quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MATA na Sociedade Civil

Hoje a Daniela, do MATA, foi ao programa da RTP2 Sociedade Civil.
Quem não viu a transmissão televisiva pode ver o programa completo aqui.

Aqui fica também o blog da Sociedade Civil, onde muita gente deixou (e ainda está a deixar) o seu comentário sobre o tema de hoje: as praxes.
http://sociedade-civil.blogspot.com/2009/09/praxes-tradicao-ou-prepotencia.html

10 comentários:

Anónimo disse...

mata, camada de frustrados. sois contra as tradiçoes academicas sem motivos fortes, tendo como base a violencia na praxe. pessoal reparem só: nas universidades nao existem casos de violencia como existem no secundario, algo faz com que os alunos sejam intregrados e evite casos de violencia, isso chama-se praxe

Emanuel disse...

eu nao quero sequer tomar uma posiçao entre ser anti tradiçoes ou nao, apenas que a daniela é muito gira, sao 06.44 da manha e ta a dar a repetiçao do sociedade civil lol e sinceramente ainda nao me fui deitar a conta do sorriso dela, pra a conheçer da-me imensa vontade de me inscrever numa qualquer faculdade e pro ano aderir ao mata e distribuir folhetos do Mata. serio e "muita" gira lol

Dídio disse...

Anónimo:

Ahahah! Quando eu andei na escola secundária e primária não havia qualquer tipo de praxe e posso dizer-te que o que eu mais tenho são amigos, e amigos que guardei dessa altura e tudo! :-)

Quando não existe praxe, não há nenhum pretexto para qualquer tipo de violência ou qualquer coisa que corra mal. A praxe é que cria esse berço aquecido propício ao nascimento da violência e das parvoíces que acabam mal.

Se nos dermos uns com os outros naturalmente, nada de mal acontecerá.

Pedro disse...

E tao simples quanto isto. Desde que a praxe existe que tem havido mortes a proposito de praxes mal feitas. E e pena que aqueles que nao chegam a este nivel de violencia tenham de pagar pelos poucos que fazem merda, mas o facto e que ja aconteceu, e vai voltar a acontecer.

Agora mais recentemente foi o aluno da Lusiada de Vila Nova de Famalicao... Quem e que vai ser o proximo?

Claro que tambem podem defender que ha acidentes de viacao e acidentes em obras e que nao e por isso que deixamos de conduzir veiculos ou construir edificios... mas o facto e que comparado com esses exemplos a praxe NAO E, NEM NUNCA SERA algo de essencial a nossa vida.

Se e algo que podemos abolir com vista a poupar-nos a merdas destas poderem acontecer de novo, entao e preferivel cortar o mal pela raiz, mesmo que a maioria se ressinta pela morte dum ritual academico.

E que 100 anos de praxes e todo o convivio e integracao que possa vir dai entre caloiros e veteranos, nao vale sequer um enesimo da vida de um aluno.

Mais nojento ainda que agora que aquilo ocorreu que estejam todos de bico calado, num pacto de silencio para ninguem ir preso... Afinal foi tudo no espirito academico, certo?

Filipa disse...

Eu gosto da praxe! Voltei a ser praxada este ano por ter mudado de curso e foi muito engraçado, conheci imensa gente e diverti-me imenso. Conseguia conhecer toda a gente que conheci e fazer amigos se não tivesse ido às praxes? Definitivamente sim. Teria sido tão divertido como foi? Nunca!

É triste que haja gente que não sabe praxar (assim como há gente que não sabe ser praxado) e que por esses poucos se aterrorizem os miúdos que vêm do secundário, que só conhecem a imagem das praxes que vêem na televisão, só conhecem a parte da violência e do álcool. Ninguém nas praxes é obrigado a beber ou a fazer algo que não queira. Não quer fazer diz que não, se não gosta da praxe então deixa de participar. Ninguém está interessado em obrigar um caloiro a ser praxado se este não o quiser.

Abolir a praxe não faz sentido porque qualquer um tem o poder de decidir por si se quer ou não participar, já somos todos maiores de idade...

Anónimo disse...

Boas.
Bem, antes de mais concordo com o comentario acima, o sorriso da Daniela é demais!! ;-)

Na minha opinião o que está errado não são as praxes, é o abuso da praxe!

Eu vejo a praxe como uma brincadeira, como uma integração, como um meio de conhecer mais pessoas.. Fartei-me de conhecer gente na praxe!!

O que acho mal é o abuso que alguns, repito, alguns fazem da praxe.

A praxe é como uma recepção a algo novo para quem chega.
Eu fui praxado na Universidade mas antes disso já tinha sido praxado quando, ainda muito jovem, resolvi entrar no clube de futebol ca da terrinha!! E toda a gente sabe que em clubes desportivos isso é normal acontecer.

E o MATA, não luta contra essas praxes também??

Tudo o que é em exagero é mau e vocês querem generalizar o que poucos fazem que é exagerar!
Ou também dizem que todos os austriacos são nazis por o Hitler ter nascino na Austri??!

Bem hajam e continuem o bom trabalho de reprimir os abusos que existem..

pedro disse...

já joguei em vários clubes da terrrinha e em diferentes terrinhas, e nunca fui praxado.

nem eu, nem o meu pai que também foi atleta federado, nem o meu avô que também foi atleta federado.

Portanto, essa de existirem praxes nos clubes da terrinha é completa novidade para mim. Mais um belo exemplo de "tradição" importada na cultura portuguesa.

Anónimo disse...

Boas.

Pedro, eu quando disse que tinha sido "praxado" no clube, não queria dizer que me tinham pintado a cara ou que tinha estado de quatro!
Foi apenas uma cerimonia de recepção porque era novo no clube!

Chama-lhe praxe, chama-lhe cerimonia de recepção, chama-lhe o que quiseres, foi apenas um modo de me integrarem no grupo.

E sempre que entrava alguem novo, faziamos essa recepção ao novo elemento. Tamos sempre a conhecer coisas novas, não é?! E não me parece que fosse tradição importada.

O que eu quis dizer com isto é que alguns vêm a praxe como humilhação, outros como cerimónia de recepção.

Eu não condeno a praxe, condeno sim os que exageram com isso e se gabam perante os mais novos. Porque há quem saiba praxar e os caloiros adoram essas praxes.

Eu também não gosto de touradas mas se há quem goste, continua a haver touradas.

Eu acho bem que o MATA denuncie os abusos que se comtem na praxe. Não acho bem que sejam contra todas as tradições académicas.

Porque por muito que não gostem de alguma coisa, não se pode proibir aqueles que gostam e querem faze-la.

Não podemos é generalizar porque alguns abusam.

Ou então não vivemos numa democracia e voltamos à ditadura onde tudo é imposto.
E não me venham com a treta de que quem não quer ser praxado é rejeitado. Isso é uma treta pois tenho colegas que estudaram comigo, não quiseram ser praxados e não foram rejeitados de nada.

Abcs

pedro disse...

caro anónimo, nem sugeri nem me ocorreu que as actividades de recepção ou praxes (como achares que melhor descreve a tua experiência) que viveste foram idênticas às da entrada na universidade, isso seria o descabimento total (no que concerne a pinturas e afins). já agora, e se achares oportuno desenvolver isso, no que é que consistiram?

mas reiteiro o que disse, isso nunca aconteceu comigo e passei por vários locais, nem eu nem os meus familiares acima referidos.

o que me motivou a escrever isto foi a frase "E toda a gente sabe que em clubes desportivos isso é normal acontecer."

portanto, para mim foi novidade :)

Binoculuus Embaciaduus disse...

Voces deviam era ter ido á "tropa" pa saberem falar de praxe... Malta do MATA deve ter passado toda ao lado.

Pinturas na cara e berrar pelo curso é incitar á violência por parte da estrutura hierárquica da Academia!??!?!

Na "tropa" tinhas levado uns chapadões nas trombas e escarras com salpicos de merda na sopa, a agradecer a bondade do teu superior e talvez o tribunal militar te desse autorização de escrever a palavra "violência" relacionada com o periodo de integração no teu diário de menininha onde choras ás escondidas, SE lambesses muito bem as bolas dos "patrões"....


Praxe?! É isso e passear no jardim zoológico..... pipocas com corante, que maravilha!