quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Praxe em Évora leva aluno ao hospital

Via site da RTP

Um caloiro da Universidade de Évora terá ficado ferido na sequência de abusos nas praxes. O aluno foi internado. A gravidade da lesão ainda está a ser avaliada.


39 comentários:

Napalm disse...

Os reitores dão-me vontade de rir (ou não)!!!
Furar um tímpano, um pequeno incidente?!!
Que idiota.

Se eu fosse o aluno, era logo processo em cima da universidade e dos praxistas.

Também gostei do facto, da associação académica saber do sucedido pela comunicação social.
Nas universidades, devem existir poucos abusos que não são divulgados devem...

Pena dos praxistas: suspensão das actividades académicas.
Uiii, que pena pesada...
Devia ser é logo processo disciplinar. Suspensão por um semestre. E ainda era pouco.

Anónimo disse...

Se me furassem um tímpano eu juro que os queimava vivos. Aos praxistas e ao reitor.

Marcos Mimoso disse...

Acho tão engraçado quem vem para aqui falar e possivelmente nunca frequentou uma universidade nem sabe o que é uma licenciatura.

Um individuo de uma cidade rouba e todos os cidadãos sao ladroes?

A praxe é um ritual de integração, de cultura e tradição.

Krieg disse...

Por acaso até vendo peixe no mercado, e a minha avó é aquela que aparece na reportagem a vender castanhas.

Penso que ser anti-praxe, é um requisito fundamental para a minha profissão, por isso venho aqui comentar.

Tu é que me dás graça, ó Marquinho. Estás completamente formatado pela praxe, e nem sequer admites a ti mesmo que ocorrem abusos.

Conta lá melhor a história. Não estudas em Évora?...

Anónimo disse...

Pequeno incidente? Regulado por "Conselho de Notáveis"? Pfff...
Quando cúmplices e autores pagarem os danos isto talvez mude.

A.

http://anti-praxe.blogs.sapo.pt/

Átropo disse...

Praxe um ritual de integração?!?! So quem é otario é que se integra a rebolar no chão como um cão e a simular sexo em publico em pleno átrium da faculdade!

As praxes são ridiculas!

Anónimo disse...

Realmente, Átropo, é preciso ser-se muito estúpido para se integrar em ambientes desses... Muito estúpido mesmo.

Anónimo disse...

Realmente ninguem vos obriga a serem praxados, não querem ser declaram-se anti-praxe é simples. Fui praxada este ano na UALG e nenhum académico abusou ou fez algo violento. Isto só vem mostrar a desorganizção que cada vez mais é a Universidade de Évora. Quando um reitor fala de um incidente destes desta forma deixam de haver adjectivos para o caracterizar! E o Presidente da Associação só demonstra o BURRO que é! E quanto ao Aluno em questão penso que se devia ter recusado a fazer essa praxe. Não seria excluido das praxes por causa disso. É um grande asno quem o mandou fazer aquilo mas também foi estupido da parte dele nao dizer q nao.

Anónimo disse...

Em resposta ao último comentário. Sim, podia ter dito que não, mas já pensaste por que razão não o fez? Porque devido ao facto da praxe ainda ser vista como um ritual de integração, há medo, receio e até vergonha de se recusar o que quer que seja pois no fundo, todos queremos integrar-nos. Quem apoia a praxe devia pensar no que ela é e não no que deveria ser, no que representa e não no que deveria representar e deixar de achar que existe uma hierarquia e que o respeito se impõe. Eu não respeito alguém que grita comigo, que me manda fazer o que quer que seja, pois o respeito recebe-se quando se dá e ordens só vindas dos meus pais e, mesmo assim, poucas, porque sou maior de idade. Portanto,o problema fundamental da praxe é um problema ético, muito relacionado com questões ditatoriais e autoritárias, pois são baseadas no medo, no respeito sem questionar, na ilusão de uma história e uma hierarquia a cumprir, e ainda mais grave, a ideia de que sem praxe não nos integramos na faculdade, o que é totalmente falso!
Era importante que fossem proibidas as praxes e instituido algo mais ético, que respeitasse os alunos como fins em si mesmo, que permitisse uma integração REAL e MADURA e não uma integração PARCIAL e INFANTILÓIDE. Tenho dito.

Mariana

Napalm disse...

@Anónimo (12 de Outubro de 2010 01:09)

Pois, mas quem se declarar anti-praxe na UAlg perde o direito a frequentar jantares e a trajar.
O que por si só, já indica um nível de estupidez elevado, pois os jantares são do curso, e o curso engloba várias pessoas com diferentes ideologias e visões e não engloba só pessoas da praxe, e o traje é um direito do estudante universitário.
E para mais, muitas pessoas que se declaram anti-praxe na verdade não são anti-praxe, são sim objectores da praxe o que é bastante diferente.

Com base nisto, a decisão de ser praxado prevalece, pois ninguém quer ser ostracizado.
A escolha não é totalmente livre mas sim condicionada.

Antes de falares de Évora olha primeiro para o teu quintal.
Vê aqui ----> http://www.joaquimcosta.com/2010/09/desapareceram-180-89496-e-da-associacao-academica/

Quanto ao resto e concordando com a Mariana, e questão da integração, deixo aqui o meu comentário no contra corrente (blog anti-praxe)

"Este argumento da integração elevado a 10, 100, 1000, infinito já chateia e não faz sentido absolutamente nenhum.
As praxes foram integração outrora, em que os valores eram outros. Em que caçoar, troçar, gozar, mangar, achincalhar eram valores socialmente aceites. Hoje em dia já não o são, por isso a praxe necessita de se modernizar ou deixar de existir.
O argumento é só, integração, integração, integração...
Fdx, que pobreza de espírito.

Integração aos berros, a rebolar na lama e a prestar vassalagem?
Não obrigado!
Antes não integrado que escavo.
Há muito tempo que ando na posição erecta. E não sei se já repararam, estamos no século 21...

Será que não se consegue integrar uma pessoa sem ser com praxe? Será a imaginação dos praxistas assim tão pobre?
Parecem bestas com palas que só olham em frente...

Ou será que as pessoas pensam que se não existisse praxe não existia festas, concertos e eventos?
Claro que existia, e era basicamente igual, tirando a parte da hierarquia e da humilhação. Iria existir uma semana de recepção aos novos alunos como é óbvio, em que existiam jogos, festas, etc.
E em vez de padrinhos tinhas tutores.

Para os praxistas, parece que se acabasse a praxe não existia nada, era um buraco negro. As pessoas não falavam umas com as outras não haviam festas. Nada! Era tudo estéril e desprovido de emoções.

Quero ver se, quando chegarem ao vosso novo emprego, e o vosso chefe os tratar aos berros, se calhar baixam a cabecinha em respeito?
É que é a tradição dele...
E ele só vos está a integrar.
Agora digam que nesse caso é diferente.

A praxe defende alguns valores arcaicos que já não fazem parte da sociedade de hoje. É altura de mudar.
Ou a praxe morre, ou tem que se transformar radicalmente.
Recomendo aos praxistas que pensem. Pensem..."

Anónimo disse...

Considero que a praxe é um ritual completamente ultrapassado e retrógrado. Afinal de contas quem são os veteranos para dizerem o que devemos ou não fazer?
Ninguém é mais do que ninguem só por uzar um traje ou frequentar a universidade à mais tempo, não tem sentido absulutamente nehum.
Mas penso que com a evolução das mentalidades e da sociedade as praxes um dia venham a ser abolidas duma vez por todas. O que acontece actualmente não passa de uma palhaçada! Não é a passar por rituais umilhantes que as pessoas se vão sentir mais intregradas, existem outras formas de integração

Miguel Fernandes disse...

É fácil, quem não gosta da Praxe tem bom remédio, declare-se anti-praxe.
Para os que são de fora e chegam pela primeira vez a uma nova cidade, longe do auxílio dos pais etc., a praxe é importantíssima no processo de adaptação. É desta forma que se começa a falar com os colegas, que se começamos a dar bem uns com os outros. Os jantares e as festas estão muito relacionados com as praxes, não há forma de desmentir isso.
Para além de que no final do processo da praxe, poder usar-se o traje académico é algo absolutamente extraordinário, que transporta uma emoção incrível e um enorme orgulho.
Conheço muita gente anti-praxe, não foi por isso que me deixei de dar com eles! Respeito-os, claro!
A Praxe tem de continuar a existir, pois faz parte da vida daqueles que querem realizar uma verdadeira VIDA ACADÉMICA.
Só sabe o que é e só gosta da praxe, por quem ela passa.
Cumprimentos

Anónimo disse...

O que é uma verdadeira vida académica?

Krieg disse...

"O que é uma verdadeira vida académica?"

Não sei bem mas deve ser fixe. Toda a gente fala disso.

Deve ser:
- Ser domado e ser subserviente;
- Integrar pessoas aos berros e a rebolar na merda. Se uma relação entre um pedófilo e uma criança é amor, porque é que não se pode integrar pessoas com berros, e a serem marionetas? Por amor de zeus, claro que é integração!
- Pensar que a escolha de ser ou não praxado, é totalmente livre e não condicionada;
- Só falar de praxe com se não existisse mais nada no mundo;
- Apanhar bebedeiras de caixão à cova, só porque é do espírito académico;
- Usar traje e perder a minha identidade própria;
- Perder a capacidade de discernimento e ser-se completamente manipulado por um conjunto de regras inventado;
- Desprezar os colegas anti-praxe;
- Cumprir uma "tradição" completamente arcaica de séculos passados em pleno séc. 21;
- Participar em festas e concertos pimba, para encher os bolsos às associações académicas só porque eles são os nossos lideres;
- Andar com uma capa cheia de emblemas tipo árvore de natal;
- Dizer que a praxe são os melhores momentos da nossa vida;
- Não pensar nas consequências dos nosso actos, e pensar que tudo o que fazemos é correcto só porque é assim;
- Dizer que a praxe é a melhor coisa do mundo e não conceber a vida sem a praxe;
- Dizer que respeitam os anti-praxe, mas nas suas costas dizer que estes cabrões/cabronas deviam todo@s morrer;
- Pensar que a praxe é a nova tropa e tem que haver respeito;
- Berrar muito, como se tivessem a dar à luz gémeos siameses pelo ânus.

Penso que é tudo. Se alguém quiser acrescentar mais alguma coisa esteja à vontade.

Anónimo disse...

O propósito da praxe não é integrar os alunos, a integração decorre inevitavelmente do tempo que passam todos juntos na praxe, como é natural. Isso é o que nós dizemos a quem sinceramente não percebe nada disto, do que é a praxe, porque não a viveu ou então porque a viveu numa universidade com pouca história e tradição praxística e de bons custumes.

O objectivo da praxe final é crescermos como pessoas. Não como cidadãos (pra isso temos os pais e professores), não como idealistas políticos (pra isso existem os devidos cursos e órgãos políticos de juventude), nem como sabedores da cultura do nosso povo (pra isso temos os museus, o turismo nacional, as escolas/faculdades e enciclopédias nas livrarias).

Na praxe aprende-se a respeitar (não a humilhar) uma pessoa mesmo que não se goste dessa pessoa, o respeito está acima de tudo. Na praxe aprende-se a ser humilde e a acatar as ordens de quem nos é superior, bem como a ter cuidado com as ordens que se dá aos inferiores, ensinando também por isso a responsabilidade. E na praxe aprende-se a ser solidário com os nossos iguais, aprendemos o que realmente significa ser UM e de quanta força e respeito transmite a União.

Que ninguém me venha com tretas de que somos todos iguais porque na nossa sociedade somos todos diferentes. O dono não é igual ao patrão, o patrão não é igual ao chefe, o chefe não é igual ao empregado. Vivemos num mundo em que se não comemos e calamos facilmente nos põem na rua e vêm-me dizer que existe democracia? Onde é que numa empresa, de qualquer ramo que seja, há democracia??? Digam-me onde porque até hoje não vi nenhuma!

A praxe é opressiva? Não, mas exige respeito e humildade para desempenhar a sua função e não aspirar a outra a não ser no seu devido tempo e com o devido esforço e respeito.

Alguém tem alguma coisa a acrescentar?

Ricardo

Krieg disse...

@Ricardo

Tantas palavras para dizer que a praxe é um regime fascista.

"E na praxe aprende-se a ser solidário com os nossos iguais, aprendemos o que realmente significa ser UM e de quanta força e respeito transmite a União".
Sieg Heil !!!

Ricardo, és apenas um produto de um fenómeno de massas.

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Third_Wave

Anónimo disse...

Epá, mas sinceramente, quantos de vocês que aqui estão contra a praxe foram de verdade praxados? De certeza que há alguns que foram, mas parece-me que há aqui muita gente contra as praxes que nem sequer foi praxado.

Para aqueles que foram praxados:
Qual foi o vosso problema com a praxe? Sujar a roupa? Ouvir uns gritos? Sentirem-se humilhados?

Quando sujo a roupa ponho-a para lavar. Nunca foram a concertos ouvir musica aos berros? E queixam-se de pessoas que mandam meia duzia de berros? Nunca humilharam ninguém? Propositadamente ou despropositadamente?
E não me venham com a conversa de que não é a mesma coisa, porque é. Em qualquer um dos casos o lesado é um ser humano.

Eu fui praxada e agora praxo. Nunca houve nenhuma queixa contra mim e todos os meus caloiros se dão bem comigo. E dou-me igualmente bem com todos os que me praxaram. Algum ponto negativo até aqui na minha vida académica? Não me parece.

Agora é assim: já vi abusos? já! e todos aqueles abusos que já testemunhei tiveram castigo imediato.

Não culpem a totalidade das praxes por causa de alguns parvalhões que não sabem praxar. Não é por causa do Hitler ter feito o que fez que vou odiar a Alemanha...

e finalmente mais uma questão para os que são contra as praxes: tiveram algum tipo de experiencia negativa com praxes? é que o que me dá impressão é que falam mal das praxes gratuitamente e sem razao nenhuma.

é que eu normalmente nao falo mal daquilo que não conheço, agora se há pessoas que conhecem a realidade duma qualquer coisa sem a terem vivido, deixem-me que vos diga que não sao homo sapiens sapiens, mas sim homo sapiens sapiens ao quadrado!

Anónimo disse...

Esse sieg heil foi completamente despropositado. A praxe é sem dúvida um fenómeno que tem por objectivo o extermínio de todos os alunos inocentes do primeiro ano LOL

E sabes o que falta a este país? União! Toda a gente é unida contra o governo mas se fossem para lá também faziam o mesmo... Enfim... Falsa união, só para o que lhe convém. Isso sim é triste e uma completa desilusão.

Sou um fenómeno das massas? Não serás tu também um fenómeno das massas? Sim porque tomara este site atingir as massas.

Ricardo

Krieg disse...

@ Ricardo
Por acaso até concordo que o país precisa de união, mas não precisa de união através do eu posso, quero e mando senão a isso chama-se fascismo.

E não serão os valores apregoados pela praxe hipoteticamente responsáveis por esta desunião?
A praxe não ensina as pessoas a ser submissas?
A confiar cegamente nos líderes?
Estão tens ai o espelho do país, e a relação hipotética com a praxe.
Como podes ver, o caminho não é por ai.

Já que és tão aberto à união, porque não uma união de igual para igual, entre todos os alunos sem existirem líderes? Trata os teus caloiros de igual para igual sem existirem hierarquias.

E sim amigo és um PRODUTO de um fenómeno de massas. Se tens dúvidas procura artigos de sociologia e psicologia, e vais encontram muitas semelhanças com o teu culto.

Este site não atinge as massas porque, nem todos têm dois dedos de testa para ver o que está mal.
Chama-se evolução, nós andamos de pé para ver e alcançar mais longe, tu por outro lado ainda não evoluíste o suficiente, pois ainda à pouco tempo andavas em quatro patas, e a tua vista apenas alcança o chão.

Tens que pensar fora do quadrado, Ricardo. Estás um bocado formatado.
Ensinaram-te bem. Ou melhor, amestraram-te bem, pois já não tens identidade própria e nem consegues pensar por ti mesmo.

Pep disse...

Krieg, já alguma vez foste praxado na tua vida?

(escrevi o 17º comment, só para não haverem enganos)

Anónimo disse...

Krieg

Já estiveste nalgum sítio no qual as pessoas estejam todas unidas pelos seus ideais e crenças? Dou-te vários exemplos: claques de futebol, concertos memoráveis, procissões religiosas em Fátima e semelhantes, manifestações de milhares de pessoas, etc... Se estiveste sabes bem dizer o sentimento avassalador que te transmitiu.

É isso que nós sentimos quando estamos a berrar pelo nosso curso, sejamos caloiros, doutores ou veteranos. Eu não consigo deixar de me sentir pequeno em relação à Praxe quando todas as faculdades se juntam no mesmo sítio: a quantidade de cores, de berros, músicas, saltos, palmas, todos com orgulho em serem da sua faculdade. Como se pode ser indiferente a isso? Já estou nisto há 5 anos, e estes momentos sempre me surpreendem, te garanto!

Em relação a ter sido moldado pela Praxe? Fui e ainda bem. Deixei de ser eu por isso? Não. É graças à personalidade de cada um que a praxe pode ser feita de variadíssimas maneiras.

Agora, se estudaste minimamente psicologia com certeza irás concordar comigo de que pouco em ti e em cada um de nós é original. Somos moldados pela família, pares, professores, mass media, por toda a sociedade. Tu és quem és por culpa de toda essa gente que pertence/pertenceu à tua vida. Se isso é bom ou mau, depende da visão de cada um.

E para terminar a Praxe é sem dúvida uma autocracia, mas não te esqueças que fascismo é muito mais que autocracia. E a praxe não é fascista. Mas relê o meu primeiro post sobre o objectivo da Praxe, lá digo muita coisa.

Ricardo

Krieg disse...

@ Ricardo
Ninguém diz o contrário acerca de alguns desses valores. Mas porque é que esse valores têm de me ser impingidos?
Porque é que eu não os posso escolher por mim mesmo?
Para mim é até ao contrário, com me impingem certas coisas, estas já não sabem ao mesmo. Eu já sou grandinho e já sei levar a colher à boca, não preciso da mãe para fazer o aviãozinho.
E nem sempre esse amor ao curso é uma coisa boa. Por vezes as pessoas até querem mudar de curso (isto em cursos que não têm saída absolutamente nenhuma) mas criaram um cordão umbilical tão grande que vão ficando, a morrer aos poucos.

Tudo bem que cabe à pessoa fazer a decisão de ser ou não praxado. Mas será essa escolha totalmente livre? A Resposta é NÃO!
A praxe vive do medo. E enquanto essa cultura do medo não se fragmentar, a praxe é refém dela mesma.

Todos esses sentimentos que descreves nos teus 5 anos podem ser alcançados sem praxe ou não podem? Agora, se tu queres fazer praxe já é diferente.
Se na praxe se aprende a respeitar e não a humilhar porque é que não tratas as pessoas de igual para igual? Não será considerando-as inferiores uma forma de humilhação? Paternalismos? Não obrigado!

A sociedade molda-nos, mas é de forma inconsciente e se nós deixarmos. Agora não podemos, é dar esta desculpa para nos deixarmos moldar ainda mais. Ou achas que já não chega de temos cegos a liderar cegos?
A praxe tem como único e principal objectivo mudar as pessoas de uma forma consciente. E tu próprio o admites.

Alguns valores que a praxe apregoa e/ou a forma com que são administrados estão completamente fora da realidade de hoje em dia.
Esses valores eram normais no século passado, hoje em dia são aberrações, mutantes.

Tudo o que a praxe apregoa pode ser conseguido de outra forma. Agora pode é não ser tão divertido sem as marionetas para brincar.

Para terminar, a praxe tem Alzheimer.

Pep disse...

Krieg, ainda não me respondeste...

Anónimo disse...

Krieg

Boa resposta.
Mas em primeiro, ninguém impinge nada a ninguém. Se a pessoa prefere estar sem praxe, está. Não conheço nenhuma faculdade em que não se pergunte logo no primeiro dia quem não quer estar lá. Se alguém impinge alguém a ser da praxe por que razão seja, então não é bom praxista e não sabe o que é a Praxe. Se alguém discrimina alguém por não ser praxista não sabe o que é a Praxe, já que a não-discriminação faz parte do bom carácter que um praxista e/ou cidadão deve ter, em qualquer assunto, pois o respeito está acima de tudo. Muitas vezes somos nós os discriminados e alvo de preconceitos enquanto estudantes praxistas, acredita.

Segundo, o amor ao curso é bom, muito bom. É perfeitamente possivel (e conheço alguns casos) em que se muda de curso e se pertence à praxe da faculdade antiga.

Terceiro, é a questão da moda: podia viver sem Praxe? Podia, mas não era a mesma coisa. A Praxe ajuda a crescer a nível pessoal, como já disse, mas o facto de não a ter não impede (em nada!) que se cresça na mesma, como fruto do amadurecimento do pensamento e da idade. A Praxe é uma ferramenta, como tantas outras, mas (uma opinião pessoal) foi a que me fez crescer mais.

Quanto ao respeito e à igualdade, nunca fui humilhado na Praxe (fui sim por outras pessoas, em estágio). Falo de igual para igual aos meus caloiros quando não estamos em praxe, eu destrajado eles sem as camisolas. Mas a partir do momento em que estamos em praxe, as coisas mudam e cada um assume o seu papel, eles de obedecer e aprender e eu de mandar e ensinar, para dar o meu contributo e prolongar tão bonita tradição. O mesmo se aplica aos doutores abaixo de mim (sim, porque também se praxam doutores!). Aqui aplica-se muito bem a expressão "Amigos, amigos, negócios à parte".

Podes imaginar a praxe como um "jogo". Cada jogo tem as suas regras e, imaginando que querias jogar esse jogo, tinhas de saber as regras. Ora quem te poderá ensinar as regras e como jogar (sem fazer batota!) senão os mais experientes nesse jogo? É de toda esta dinâmica que se trata a Praxe. Assim como em qualquer jogo, pode ser dificil manter-se até ao fim. Há quem desista a meio, porque exige tempo, paciência e esforço para jogar como deve ser; mas há também quem faça batota para fazer o que não era suposto fazer. Ora como a batota não é permitida no jogo, os mais experientes e que vão mais à frente (que reconhecem essas batotas), tratam de punir o responsável segundo as regras que o jogo impõe. É isto que as pessoas não entendem...

Mas o problema surge quando pessoas que estão fora do jogo (seja porque desistiram ou porque não jogaram sequer) se metem no jogo e ajem como se quisessem que as regras do jogo mudassem, ou que o jogo acabe. Elas atacam os pontos fracos do jogo, que são precisamente as batotas (que o jogo não admite e que pune) e aqueles jogadores que ensinam a jogar mal e tiram toda a beleza ao jogo. E isto as pessoas também não entendem e é contra isto que os jogadores se enchem cada vez mais, com todo o respeito.

Penso que me fiz entender.
Ricardo

Krieg disse...

@Pep
Calma amiga, há aqui anti-praxe que chegue para todas! Tive a estudar.

Não. Não fui praxado. Agora vais começar com a conversa do costume não é? Esta-se mesmo a ver!
Se não foste, porque é que falas sem saber blá, blá, blá.
Seguindo essa linha de ideias, porque é que falas dos anti-praxe? É que para falares, primeiro tens que tornar num deles.

Não é preciso experimentar uma coisa para saber que não vou gostar, ou é?
E falo do que vejo, vi ou li. E existem pessoas que foram praxadas e pensam da mesma forma que eu. Fala com a Mariana (posts acima) para teres os dois lados da medalha.

Se a praxe é mais do que se fala, talvez vocês praxistas em vez de andarem atrás dos anti-praxe, deviam sim andar atrás dos maus praxistas.
Por mim podes fazer praxe à vontade, mas agora que a praxe é uma série de comportamentos aberrantes para os dias de hoje não o podes negar. E para não falar da sua completa descaracterização ou manutenção do formato original.
Sim, porque a praxe era/é humilhadora. Agora os praxistas é que lhe estão a tentar lavar a cara (com esta história do respeito e etc), e a tentar integra-la no séc.21.
Quem é que acredita nisso? Os praxados. Porque está bem à vista que não é assim.
Vê aquela lista que eu fiz, e vê se não te identificas com ela.
A praxe cria assimetrias que à partida não deviam estar lá. A praxe divide.
Podes integrar e criar valores de outra forma, percebes?

As pessoas vêm-se acolhidas na praxe, é uma nova família, alguém que se interessa por eles (ou não porque se não fosse fazer de chefe se calhar já não se interessavam tanto) algo novo e tal e não sei quê. É um misto de síndrome de Estocolmo com fenómeno de explicação sociológica. Nada de mais.
AS pessoas de seitas e cultos também partilham o mesmo sentimento.
Agora diz me tu, se isso é um coisa boa.

Nunca falaste mal do governo? És política? Bem me parecia...

Vou agora ver este documentário. Acho que o devias ver também.
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/divided/

Krieg disse...

@Ricardo
a praxe impinge valores a quem está na praxe. Mas agora é a velha questão. Se as pessoas estão lá então pode-se impingir os valores que se quiser...
Ou será que não? Ou será que isso é lavagem?

Não concordo com o amor excessivo ao curso, porque esse amor por vezes pode cegar e não deixar ver as verdades.
E penso que existem outras formas de crescer. O respeito pode-se aprender de outras formas menos opressivas.
Não foste humilhado na praxe porque já esperavas que fosse assim. E quem está de boa vontade não vê as coisas como abuso, vê-as de outra forma. É a teoria da relatividade.
Eu por exemplo, se algumas coisas praxe fossem no contexto militar se calhar já achava mais justo, mas, como vejo a escola de outra forma já não acho correcto.

Eu vejo a praxe como arcaísmo, algo que divide. O pai tirano.
Cria barreiras entre os praxados e os não praxados. Essa barreiras não deviam existir à partida.
E não fui praxado porque custa-me a reconhecer autoridade só porque alguém está à mais tempo do que eu em X sitio. Sei lá quem é ele, se é competente,...
E não é por isso que deixo de respeitar quem merece.
E também, porque tenho toda a certeza que me ia tornar mau praxista e abusar do poder.

Já agora qual é a tua postura quanto aos anti-praxe?
E aos objectores de praxe?

Krieg disse...

Peço desculpa, o documentário é Eye of the Storm.
Está no YouTube.
O link que eu postei é o seguimento deste.

Anónimo disse...

Krieg

A praxe ensina valores, não impinge! É diferente. Simplesmente ensina porque se não ensinasse estávamos ao nível do hazing dos EUA que é completamente desprovido de conteúdo e completamente humilhante! A praxe nunca será assim precisamente por causa dos valores pelos quais é baseada.

Em relação ao amor ao curso, tens a tua visão. Disse-te a minha, agora tu é que sabes.

Agora te garanto, a praxe não cria barreiras. É a mesma coisa que dizeres que os clubes de futebol, partidos políticos ou o que quer que seja criam barreiras! Sempre vai existir alguma coisa em que as pessoas vão estar em lados opostos. É impossível todos gostarem das mesmas coisas e pensarem da mesma maneira.

Em relação aos objectores de praxe, tudo bem não tenho problemas nenhuns. Conheci muitos no meu curso, dei-me bem com muitos deles, ninguém foi prejudicado de que maneira fosse por não ser da praxe. Até há quem use o traje sem ser da praxe. Não tenho nenhum problema com isso, porque o traje é académico e não é exclusivamente praxístico. Só gostava que as pessoas ao menos nos perguntassem como trajar, porque vejo gente tão mal trajada que até dói! Mas fora isso...

Agora sou é contra atitudes de anti-praxe! Que sejam objectores e não pratiquem, tudo bem (até prefiro, para nao praxarem mal, como fizeste, que é de louvar e respeito-te por isso), mas tudo muda quando se metem a fazer propaganda e a fazer esquemas para levar a cabeça dos caloiros para não serem da praxe, em vez de os deixarem decidir por eles, como nós fazemos. Desculpa mas isso dá-me azia!

Não me cabe na cabeça a quantidade de histórias, teorias e notícias que passam por aqui e que são exageradas ao ponto de eu quase acreditar que foi realmente um abuso! Até ler com atenção e pensar (na experiência que tenho de praxe) como devem ter sido os factos verdadeiramente e pondo-me na posição das pessoas envolvidas, pois já fui e sou praxado e já praxei e praxo. Agora, imagino a opininão de um leigo nestes assuntos. Ficava anti-praxe logo na altura! Enfim... O grande problema das pessoas é que não conseguem rir de si próprias e, por isso, acham tudo um atentado à integridade física, moral e dignidade. Descontraiam, senão ficam velhos mais cedo!

Pareces-me ser boa pessoa. Ensinaram-te valores de respeito. Não sei é porque tens tanta dificuldade em que mandem em ti. Não sei se já trabalhaste mas vais ter que engolir muitos sapos, comer e calar dos chefes na tua vida futura...

Ricardo

Krieg disse...

@Ricardo
Não tenho dificuldades que mandem em mim.
Já fui mandado e já mandei. Bastantes vezes, quer de um quer de outro.
Aprendi a respeitar e a ser respeitado.
É devido a este facto, que eu digo que não preciso da praxe para nada. Que se podem fazer coisas melhores e de outra forma. Sem opressão ou representação de opressão. Ou lá o que vocês chamam.

Agora é como eu te digo, para mim a escola representa algo, insere-se num contexto, e segundo esse contexto não devem existir hierarquias entre os alunos. E não permito que ninguém mande em mim. na escola só existem 3 classes: professores, alunos e funcionários.
Não existem cá doutores, putos candeeiros, etc. Existem alunos. Ponto final.
E ninguém deve ser superior a ninguém.

A praxe cria barreiras, SIM!
Não tenho dúvidas nenhumas. Sejam conscientes ou inconscientes.

Eu acho bem existir o MATA, acho bem existir oposição, para se poder ver os dois lados.
Se não existisse o MATA imagino a selvajaria que seria. O MATA quer se goste ou não veio balancear as coisas.

Eu por mim vou continuar a ser anti-praxe (a ser contra, mas não sou pela proibição) e a falar mal da praxe e dos praxistas.
A forma e os valores apregoados estão completamente ultrapassados.

Agora de uma coisa tenho a certeza, a praxe tem que sair o mais rápido possível das universidades. A escola é para se aprender e não para fazer praxe e perturbar aulas.
Sou completamente contra, espero e luto para que proíbam a praxe dentro das universidades.

Anónimo disse...

Krieg

Pronto retiro o que disse, mas foi o que deste a entender no teu post anterior, que tinhas dificuldade para reconhecer autoridade.

Na escola os alunos não têm hierarquia, não leste com atenção o que eu disse anteriormente. Há hierarquia NA PRAXE porque senão era tudo uma bandalheira! Nas aulas e destrajados e sem camisola (em relação aos caloiros) somos todos iguais, damo-nos bastante bem, todos os anos. Se a hierarquia da praxe transparecesse para a escola isso sim, seria um caso como tu o dizes, completamente sem nexo! Mas aposto que nem te dás ao trabalho de tentar entender as coisas, tal é o teu sentimento de anti-praxista.

Sobre as barreiras já disse o que tinha a dizer. Não me alongo mais porque não vais fazer caso.

E pronto, conseguiste, já fui buscar uma Rennie para a minha azia...

Sabes uma coisa? Eu quando acabei o meu curso e estive na minha última serenata não me lembrei das aulas, dos exames, do estágio, nem das noites na discoteca. Lembrei-me sim de tudo o que aprendi e ensinei na praxe. De tudo o que a praxe me deu para eu crescer. Se eu crescia sem a praxe? Claro, mas não crescia metade nestes anos do que cresci com ela.

O meu olhar brilha de cada vez que vejo os meus caloiros e doutores a berrar pelo curso! De todas as vezes que estou numa serenata aperto e sinto a minha capa na minha mão e tudo o que eu já vivi com ela. Como é que eu alguma vez ficaria com todos estes sentimentos dentro de mim? Como é que algo que nos faz sentir tanto a Vida pode ser algo mau, horroroso e humilhante como vocês a descrevem? É por isso que sempre que me lembro de ver a emoção dos caloiros na serenata em que o padrinho lhes traça a capa e finalistas abraçados de olhos fechados, alguns a chorar, sinto que valeu a pena, que valeu a pena tudo aquilo que fiz pela Praxe. São esses momentos que fazem com que a praxe nunca morra! Por mais trabalho que vcês tenham e por mais azia que nos dêm!

Lutas para que as pessoas não sejam da praxe, mas nós não precisamos de lutar. Elas simplesmente vêm, gostam, vivem e levam recordações únicas.

O que é que a praxe te fez? Fez com que te sentisses diferente dos outros? Isso é problema teu. A praxe não te fez nada, tu é que decidiste sentir assim e é por isso que és anti-praxe. Mas não era isso que querias? Ser diferente e não igual a pessoas reles e quadradas como nós? Pois...

Ricardo

Krieg disse...

@Ricardo
E quem é que disse, que não havia hierarquia na praxe? Eu nunca disse o contrário. Disse é que não reconhecia autoridade a essas pessoas. E é por isso que não quis ser praxado. E por achar que a praxe é ridícula.

Esses sentimentos são bons para ti. Fixe. Nunca disse também o contrário. Mas eu não preciso de praxe para chegar a eles. Se tu necessitas esse problema é teu. Eles estão dentro de ti e de mim. Agora tu precisas da praxe para os fazer desabrochar, eu não.
Existem pessoas que gostam de ser chicoteadas e humilhadas para sentirem prazer sexual, outras não.

Eu não luto para que a praxe acabe. Eu luto para que a praxe saia da universidade, o que é diferente. A praxe pode continuar a existir.
Para mim a escola é para estudar. E nunca li nenhuns registos de existir praxe dentro da escola, excepto as touradas (Uma espécie de praxe para os professores feita por os alunos. Conheces?). E estou-me a referir unicamente a Coimbra. Penso que a praxe dentro da escola é uma coisa recente.

O meu anti-praxismo é tipo Jon Stewart. Ridicularizar a praxe. Não gostas não leias. Eu também não gosto que exista praxe. Por isso...
Faz ai uma lista como a minha, a gozar dos anti-praxe, para a gente se rir um bocado.

A praxe não fez com que eu me sentisse diferente. As pessoas que fazem praxe sim. Mas claro que isso, foi potenciado pela praxe. E pelo facto de se sentirem superiores a mim.
E é por isso que eu digo que a praxe cria barreiras. A praxe dá-lhes o poder inconsciente de que são superiores e isso transparece.
Se não existisse praxe as coisas eram mais naturais.

Eu não preciso da praxe para crescer amigo. Não preciso de me armar em professor e ensinar valores, nem que mandem em mim para que tal aconteça. Pelo menos neste contexto.
E tu só estás ver as coisas no teu prisma. Estás um bocado em negação e choque.
Será que não existem pessoas que foram praxadas e não que não sentem uma ligação tão forte com a praxe? Claro que existem. E existem pessoas que foram praxadas e dizem que a praxe é uma merda. E agora, é assim tão boa como tu a descreves? É para ti mas não para todos. Estás a colocar a praxe como o santo graal das relações humanas e dos sentimentos. Isso para mim é contra natura. Não preciso de uma instituição que me diga o que é que tenho de sentir.
Parece que nunca viveste nada até teres entrado para a praxe. Sentiste na praxe algo que nunca sentiste até então, não é? Alguém que se preocupa? Agora tens que te agarrar a ela com unhas e dentes. Já não concebes a vida sem praxe. Sabes que mais, se calhar não cresceste assim tanto. A esses sentimentos chama-se obsessão e não crescer. Estás preso e ainda és pequeno. Eu já vivi muito, não preciso de ir para a universidade criar personas como muitos fazem, e tornar-me alguém completamente diferente do que fui.
Zeus no céu, praxe na terra!
E esses fenómenos que tu descreves são reacções típicas de um culto. As pessoas da igreja universal do reino de deus também os sentem, mesmo dando metade do seu ordenado como dízimo. Isto para a dar dinheiro ao pastor para ele andar de mercedes e os filhos com fome à mesa. E para eles é algo normal e não tem nada de mal. Até ao dia que acordam.
Os teus/vossos sentimentos são estereotipados e transversais.

Sem praxe, todas essas vivências estavam lá à mesma, tu é que não queres acreditar, e precisas da praxe para as potenciares. Era um coisa mais natural e harmoniosa. Tantos países onde não existe praxe e as pessoas cresceram. Isso depende de ti e não da praxe.

Já viste onde é que esta conversa vai parar, não já? É isso mesmo, a lado nenhum!

Cumprimentos,
Ricardo

P.S. Eu provavelmente entendo tudo isto melhor do que tu pensas. E é por entender tão bem que sou contra a praxe.
Vê o "Die Welle" com certeza que te vais identificar muito com o Tim.

Anónimo disse...

Krieg

Olha quando é que eu disse que é preciso praxe pra crescer? Claro que não. A praxe faz crescer a quem é bem praxado e a quem praxa bem e faz as coisas de acordo com a Praxe e lhes dá significado. Nisso concordo absolutamente contigo.

Outra coisa, o sentimento não é esteriotipado (e não estou em negação, estou apenas a defender a minha parte da questão). Se assim fosse então toda a gente que fosse praxada também se sentia assim e de facto, como tu dizes, isso não acontece. Como eu já disse não sei quando, infelizmente a praxe só é da maneira como eu te descrevo (normalmente) no Porto e em Coimbra. No resto é mais complicado, porque a praxe diluiu-se da sua forma original de tal maneira que passou a ser apenas um ritual em que pouco se aprende. Aliás em que só aprende quem realmente for interessado e gostar muito daquilo (e serão essas as que chegarão às altas posições). Agora no Porto e em Coimbra é comum as pessoas sentirem e viverem a praxe da maneira como te expliquei, porque tiveram uma praxe diferente, com pessoas diferentes, com uma academia com história diferente e com menos liberdade para abusos ou desvios do que é suposto fazer. Agora, em todo o lado há pessoas boas e más, com bom carácter e superficiais, etc... E se as pessoas te fizeram sentir diferente, então elas não são adultas o suficiente pra distinguir as coisas. Não julgues o todo pela parte.

E mais, lá por eu dizer que vivi muita coisa na praxe não quer dizer que não tenha vida LOL isso é o mesmo que tu dizeres que adoraste estudar no estrangeiro e que aprendeste muito e estares todo entusiasmado e eu dizer-te que parecia que não tinhas aprendido nada até ires pra lá! LOL poupa-me xD

Mais uma vez: "Podia viver sem Praxe? Podia, mas não era a mesma coisa!". Amadurecia na mesma e construía um bom carácter? Claro, a minha família sempre me educou bem.

É como a internet. Não te ajudou a crescer, mesmo no estudo? Não foi nela que segundo dizes, leste e viste coisas que te abriram os olhos enquanto os meus estão fechados? Com certeza que sim. Agora diz-me: crescerias na mesma sem Net? Claro que sim, sempre foi! E é por usares a internet que és dependende dela? Não.

E geralmente os anti-praxe também estão "formatados". Quando uma pessoa diz "detestei a minha praxe, foi humilhante, etc..." vocês acreditam logo nessa pessoa, em tudo o que ela diz (isso vê-se por todo o lado neste blog), mas quando vem outra pessoa e diz "eu gostei muito da praxe, fez-me crescer, viver momentos que não esqueço" vocês tratam logo de discredibilizar essa pessoa e nem têm disposição para encarar as coisas por esse prisma, tal é a aversão à praxe que vocês têm. É por ISTO que detesto a mentalidade dos anti-praxe e que não tenho nada contra os objectores de praxe (fui amigo de muitos).

Se a praxe não vos diz nada então façam como eles, sigam com a vossa vida e não nos ataquem constantemente com teorias de incumprimento dos direitos humanos, opressão, bullying e não sei que mais!

Se vocês têm todo o direito de não pertencer à praxe, nós e os caloiros também temos o direito de pertencer à praxe se bem quisermos!!! Tal como nós vos respeitamos (como aliás qualquer um com bom carácter faz), também exigimos respeito e não constantes acusações!

Ricardo

Ps: e sabes por que não faço listinhas dessas? Por respeito a vocês. É que eu pra defender a minha posição não preciso de denegrir a outra parte, como vocês fazem.

Anónimo disse...

Fodass isto mete mesmo nojo, porque é que o pessoal que nunca andou na praxe ou é anti-praxe ou la o que lhe quiserem chamar vêm sempre mandar postas a cerca da praxe, que parte é que eles não percebem que "só lá esta quem quer" e ninguém obriga ninguém a nada!
O que é que vossês têm a ver com a praxe? Nada! Ou seja não têm nada que andar para aí a mandar postas, e é por não terem nada a ver que fazem blogues deste genero a falar mal de quem lá anda e dos seus ideais, nada mais são do que uns frustrados e invejosos...
Eu nuca vi nenhum praxista a vir falar mal dos anti-praxe ou algo do genero (antes pelo contrario), e aposto que nunca ninguém aqui viu blogues do genero anti-antipraxes ou abaixo-os-antipraxe...
Sinceramente sinto pena pelo pessoal que não tem a sorte de ser bem praxado, ainda mais pena pelos que bem praxam e recebem a reputação por culpa dos que mal "praxam" e tenho pena também do pessoal que é estupido e deixa que os "praxistas" ("praxistas" entre aspas pois não sei o que lhes ei de chamar, pois quando fazem merdas assim não são Praxistas segundo o código da praxe) lhe façam tudo e mais alguma coisa, neste caso por exemplo eu não acho que o "praxista" teve culpa nenhuma do que se passou com o burro que furou o ouvido, (não estou a dizer que o praxista não tenha sido estupido por não prever que aquilo podia acontecer), pois o gajo se rebolou no chão foi porque quis, se ele não quisesse dizia que não e explicava as suas razões, (nada de mais lhe ia acontecer por isso), e essa de que o pessoal não pode trajar se se declarar antipraxe é tanga, apartir do momento em que eles se declaram antipraxe fazem o que querem, não estão mais sobre a lçada de ninguém, o pessoal que anda na praxe não é por querer vestir o traje, mas sim por motivos de realização pessoal. É a mesma merda que chegar alguém à beira do gajo e dizer-lhe, "olha se rebolares ai no chão dou-te 10€", e ele rebola à espera da recompensa, o gajo que lhe paga dez euros tem alguma culpa se ele se foder?
E mais não adianta dizer, pois falar da praxe e os seus ideais seria como se estivesse a falar para um boneco ou uma parede, pois vocês têm os olhos fechados e tudo o que falam é do que ouvem.
Em suma, mind your own business...

Napalm disse...

^^^
Então estás a querer dizer-me que a praxe é esquizofrénica?

Primeiro dizem que existem umas pessoas a mandar, depois já dizem que não são obrigados a nada?!!...

O gajo que furou o tímpano não teve culpa nenhuma porque foi mandado e submeteu-se ao regime. Provavelmente ninguém lhe disse que se podia recusar a fazer seja lá o que for. E para além disso existe a chamada peer pressure.
Ele instintivamente obedeceu. Como um cão que quer agradar ao dono.
E de certeza, que uma pessoa que se recuse a fazer tudo e mais alguma coisa, vai ser bem vista na praxe não é?

"E se ninguém obriga ninguém a nada" para que é que existem as hierarquias? E para que é que existe a praxe?

Agora é ridículo que estejas a imputar as culpas ao estudante. Se fosses para a tropa queria ver se levantavas cabelo. E é assim que as pessoas vêm a praxe actualmente. Como a tropa. Não se enche? Não se obedece cegamente? Pois...
E faz todo o sentido ou não fosse a praxe originária de uma ordem militar.

Essa tua projecção dos bons e maus praxistas, a nós, anti-praxe, não nos interessa nada. Isso é lá contigo. Não venha para aqui desabafar e projectar os teus pensamentos éticos e morais sobre os bons e os maus, que para nós são todos maus.
Isso são problemas que tu é que tens de resolver, e não é nesta pequena sessão de psicanálise num blog anti-praxe que tal vai acontecer.
Ou queres que os anti-praxe vão só atrás dos maus praxistas, é?!!
"A dream within a dream" é no Inception. Bem-vindo à realidade.

Anónimo disse...

"A praxe rege-se pelo bom senso", apartir do momento em que isso não acontece o caloiro pode-se recusar a fazer o que quer que seja, pois não está a ser praxado.
E já agora, "provavelmente" ("" sim pois para vos tudo é e se calhar e provavelmente)nunca ninguém lhe disse que se podia recusar??? Ele é estupido ou quê? Se lhe disserem para se atirar de uma ponte a baixo ele manda, porque "provavelmente" nunca ninguem lhe disse que se podia recusar? ok...
E não venhas falar do que não sabes e dizer que a praxe é assim ou assado, a praxe não é tropa nenhuma, tem semlhanças, isso sim.
E claro que ninguém é obrigado a nada, quem não quiser fazer alguma coisa vai-se embora.
Agora responde-me só a uma coisa o que é que tu tens a ver com o que os outros fazem ou deixam de fazer? Que é que tu tens a ver com a praxe para andar a tentar deseperadamente manipular as pessoas com a ideia que a praxe é algo de mau? Não achas que cada um tem o direito de escolher o que quer da sua vida, achas que alguém precisa da tua opinião ignorante e arrogante para decidir o que quer? Já te disse que ninguém é obrigado a nada, só vai para a praxe quem quer, tenho grandes amigos anti-praxe e nunca os ouvi a falar mal da praxe e na faculdade dão se tão bem ou melhor do que muitos praxistas, isto em todos os sentidos (relações inter-pessoais, estudos, etc...).
Por isso uma vez mais: mind your own business...

Anónimo disse...

É cómico como os argumentos dos praxistas são sempre os mesmos... Integração, só vai quem quer... lol
Inovem. Ou esperem, não me digam que esses argumentos também são parte da tradição académica?

serraleixo disse...

"Integração", "Tradição" e "Voluntariedade", as falácias típicas do discurso dos praxistas neste debate, não são argumentos. Na verdade, são a fuga à racionalidade e à argumentativa; são a fuga ao debate e o regresso à caverna. Impossibilita o diálogo e a construção de uma universidade com valores democráticos, igualitários,... Conduz a uma universidade onde a participação dos estudantes se faz pela repetição acéfala de comportamentos.
Estas pessoas têm medo de ouvir argumentos e de os rebater. Nunca vi um deles que respondesse directamente às questões que lhes eram postas em relação às práticas que defendem. "Metam-se na vossa vida" é a única resposta que se ouve. Como se democracia fosse cada um na sua vidinha. Assim, era na ditadura salazarista: cada um na sua vidinha, ninguém questionava nada, nem levantava ondas. Estes patetas não se apercebem que a evolução da sociedade se faz através da discussão de ideias, e que isso é que é a democracia.

Napalm disse...

@Anónimo, 19 de Novembro de 2010 14:05

Claro que as pessoas são obrigadas ou ainda não percebeste isso? É assim tão difícil?
As pessoas sofrem pressão (de outros ou de elas mesmo) e têm medo de desapontar e de serem considerados inferiores por não fazerem algo.

Não tratas os caloiros como seres inferiores? Não os chamas de bestas, bicho e os metes de quatro como um animal? Então eles também se consideram como inferiores e confiam cegamente nos seus líderes. Claro que existem limites e claro que o teu exemplo estúpido é um deles.
E falas muito porque se calhar foste averiguar antes de ser praxado quais eram os teus direitos, senão provavelmente eras mais um carneirinho, e se fosse preciso até ordenhavas um pónei.
Mas também já existiram pessoas a rebolar na merda porque foram mandadas e não acharam nada de mal, porque pensam que é normal e têm que fazer porque é praxe. A tua praxe deve ser especial.
Toma lá um exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=oFRTfOb_cCs&feature=related

Percebes tanto de praxe que nem sequer percebes que os teus amigos não são anti-praxe, são objectores de praxe o que é diferente.

"Agora responde-me só a uma coisa o que é que tu tens a ver com o que os outros fazem ou deixam de fazer?"
Eu pergunto-te o mesmo. O que é tu tens a ver com o que a gente faz ou deixa de fazer. Mete-te na tua vida!

Queres atribuir a decadência dos "valores" da praxe aos anti-praxe, não é?
Toma lá educa-te: http://en.wikipedia.org/wiki/Self-serving_bias
Praxe é merda, já é tempo de acordares. Não são os anti-praxe que fazem da praxe uma coisa má, eles apenas apontam factos concretos.
Se calhar a praxe não é assim tão bela, não é?

Agora vai lá chorar na tua almofada porque existem anti-praxe e maus praxistas e blá, blá, blá.

Napalm disse...

@Anónimo, 19 de Novembro de 2010 14:05
Claro que as pessoas são obrigadas ou ainda não percebeste isso? É assim tão difícil? As pessoas sofrem pressão (de outros ou de elas mesmo) e têm medo de desapontar e de serem considerados inferiores por não fazerem algo. Não tratas os caloiros como seres inferiores? Não os chamas de bestas, bicho e os metes de quatro como um animal? Então eles também se consideram como inferiores e confiam cegamente nos seus líderes. Claro que existem limites e claro que o teu exemplo estúpido é um deles. E falas muito porque se calhar foste averiguar antes de ser praxado quais eram os teus direitos, senão provavelmente eras mais um carneirinho. Mas também já existiram pessoas a rebolar na merda porque foram mandadas e não acharam nada de mal, porque pensam que é normal e têm que fazer porque é praxe. A tua praxe deve ser especial. Toma lá um exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=oFRTfOb_cCs&feature=related Percebes tanto de praxe que nem sequer percebes que os teus amigos não são anti-praxe, são objectores de praxe o que é diferente. "Agora responde-me só a uma coisa o que é que tu tens a ver com o que os outros fazem ou deixam de fazer?" Eu pergunto-te o mesmo. O que é tu tens a ver com o que a gente faz ou deixa de fazer. Mete-te na tua vida! Queres atribuir a decadência dos "valores" da praxe aos anti-praxe, não é? Toma lá educa-te: http://en.wikipedia.org/wiki/Self-serving_bias Praxe é merda, já é tempo de acordares. Não são os anti-praxe que fazem da praxe uma coisa má, eles apenas apontam factos concretos. Se calhar a praxe não é assim tão bela, não é? Agora vai lá chorar na tua almofada porque existem anti-praxe e maus praxistas e blá, blá, blá.