ideia errada, essa ideia de que os delinquentes são os mais "fixes" e os "baldas" são mesmo os maiores e podem espezinhar quem quiserem, chegando à praxe vêm tudo isso invertido... E quantos.

Enfim,
Já que têm sede de lutar, aconselho-vos uma luta real, tentem lutar contra o Bullying que existe no secundário, esse é que faz uso do medo e da opressão e não a praxe, ela é livre e so entra quem quer...

Votos de felicidades, sem nenhuma.... comichão

serraleixo disse...

Ao Barbas:
- dizes que nunca obrigaste nenhum caloiro a fazer fosse o que fosse. Então sugerias, pedias por favor e agradecias no fim depois de eles "andarem na lama", "encherem", "fazerem figuras tristes" e "de lhes terem berrado aos ouvidos"? Como foi contigo? e com aqueles que estavam ao teu lado enquanto eram praxados? Atiravam-se para a lama de livre e espontânea vontade? Porquê? Para se integrarem?
- e estão "unidos" a quê? uns aos outros? e agora que estão "unidos" que fazem vocês com essa união? E é uma união baseada em quê?
- Aprendeste a respeitar as hierarquias?? Mas tu entraste ao serviço militar ou numa universidade?? São as pessoas que se devem respeitar e pelo que elas são, cada uma delas, e não porque elas estão hierarquicamente acima de ti!!
- Aprendeste que "não se chega a lado nenhum sozinho a não ser que seja um completo idiota"??? Que raio de bacoquice é esta?? Aprendes banalidades na praxe? É isso que estás a dizer?
- E que mais aprendeste tu? A cumprir rituais?? Sem saber para quê, se é bom ou mau, sem questionar esses rituais?
- E dizes que "no fim disto tudo só podes tirar coisas boas da praxe"???
- E porque é que já não estarias na faculdade se não fosse a praxe? Se a praxe não existisse acredita que repararias noutras coisas bem mais interessantes que te prendessem à universidade...

Ao anónimo:
- Começar um post a dizer "penso que não vale a pena discutir nada com o MATA" demonstra logo uma muito pequena vontade de discutir...
- "posição intolerante e bla bla" dizes tu... enfim, com o que disseste anteriormente, poderia dizer o mesmo de ti. Mas, lá está, ninguém tem de ser tolerante com o que é intolerável: o xenofobismo, a homofobia, o sexismo, o autoritarismo, a falsidade, o segregacionismo... e estas são características que invariavelmente se identificam na praxe. Queres que eu tolere isto??
- E estás errado, não é um pensamento voltado para dentro, como acontece com aqueles que praxam (é tudo para dentro: para dentro do curso, para dentro da faculdade, para a adoração do eu, esquecendo todos os outros e tudo o resto). É uma atitude de provocação para ver se vocês olham para fora e não só para aquilo que fazem. Para ver se consegues sair dessa realidade surreal que é a praxe e que vejas com os olhos do mundo aquilo que é a praxe de facto.
- Mas vocês e as demagogias... "para muitos perceberem que a hierarquia está na sociedade"... e os paternalismos... "e acreditem que muitos chegam com uma ideia muito diferente, a ideia que podem, querem e mandam e na praxe percebem que não é assim" ou "Muitos alunos/as do secundário saem com uma ideia muito errada de sociedade, porque a "sociedade escolar" do secundário muitas vezes promove essa ideia errada, essa ideia de que os delinquentes são os mais "fixes" e os "baldas" são mesmo os maiores e podem espezinhar quem quiserem, chegando à praxe vêm tudo isso invertido"... estão mesmo muito juntinhos.
- engraçado dares o exemplo do bullying numa conversa de praxe. De facto, um lembra o outro.

Anónimo disse...

rotfl, ganda otário, ap de merda

serraleixo disse...

Anónimo, ficaste sem palavras passaste ao insulto. muito bem. muito adulto. foi isso que aprendeste na praxe, é isso que devo depreender?

Anónimo disse...

Sou da opinião de que deve haver um ritual de integração, mas não a praxe, dizem que ela nos torna mais humildes e respeitosos? Olhem para os Veteranos que praxam, e que claro já foram praxados, a sua atitude mostra humildade ou respeito? Pergunto-me porque é que este ritual não é substituído por um que faça como que haja harmonia entre toda a comunidade, não apenas entre caloiros que talvez se unam devido à comum humilhação.

Barbas disse...

serraleixo, eu dou a minha opinião e se não fui suficientemente claro aqui estou eu para te explicar todos os pontos que achares necessários.

Barbas disse...

"- dizes que nunca obrigaste nenhum caloiro a fazer fosse o que fosse. Então sugerias, pedias por favor e agradecias no fim depois de eles "andarem na lama", "encherem", "fazerem figuras tristes" e "de lhes terem berrado aos ouvidos"? Como foi contigo? e com aqueles que estavam ao teu lado enquanto eram praxados? Atiravam-se para a lama de livre e espontânea vontade? Porquê? Para se integrarem?"

R: em primeiro lugar, nenhum caloiro meu foi ou é obrigado a nada, tal como nunca eu fui obrigado a fazer algo contra minha vontade.. no meu primeiro dia como praxante estive 20 minutos a falar para todos os caloiros do meu curso.. somos poucos o que facilitou o trabalho.. uma das coisas que dizia era simples..
"a praxe é um ritual académico e apenas quem quer participar nela o faz.. não estou aqui para obrigar ninguém a fazer seja o que for.. não sou vosso pai nem vossa mãe e já têm idade para decidir o que fazem ou deixam de fazer.."
"ninguém vos vai bater se não quiserem encher, se não quiserem andar na lama, se não quiserem passar por figuras tristes, ou se não quiserem ter alguém a berrar-vos aos ouvidos.."
"quem quer quer, quem não quer nem venha, pois prefiro mandar-vos para casa a estarem aqui sem vontade nenhuma"

"- e estão "unidos" a quê? uns aos outros? e agora que estão "unidos" que fazem vocês com essa união? E é uma união baseada em quê?"

R: sim, uns aos outros.. essa união hoje leva-nos a passar o tempo da melhor forma possível.. ainda hoje se vir um dos meus irmãos caloiros com problemas, sendo que é da minha possibilidade, eu ajudo.. muitas das vezes acabo por me prejudicar para ajudar alguém que já sei que pode nem merecer.. mas ajudo.. porque alguma vez na vida ele já o fez por mim também..
e sou-te muito sincero quando digo isto, a vida académica não é só praxe, mas acredita que a mim ajudou e bastante a união que temos entre nós.. não só entre nós, ex-caloiros, como entre nós e os nossos praxantes..
e é sobretudo uma união baseada no esforço e trabalho que todos fizemos para nos considerarmos um só.. deliberadamente nenhum de nós prejudicaria qualquer irmão nosso..
isso meu caro, é união..

Barbas disse...

"- Aprendeste a respeitar as hierarquias?? Mas tu entraste ao serviço militar ou numa universidade?? São as pessoas que se devem respeitar e pelo que elas são, cada uma delas, e não porque elas estão hierarquicamente acima de ti!!"

R: numa universidade.. mas mais do que na universidade, ou portanto na vida há que respeitar hierarquias.. e será que entendes o que quero dizer com isso?
cada vez mais aparecem os novos membros da geração rebelde..
não é que tenha nada contra eles, mas a verdade é que a maioria não se sente em pé de igualdade com qualquer outro estudante, mas sim acima de qualquer outro estudante.. seja ele do 2º, 3º, 4º, 5º ano e por aí fora.. portanto não falo de respeitar apenas os que tão "acima de mim" como dizes, mas sim de não me meter por cima de ninguém.. isso sim é respeito..

"- Aprendeste que "não se chega a lado nenhum sozinho a não ser que seja um completo idiota"??? Que raio de bacoquice é esta?? Aprendes banalidades na praxe? É isso que estás a dizer?"

R: aprendi que a união ajuda para tudo.. não falo só a nível académico.. acredita meu caro que tu sozinho contra meio mundo nunca te safas em merda nenhuma..
se não dás verdadeiramente valor ao que é trabalho em equipa então muito boa sorte..

"- E que mais aprendeste tu? A cumprir rituais?? Sem saber para quê, se é bom ou mau, sem questionar esses rituais?"

R: depende, sob o teu ponto de vista não.. sob o meu ponto de vista sim..
o ser bom ou mau só tu é que decides.. mais ninguém..
se te afliges em andar na lama, então não vás..
se te afliges por entrares num chafariz, então não entres..
se te afliges por não conseguires aproveitar, então não aproveites..
agora a mim deu-me um grande prazer fazer tudo isso.. apesar de também me custar encher tardes e tardes os benefícios que a praxe me deu foram bem maiores que os malefícios..

"- E dizes que "no fim disto tudo só podes tirar coisas boas da praxe"???"

R: e acredita que a praxe me ensinou a crescer um bom bocado, assim como fez a muitos dos meus colegas e continua fazendo por estas bandas.. se as praxes contigo foram más ou te fizeram algo muito mau, não culpes a praxe mas sim quem te praxou.. a praxe ajudou muita gente a crescer e eu fui um deles..

"- E porque é que já não estarias na faculdade se não fosse a praxe? Se a praxe não existisse acredita que repararias noutras coisas bem mais interessantes que te prendessem à universidade..."

R: não sei que coisas mais interessantes é que podes estar a falar.. não deixo de participar em nada que a academia ofereça devido à praxe.. agora, se a união ou o respeito não são coisas interessantes para ti isso já não é problema meu..

Barbas disse...

quanto à praxe em si, também sou contra abusos, mas é claro que não sou anti-praxe pois pelo menos no meu caso a praxe foi uma mais valia para aquilo que sou hoje..

é claro que há sempre gente que quer mostrar-se, exagerando, abusando e tudo isso não é culpa da praxe.. é sim desses otários que apenas usam a praxe como um meio de fazer o que querem e lhes apetece.. prejudicando sempre aquilo que de mais valioso há no ensino neste país porque deixem que vos diga.. da forma que se encontra o ensino hoje em dia, não vejo boas perspectivas.. -.-"

mais uma vez,
Saudações Académicas

Anónimo disse...

Bom bom é ouvir B Fachada, ser "fixe", fumar uma e curtir a cena... Arranjem mas é vida, otários comunas de merda!

Anónimo disse...

Interessante, na FCSH (onde por acaso, vocês apareceram), a tradição académica (promovida para realçar a igualdade entre os estudantes) tem tido um crescente apoio, mesmo pela parte da direcção da mesma. O uso do traje académico surgiu como forma a alunos com menos meios, pudessem se sentir iguais no meio de outros (um uniforme para todos, que por acaso não faz comichão - grande argumento esse). Promove a igualdade como referi, pois ao contrário do que dizem todos os novos são tratados do mesmo modo e, quem diria, no final das praxes só demonstram satisfação, vontade de conviver e desejo de terem mais belos momentos como esses anteriormente passados.

Gostaria de saber qual o motivo para tão fortemente se impõrem contra a Praxe? Alguma experiência que tiveram menos boa no passado? Partilhem-na e, em vez de rejeitarem e tentarem acabar com a praxe (o que simplesmente não conseguirão) ajudem a melhorá-la. Que com argumentos "cheiram mal dos pés", parece só revelarem uma enorme frustração que não se compreende.

Anónimo disse...

O traje académico promove a igualdade? Se abdicar da praxe já não posso usar o dito traje académico... E sou então igual aos outros universitários? Não... Sou supostamente "inferior" por suportar essa barbaridade que é a praxe e pensar pela minha cabeça em vez de ir no paleio dos outros... E arrependendo-me? Não... Muito pelo contrário... Orgulho-me.

Anónimo disse...

Sou supostamente "inferior" por NÃO suportar essa barbaridade (...)

Um pequeno engano que alterou por completo a minha citação...

Anónimo disse...

A praxe cheira mal dos pés. A prova é que nalgumas praxes as bestas têm que cheirar o chulé dos académicos.

Barbas disse...

é só anónimos e eu sem saber para qual falar..

em primeiro lugar, a praxe não é barbaridade nenhuma.. quem pode ou não levar a essa barbaridade são os praxantes.. NÃO A PRAXE!

o facto de "as bestas têm que cheirar o chulé dos académicos" é um exemplo daquilo que tenho vindo a falar acima..

quanto ao traje, vestir traje é uma honra pois estamos a transportar a nossa academia no nosso corpo..

e repara que foi referida a igualdade entre estudantes com menos meios.. pois pelo menos em termos do traje oficial de cada academia, eu sinto-me igual a outro estudante tenha ele um nível de vida economicamente melhor que o meu ou não..
a situação dos anti-praxe (pessoas que "abdicam da praxe") é diferente.. sendo que a praxe é uma tradição académica, porque hás-de abdicar da tradição académica para praxar ou ser praxado e não abdicar da mesma tradição académica para poder trajar como qualquer outro estudante?
um anti-praxe não se limita a abdicar da praxe mas sim da tradição académica de uma determinada academia..

tradição é tradição.. tem vindo a ser assim, vai continuar a ser assim..

Saudações Académicas

Napalm disse...

@Barbas
O traje é ACADÉMICO e não praxístico.
Antes de os estudantes serem praxados, já tinham que trajar, pois antes o traje era obrigatório.
Logo, o traje está ligado à academia e não à praxe.
Por isso, se um anti-praxe quiser usar o traje está no seu direito. Até por que a palavra anti-praxe, nem sempre é bem usada. Existem pessoas que não são contra a praxe, não querem é a praxe para elas.

O traje não serviu inicialmente, para igualar os diferentes estudantes. Isso é mito.
O traje serviu para criar a classe estudantil, porque os estudantes viam-se como dignos de ter a sua própria classe (assim como o clero, nobreza, etc).
Até porque antigamente os trajes eram feitos à medida, e os estudantes ricos usavam melhores panos e costureiros que os mais pobres.
Para já não falar de outros adornos.
Claro que serve como elemento unificador, mas não foi esse o objectivo inicial, foi sim uma repercussão.

Como tu bem dizes, "trajar é uma honra" por isso todo e qualquer estudante universitário que queira pode e deve faze-lo. O traje é do estudante e não da praxe. O traje representa (para alguns) isso mesmo, o orgulho em ser universitário.
Agora se os praxistas não gostam que qualquer um vista o traje, isso já é outra estória.

E nem vale a pena, falares que na tua academia é diferente. Se defendes que os anti-praxe não podem trajar, estás a ir contra a tradição académica. Agora tu é que sabes...

Esse pensamento "tradição é tradição.. tem vindo a ser assim, vai continuar a ser assim.." é um bocado obtuso, só para justificares a tradição académica, e o uso único do traje por parte dos praxistas.
Como é que sabes que é assim? Disseram-te ou pesquisaste?
Ou pensas que antes era a ferro e fogo? Se um caloiro tivesse a protecção de um veterano provavelmente nunca era praxado. E neste caso envergava o traje na mesma, porque o tinha que fazer para poder ser estudante universitário.

Pela tua conversa deves ser de uma academia relativamente recente em tradição académica...
Ou então ensinaram-te mal.

Napalm disse...

@Barbas
Já vi que és da U.M.
Está tudo explicado. Ensinaram-te mal.
A U.M. criou o traje e vê-se no direito de mandar e desmandar sobre ele, indo contra alguns princípios da tradição académica.
Isto para já não falar na origem desse traje...

Pesquisa melhor sobre este assunto e depois vem cá contar sff.

Barbas disse...

@Napalm
Quanto ao traje não fui eu que puxei a conversa, se foi criado para isto ou para aquilo, só me limitei a dar a minha opinião quanto a isso..

Agora, tudo depende da forma como vêm a praxe e também este movimento..

"O traje é ACADÉMICO e não praxístico.
Antes de os estudantes serem praxados, já tinham que trajar, pois antes o traje era obrigatório.
Logo, o traje está ligado à academia e não à praxe."

"E nem vale a pena, falares que na tua academia é diferente. Se defendes que os anti-praxe não podem trajar, estás a ir contra a tradição académica. Agora tu é que sabes..."

Não sei se me estou a perder nas tuas palavras mas afinal quem é contra as tradições académicas?
Visto que este é o "movimento anti tradições académicas", apesar de apontar principalmente para a praxe, tradições académicas engloba mais do que praxe..

Acho que não me engano se disser que o traje académico é uma tradição académica..

Logo, deduzo que quem seja "anti tradições académicas" não queira ser "anti" em relação à praxe e quanto ao uso do traje já não ser..

Ou encontro-me errado também neste ponto Sr. José Hermano Saraiva?

Saudações Académicas

Napalm disse...

Citação Barbas
"Acho que não me engano se disser que o traje académico é uma tradição académica..

Logo, deduzo que quem seja "anti tradições académicas" não queira ser "anti" em relação à praxe e quanto ao uso do traje já não ser.."

Citação Napalm
"Até por que a palavra anti-praxe, nem sempre é bem usada. Existem pessoas que não são contra a praxe, não querem é a praxe para elas."

Não lês-te à primeira ou ponho outra vez.
Não interessa o que tu deduzes. Interessa sim que as pessoas têm direito a trajar. É um direito.
Claro como a água.
Já te expliquei que os estudantes antes tinham de trajar obrigatoriamente, sem passarem por praxe. E este facto é análogo aos dias de hoje.
Claro como a água.

Ou pensas, que só quem é que é praxado é que sente orgulho da sua academia? As pessoas sentem orgulho em ser universitários e se quiserem, devem demonstra-lo através do uso do traje.

Se são anti não sei o que e depois vão trajar é lá com elas. Não tens nada a ver com isso.
O traje é um direito de todo e qualquer estudante universitário. PONTO FINAL.
Claro como a água.

E sim, tu estás a ir contra a tradição académica ao apoiares o uso do traje unicamente por praxistas. Foste pesquisar ou não gostas de levar lições de um anti-praxe?

Não precisas de ter mau perder. Não culpes a tua ignorância, com a minha sabedoria.
Não és tu que dizer que sozinho não chegamos a lugar nenhum? Então!!! Tens aqui uma mão anti-praxe para te ajudar.

Agora, vai lá brincar aos padres, mas tem cuidado com os meninos do coro...

Agora vou-te deixar a falar sozinho, que não tenho paciência para combater teu próximo argumento ridículo, em relação a este assunto.

Cumprimentos

Anónimo disse...

O traje promove a igualdade? Desde quando? Já viram o preço de um traje académico? Se fosse oferecido e disponível para toda a gente ainda acreditava.

Barbas disse...

@Napalm
"Se são anti não sei o que e depois vão trajar é lá com elas. Não tens nada a ver com isso."

Isto é muito simples.. Estamos num blog com o nome de blog do movimento anti tradições académicas..

O traje é ou não uma tradição académica?

Saudações Académicas

Anónimo disse...

Este ano não entrei na universidade, mas vou comprar um traje já que é meu direito, pois deduzo que se é direito de qualquer estudante e os estudantes são cidadãos e são iguais, enquanto cidadão também é meu direito fazê-lo. Para quê? perguntam-se vocês M.A.T.A.. Eu respondo. Trabalho na Worten e quero diferenciar-me dos meus colegas que usam todos a mesma farda... podia usar uma camisa em vez do polo, mas essa é a farda do meu chefe... :( Logo acredito que ir trabalhar com o traje académico que trará alguma individualidade.
E já agora vou alertar os escuteiros para o facto de que acatar ordens de superiores é humilhante, aprender tácticas de sobrevivência é inútil... e sugiro-lhes também que parem de ajudar as pessoas com recolhas de alimento, acompanhamento de idosos e outras boas acções, e só retomam quando não tiverem um traje especifico, ou lenços que os distingam hierarquicamente.

Anónimo disse...

Li algo por aqui sobre a praxe ser uma tradição e por isso, irá sempre ser uma tradição. Pois bem, a tourada também o é e também tem acabado nalguns locais. Também era tradição os escravos ou as mulheres não poderem votar. Para mim o grande problema das pessoas é a falta de reflexão sobre os assuntos. Fomos feitos para questionar tudo o que existe. Ou então, porque seríamos animais racionais?
Mariana

Barbas disse...

Cara Mariana,

Sim de facto muita coisa que tem vindo a ser tradição tem vindo também a acabar..

Mas a verdade é que a tourada tal como falas é por si só um acto completamente diferente da praxe académica, assim como a situação dos escravos ou mulheres.. É uma situação que tu nem sequer podes comparar com praxe académica..

Tourada é tradicionalmente cruel assim como a situação dos escravos ou mulheres não poderem votar é tradicionalmente estúpido.. A praxe não é tradicionalmente nada disso..

A verdade é que há praxistas que não deviam praxar.. E aquilo que vocês realmente condenam é a praxe em geral..
Há quem goste de praxar (usando BOM SENSO) e de ser praxado..
Porquê culpar a praxe de algo que a praxe não tem culpa?
Culpem antes esses praxistas sem BOM SENSO..

Quanto à falta de reflexão, será que não é este o problema?
Ser a praxe culpada por causa de engenheiros, doutores e veteranos que abusam naquilo que devia ser supostamente a tradição??

Acho que sim Mariana.. É isso que cada vez mais é o problema maior..

Quanto ao Napalm.. Continuo sem ninguém me responder em relação ao traje.. É tradição académica ou vais-me dizer que não?

Anónimo disse...

O que é uma boa praxe?

Anónimo disse...

Bem, respondendo ao Barbas. Vou então explicar melhor as minhas analogias. é exactamente igual. Tanto a tourada, como a escravidão e como tantas outras crueldade se mantiveram/mantêm tendo como argumento "isto é uma tradição. Não se questiona. É assim porque sim!" No meu ponto de vista, a praxe só continua a existir porque a grande maior parte das pessoas tem medo. Eu fui praxada, sei muito bem do que estou a falar. A praxe em si, ou seja, aquilo que se faz lá, já é grave ( muitas vezes), mas o que me preocupa fundamentalmente, e revolta, simultaneamente, é a questão da existência de uma hierarquia que não tem senso nenhum, que ninguém consegue explicar-me logicamente, porque não é possível. E a questão fundamental que nos incutem desde sempre: A praxe integra as pessoas. Isso não é verdade. Tu não és tu durante a praxe, és sim uma pessoa submissa, de olhos baixos, que não questiona, que aparenta uma apatia e que obedece a ordens vindas de alguém que conheceu há dois minutos atrás. Mas, isso não significa que essa mesma pessoa seja apática, passiva e obedeça cegamente a tudo, pois não? O que quero dizer é que, claramente, ninguém mostra o que é na praxe, estamos todos preocupados com aquilo que temos de fingir que somos para que não nos gritem ainda mais aos ouvidos. Há pessoas que se divertem na praxe? Há, sim, claro que há. Também havia pessoas a cuspir nos escravos. Assim, como há pessoas a achar que é normal serem maltratadas. Assim como há pessoas com medo de denunciar um pedófilo. Assim como há pessoas com receio de não serem aceites como são. Há, há tudo isto e há a praxe. Há, porque, infelizmente, ainda não se questionou, ainda não se debateu o suficiente, mas tenho esperança que quando os meus filhos forem para a faculdade, daqui a 30 anos, já não existam praxes e se existirem que façam como eu, e se declarem anti-praxe, pois uma pessoa com ética, não pode, nunca, ser a favor da praxe - que sim, poderia ser boa para o indivíduo, mas não é, transformou-se num método autocrático, numa "tradição" completamente ultrapassada.
P.S: Deviam-se fazer mais discussões sobre este assunto. Sem dúvida.
Mariana

Anónimo disse...

É muito triste ver tanto ódio à praxe causado por quem não sabe praxar como deve ser... Vão ver à academia do Porto ou de Coimbra se existem casos assim. Universidades com uma história de praxe e não com praxinhas de raia miúda como nas outras universidades, que não sabem nada do que fazem...

Ricardo

Anónimo disse...

O propósito da praxe não é integrar os alunos, a integração decorre inevitavelmente do tempo que passam todos juntos na praxe, como é natural. Isso é o que nós dizemos a quem sinceramente não percebe nada disto, do que é a praxe, porque não a viveu ou então porque a viveu numa universidade com pouca história e tradição praxística e de bons custumes.

O objectivo da praxe final é crescermos como pessoas. Não como cidadãos (pra isso temos os pais e professores), não como idealistas políticos (pra isso existem os devidos cursos e órgãos políticos de juventude), nem como sabedores da cultura do nosso povo (pra isso temos os museus, o turismo nacional, as escolas/faculdades e enciclopédias nas livrarias).

Na praxe aprende-se a respeitar (não a humilhar) uma pessoa mesmo que não se goste dessa pessoa, o respeito está acima de tudo. Na praxe aprende-se a ser humilde e a acatar as ordens de quem nos é superior, bem como a ter cuidado com as ordens que se dá aos inferiores, ensinando também por isso a responsabilidade. E na praxe aprende-se a ser solidário com os nossos iguais, aprendemos o que realmente significa ser UM e de quanta força e respeito transmite a União.

Que ninguém me venha com tretas de que somos todos iguais porque na nossa sociedade somos todos diferentes. O dono não é igual ao patrão, o patrão não é igual ao chefe, o chefe não é igual ao empregado. Vivemos num mundo em que se não comemos e calamos facilmente nos põem na rua e vêm-me dizer que existe democracia? Onde é que numa empresa, de qualquer ramo que seja, há democracia??? Digam-me onde porque até hoje não vi nenhuma!

A praxe é opressiva? Não, mas exige respeito e humildade para desempenhar a sua função e não aspirar a outra a não ser no seu devido tempo e com o devido esforço e respeito.

Alguém tem alguma coisa a acrescentar?

Ricardo

Barbas disse...

Mariana, o problema é que o teu caso foi completamente diferente do meu.. Se te declaraste anti-praxe por alguma coisa que não gostaste, eu não.. quis ver o que era e se de facto não me sentisse bem sendo praxado, então não me sujeitaria a nada.. simplesmente dei uma oportunidade.. a verdade é que tive a sorte de ser praxado por pessoas com bom senso, que me deram uma boa praxe.. agora se me aparecessem pessoas sem esse espírito, sem o já referido BOM SENSO praxístico, provavelmente também não tinha sido praxado..

Antes de entrar na universidade, vinha muito receoso quanto à praxe, especialmente pela enormidade de relatos de abusos praxísticos que sempre apareciam em mil e quinhentos jornais por aqui e ali.. a verdade é que não apareciam relatos daquilo que a praxe realmente é e deve ser..

assim que aqui cheguei, com o primeiro contacto com a academia e restantes alunos, até à respectiva praxe, só vim a verificar que a praxe cada vez mais é mal entendida e mal interpretada.. especialmente por fazerem da praxe o caprixo de pessoas que sim ABUSAM da praxe.. se foram caprixo de alguém não culpem a praxe.. culpem esse alguém..

Saudações académicas

serraleixo disse...

Pois eu culpo a praxe da falta de "bom senso" que lá se vê porque dá o mote e o álibi perfeito a quem quiser ser caprichoso. Até porque as pessoas que normalmente são uns perfeitos anormais enquanto praxam são pessoas perfeitamente normais em todos os outros contextos...
Percebes, Barbas?

Anónimo disse...

Boa Noite a todos.
Este comentário já é tardio porque a última mensagem aqui postada foi em Outubro do ano passado. mas tenho esperança, que um dia, talvez, alguém leia esta minha "crítica".
Este ano entrei para a faculdade. E , para além do trabalho árduo que me esperava, também tive que resolver um problema "Ir para a praxe ou não". Ora bem, sempre manifestei o meu interesse em participar nestas coisas, mas a verdade é que estava "cagada" de medo. Fui ao primeiro dia de aulas e fui abordada por alguns doutores que forem extremamente simpáticos comigo. Explicaram - me o que era a praxe, o que é que se iria fazer, disseram que se eu não concordasse com alguma coisa que eles dissessem para dizer e para não fazer. Porque acima de tudo, eu tinha que me respeitar. E eu, perante tais palavras, decidi ser uma caloira. Aquele que ao início seria um grande problema para mim revelou-se em algo divertido de se fazer, porque a nossa praxe é moderada e sem abusos! Berros existem, e muitos, mas não passam de brincadeiras inocentes para nos intimidar de alguma forma. faz parte e há sempre um ambiente super descontraido em que toda a gente se ri. eu tou a aprender na praxe muitas coisas. e respeito os anti-praxes da minha turma e até os doutores se dão bem com eles. por isso, isto de criticar tanto a praxe até fica mal. "quem desdenha quer comprar." e até já conheço alguns anti-praxes q teem pena por n ter ido para a praxe.

Rui Silva disse...

Boas, entrei este ano na faculdade, e sou "anti-praxe", porque aquilo que vejo na praxe da minha faculdade é pura humilhação aos caloiros, já li que muitos dizem que a praxe aprendemos a respeitar as pessoas, hierarquias, etc... Por um lado pode até acontecer isso, mas não preciso de ir a praxe para ter tudo isso e muito mais, desde de pequeno que tenho educação, desde muito cedo entrei para os desportos de combate como por exemplo, boxe, kickboxing e jiu-jitsu, sou atleta de alta competição e neste momento sou ainda mais humilde e respeito as pessoas, desde o inicio já uso a pasta académica e vou usar o traje académico, porque tenho orgulho em ser aluno do ensino superior e ninguem tem o direito de me dizer não, eu não escolhi ser "humilhado" ou "humilhar" alguem, fui para a faculdade respeitar toda a gente e aprender acima de tudo, resumindo tenho uma dúvida o cortejo ou a queima das fitas tem alguma ligação com a praxe, ou quem for anti-praxe pode participar no cortejo (junto ao autocarro da sua universidade) e ir a queima das fitas? Pergunto isto para não provocar problemas, porque não quero problemas, mas se os "sr.Doutores" tentarem causar problemas comigo, ai nesse caso tudo muda, porque se eles querem ir por esse caminho da minha parte eu não digo que não venham eles kkkk

Cump,
Rui Silva

Inés disse...

Eu não sou anti-praxe mas vou responder à tua pergunta. Normalmente, se houver um ambiente bom na tua escola, podes ir no cortejo académico, há quem não goste mas isso é lá com eles. Se não houver bom ambiente, aí resolvam-se. Mas o cortejo académico é uma coisa que tem significado em praxe e não fora dela, mas isso é como cada um quiser. É o mesmo que não ser católico e casar pela igreja, cada um é que decide. A queima das fitas também depende das escolas, mas também costuma ser feito por quem praxa, assim como o traje académico. Mas na minha opinião, a queima das fitas e o traje deve ser para todos, afinal somos todos estudantes, já quanto ao cortejo tenho opinião diferente porque é um simbolismo apenas e só praxístico. Espero que não leves a mal ter respondido.
Cumprimentos.

Joana disse...

Meus amigos, sou estudante na Universidade do Minho em Braga e só tenho a dizer que o meu 1º ano foi dos melhores anos da minha vida e o facto de ter sido praxada contribuiu muito para isso. É obvio q ninguém gosta de ouvir berros, de passar horas a encher, dessa suposta “submissão” e “humilhação” de que toda a gente fala. Ora bem, eu só não percebo o porquê de tanta indignação vinda de pessoas anti-praxe e que, consequentemente, não passam por qualquer tipo dessa “humilhação”. Qual é o problema afinal?? Pelo que eu sei, quem se sujeita à praxe , está no seu perfeito juízo, tem consciência do que quer fazer. Ou estarei enganada??
Falaram aí em touradas e escravidao. Que coisa mais descabida minha gente! Caso se tenham esquecido, nas touradas/ escravidão não há ESCOLHA! Os pobres touros não fazem a mínima ideia do que debilitados dos toureiros lhes vão fazer, e na escravidão, aquela gente sabia, mas não estava ao alcance delas mudar a estupidez daqueles tempos. E isso é a diferença entre a praxe! Quem quer vai, quem não quer, não pensem que alguém as vai escrutinar e fazêlas desaparecer do meio académico. Isso é completamente absurdo!!!!
Vocês são ou não a favor da liberdade?? Claro que são! Então meus caros, deixem-nos continuar com esta tradição sem estes pobres comentários de preocupação com a integridade de cada um e dos pobrezinhos q tem medo de ser açoitados se não forem à praxe..
Se deus existir, ele que vos livre dessa ignorância.
Joana

Anónimo disse...

chego a tempo? espero que sim.
sou estudante de uma universidade que fica em no centro norte do pais tenho 26 anos e ando no meu segundo ano e fui praxado comotodos os outros, e depois de ler algumas bararidades tanto pelo lado pró-praxe como pelos anti-praxe tive de também deixar o meu comentario.

antes de mais:
1º o traje não faz comichao mas a capa um pouco, ora por algum motivo o traje não é so a capa e se quermos usar a capa temos de usar as camisas casacos e calças. não compro o meu traje para pegar na capa e ir correr todo nu, assim claro faz comichão.
2º a praxe em muitos casos é para os prazadores descaregaem frustraçoes. eu fui humilhado e não gostei mas tambem me diverti. depende do praxador.
3º as tradiçoes do encher e simular sexo em publico ou outras coisas menos dignas não é tradição na praxe, estas "coisas" adicionadas recentemente e que nem uma decada tem.
4º a praxe em si não é ma... o que é mau é o modo que o fazem este ano na minha universidade foram introduzidas as praxes solidarias o que acho ser uma evolução.

o grande problema da praxe não é o que nos mandam fazer é que há alguns asnos que dizem sim a tudo que lhes dizem... eu odeiei a minha praxe mas aprendi uma coisa a praxe ensina a dizer "NÂO". ouvi mil e uma desculpas que os meus "doutores" me diziam sobre o motivo de a praxe ser como eles a faziam. diziam que tínhamos de aprender a entrar no mundo do trabalho e que tinham de aprender a ser humilhados pelso patrões mas eu digo a boca cheia. de toda a gente daquele curso ou daquela universidade 90% prai nunca trabalhou na vida e quem trabalhou não vai a praxe porque sabe que aquilo é idiota... ou seja arragem desculpas para poderem descarregar as frustrações que assim não cola.

depois de ser-mos humilhados na praxe algumas pessoas ao invez de pensar no que lhes fizeram e mudar para melhor não. vão fazer exactamente igual so porque sim. como se fosse vingança... a praxe admitam la a praxe mostra o que há dentro de cada praxador... ali vê-se tudo o que eles são porque tem o poder e vê-se como o usam...

isto digo porque vi um semelhante caloiro no meu ano a levar com leite azedo na cabeça e pelas costas a baixo, e quem fez isso foi o próprio padrinho de praxe...

a praxe tem de mudar... as tradições académicas não, são as festas, os saraus tudo o que por exemplo mantinha a nossa sociedade culta e a funcionar que se esta a perder em prol de algo que so serve para degradar a condição humana..

há muito mais para ser dito... uso o meu traje com orgulho, não pela praxe mas pela tradição académica, vou a serenata, vou queimar e festejar. mas vou fazer tudo para mudar a praxe nem que depois de arranjar um trabalho tire um curso so para pastar.

Se queres ver a verdadeira essência de alguém ve como ele trata os seus inferiores não os seu iguais.

agora pensem por si e entendam

Saudações academicas