domingo, 28 de fevereiro de 2010

Praxes violentas na UTAD

O Correio da Manhã notícia a existência de intermináveis praxes violentas no pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Um grupo de estudantes do 1º ano relatou todo o tipo de disparates: são obrigados a beber copos até madrugada e, mais assustador ainda, nos julgamentos da praxe são "colocados num local cheio pedaços de carne crua e ossos e, depois, completamente banhados com molhos gordurosos". Bem, isto é completamente ridículo e assustador por si. Já sei que virão os comentários dos praxistas que dirão "isso não é praxe, é um crime". Ora, então tudo o que acontece de mais violento na praxe não é praxe porque dá jeito - convém dizerem isso, mas não faz sentido absolutamente nenhum.

O que também surpreende é o motivo pelo qual os estudantes se sujeitam a estas torturas: querem poder usar o traje na semana académica "porque um universitário sem traje é como se o não fosse". Isso não faz sentido nenhum, os estudantes não têm um uniforme que têm de usar para os sinalizar enquanto tal, além de que a maioria dos estudantes simplesmente não usa traje. Um estudante universitário é um estudante universitário a partir do momento em que estuda numa Universidade. Simples.

Caricatas também são as palavras do líder das praxes, João Pedro: "ninguém é obrigado a participar nas idas aos bares". A partir do momento são obrigados a chafurdar em carne crua (sobre isso ele nada diz) não dou muito crédito a essa afirmação. Para rematar, o reitor da UTAD, Mascarenhas Ferreira, diz que deu instruções para que "as praxes fossem dignas, elevadas e imaginativas". Não percebo o que raio ele quer dizer com isso. Onde começa e acaba a dignidade na praxe (a partir do momento em que estudantes mandam em estudantes!)? O que é uma praxe elevada?! E uma praxe imaginativa pode ser muita coisa: obrigar pessoas a banharem-se em gordura requer alguma imaginação estúpida e sádica.


Youri Paiva


Alunos obrigados a praxe violenta
Correio da Manhã - 26 de Fevereiro de 2010 - Jornalista: Secundino Cunha

Cena do ‘Julgamento do Caloiro’, que teve lugar no início deste ano lectivo no pólo de Chaves da UTAD

É mais um caso de alegado exagero nas praxes académicas. Desta vez, no pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Um grupo de alunos do primeiro ano queixa-se de estar a ser vítima, desde o início de ano lectivo, de séries intermináveis de praxes académicas, sob ameaça de que, caso não se sujeitem aos castigos, não poderão trajar na semana académica.

"Primeiro foi a semana de recepção ao caloiro, depois veio o julgamento e o baptismo, momento a partir do qual as praxes deixaram de ser todos os dias e passaram a ser apenas à quarta-feira. Houve mais uma semana de praxe antes do semestre acabar e agora decorre [termina hoje] a semana do regresso", dizem os queixosos, sublinhando que, nos últimos dias, têm sido "obrigados a beber copos pelos bares da cidade, até altas horas da madrugada".

"Tivemos os exageros do julgamento, em que os caloiros eram colocados num local com pedaços de carne crua e ossos e, depois, completamente banhados com molhos gordurosos. Agora é essa violência de nos obrigarem a andar de bar em bar até às quatro, cinco e seis da manhã", acrescentam.

Os caloiros dizem que esta situação se verifica apenas no pólo de Chaves e não em Vila Real, onde se encontra sediada a universidade, "provavelmente porque lá o controlo das praxes é mais apertado".

Em declarações ao CM, João Pedro, responsável pela praxe, nega "peremptoriamente" as acusações, referindo que "ninguém é obrigado a participar nas idas aos bares" e que as mesmas "só acontecem entre as 22h00 e a meia--noite". E acrescenta que "essas acusações não são verdadeiras".

Mascarenhas Ferreira, reitor da UTAD, disse ao CM que não tem conhecimento de violência ou outros exageros nas praxes, lembrando que deu instruções claras para que "as praxes fossem dignas, elevadas e imaginativas". "Dizem-me que as orientações têm sido respeitadas, mas vou averiguar e se houver infracções os autores serão castigados", explicou.

OS QUE NÃO FOREM À PRAXE NÃO PODERÃO TRAJAR

Esta é a ameaça do ‘Conselho de Veteranos’: Os que não foram à praxe não poderão trajar. Ora, a Semana Académica é de 27 de Abril a 3 de Maio e os caloiros, que se querem apresentar trajados, "porque um universitário sem traje é como se o não fosse", sujeitam-se às exigências dos "doutores". O reitor da UTAD garante que, "no interior dos recintos da universidade, não há praxes sem a devida elevação", mas admite que "não é possível controlar os comportamentos dos alunos lá fora". O pólo de Chaves da UTAD tem 54 alunos no primeiro ano.

SAIBA MAIS

‘DURA PRAXIS, ...

... Sed Praxis’, ou seja ‘A praxe é dura, mas é praxe’ aproveita o mote latino do direito romano ‘Dura Lex, Sed Lex’ e reflecte a ideia antiga e profunda que o ‘foro académico’ é diferente da ‘lei civil’. Este é o princípio das praxes.

1727 foi o ano do reinado de D. João V em que a morte de um aluno na Universidade de Coimbra levou à proibição de qualquer praxamento dos caloiros.

19 comentários:

Nuno Thyrs disse...

Youri, para te mostrar que sou coerente posso dizer-te que no que toca a este caso, a ser verdade que obrigam os caloiros a beber nos tascos até de madrugada, isso é sem dúvida um excesso de Praxe, uma praxe que pode ter consequências nefastas para o Caloiro, e não tem razão de ser. É isto que eu chamo excesso de Praxe. Pegar nos caloiros e fazer algo que pode sair do controlo dos Praxistas e acabar por ferir (de que forma for) os Caloiros. Dar um tiro num caloiro não é excesso de Praxe, é crime, agora obrigá-lo a correr 50 kms seria concerteza. Os caloiros não são tão inocentes como se pensa, e pelo que tenho visto na realidade que eu conheço, embebedam-se muito mais que os doutores, por iniciativa própria. Mesmo ao fim de semana se vêm jovens que conhecemos como caloiros a beber exageradamente sem ser dentro de qualquer actividade Académica. Estou a falar de Festas e não de Praxes que não tenho conhecimento de nenhuma desse género nos sítios que costumo frequentar. De qualquer forma obrigar alguém a percorrer os bares para se embebedar é sem dúvida um excesso de Praxe, ou abuso do Poder. Normalmente (volto a falar da realidade que conheço) existe um grupo de "Veteranos" mais velhos cuja missão é orientar/controlar para que este tipo de casos seja evitado, não passe em claro e seja extinto imediatamente. Se for verdade que se castiguem os culpados (neste caso Comissão de Praxe e Veteranos envolvidos)

henrique menna disse...

oi, seu Blog é muito bom, é shown adorei mesmo, vou segui ele, quando de da uma olhada no meu http://henrique199.blogspot.com/, um forte abraço!

Duxuh disse...

Só vai à praxe quem quer, por isso não foram obrigados a nada !

Anónimo disse...

@Duxuh
Tecnicamente foram obrigados: - "Os que não foram à praxe não poderão trajar", e ainda por cima erradamente, porque toda a gente sabe que o traje é um direito e não um privilégio.

Vale tudo disse...

Caro,
Não vou aqui louvar a praxe, muito menos dizer que o que se passa na UTAD não se passa noutras instituições de ensino superior. Posso falar por mim. Sou praxista, gosto da tradição académica e acho bem que certos actos que quem sabe de história também sabe que já não são praticados. Tudo o que envolve álcool e poder tem tendência a ser exagerado e a correr mal.
A praxe é uma escolha, o traje um direito. Aliás, quem apenas quer trajar, quase nunca acaba o ano de caloiro ainda em praxe.

Anónimo disse...

Sou caloiro e digo:
1º Só fala mal da praxe quem não a viveu.
2º Quem quiser trajar e for anti-praxe pode trajar na mesma, pois não existe nenhuma lei que o proiba.
3º A praxe é um rito de adaptação, sendo tradicionalmente o julgamento do caloiro a praxe mais puxada do ano, logo não podem falar do mal de toda a praxe, mas talvez de uma ou outra, nomeadamente do julgamento.

Anónimo disse...

Pessoal, a sério... É cada situação mais ridícula que se vê por estes lados...

1º - Ninguém os obriga a nada!!! Eles vão porque querem! E que grande suplício e sacrifício é ir aos bares beber! Tão inocentes que eles são...

2º - O problema é que ninguém que refere ter sido "abusado" (nesta ou noutras situaçoes),faz queixa aos órgãos superiores da praxe. O caloiro ou quem quer que seja vai logo ao psicólogo que lhe diz que está bastante traumatizado, pelo que a história vai a correr para os jornais, televisão e tribunal. Sabem, é para isto que serve a hierarquia de praxe: está lá para corrigir os erros castigando quem os faz. Se alguém se aproveitou da praxe para causar um problema ("abuso") então deve ser a praxe a tratar de eliminar a causa desse problema, não concordam?

3º - Quem disse que traje é para quem praxa? Quem praxa precisa de traje mas quem não praxa pode na mesma usar o traje... Desde que, claro, não se aproveite do facto de usar um traje para praxar (como eu já vi), porque desta maneira não está a ser coerente.

4º - Não são as pessoas fora da praxe que sofrem de discriminação. Neste momento é exactamente o contrário. Neste momento e na realidade universitária onde pertenço são os próprios anti-praxe que nos discriminam por sermos da praxe (põe-nos logo o rótulo de horríveis/indesejáveis) e são até os próprios professores que por nos verem trajados assumem automaticamente que somos desleixados nos estudos e muitas vezes mandam as suas (in)directas, que sinceramente a mim me irritam profundamente.

5º - As pessoas que não pertencem à praxe dizem-se marginalizadas porque não podem participar em eventos académicos. A isto tenho a dizer que há que ser coerente nas decisões. Se uma pessoa diz Não à praxe, diz Não a tudo o que lhe diz respeito. Não é ficar de fora no que supostamente custa mais e depois nas actividades académicas praxísticas (que é diferente de actividades académicas) quererem estar presentes. É esta a causa de muitas discussões entre quem pertence e quem não pertence à praxe. Se querem actividades, que as organizem eles se quiserem, que muitos de nós teremos todo o gosto em ir, já que também somos estudantes e colegas.

Sou da Praxe da Magnífica Academia do Porto, o ano de caloiro foi o melhor da minha vida e nos meus anos como doutor na praxe vivi muita coisa, muitos momentos que nunca irei esquecer. A união que a Praxe faz nascer é a melhor coisa ela nos dá e é a lição mais importante que levo destes anos d'ouro que são os da faculdade!

Dvra Praxis Sed Praxis

*Um bom doutor é aquele que nunca deixa de "ser" caloiro*

serraleixo disse...

1º Em resposta a este comentário deixo este link: http://blogdomata.blogspot.com/2009/10/resposta-longa-um-comentario.html

2º Não, não concordo. Quem é abusado, seja em que contexto for, dirige-se à polícia, a um gabinete de apoio, recorre aos pais, amigos, etc, nunca se deverá dirigir aos responsáveis máximos pelo abuso que sofreu. Estes, como são cúmplices, pois incapazes de ter evitado o que aconteceu, e provavelmente próximos dos abusadores, farão os possíveis para que o caso não chegue onde deve chegar.

3º Na maioria das faculdades esta "mentira" é usada como chantagem para a praxe, para persuadir os caloiros a serem praxados - "Se não fores praxado não podes usar traje!". De qualquer maneira entras em desacordo contigo mesmo no ponto 5º: "Se uma pessoa diz Não à praxe, diz Não a tudo o que lhe diz respeito."
E como tenho ouvido muita gente, "a Praxe [com maiúscula] refere-se a toda a tradição académica, ou seja, o traje, as tunas, a praxe [com minúscula], a queima das fitas,..." Isto é, se aceitas a praxe [com minúscula, porque se refere à recepção ao caloiro] aceitas o resto, se não aceitas a praxe não podes fazer mais nada do resto... Isto diz muito não é?

4º Pelo ponto anterior já se percebe quem sofre discriminação não é? Se tu és "discriminado", como dizes por colegas que são "anti-praxe", como gostas de distinguir, é exactamente por isso, porque já os discriminaste ao chamar de anti-praxe (quando se calhar só não queriam ser humilhados assim que entram num sítio novo), porque não os queres deixar participar nas outras actividades,... Portanto, apenas recebes aquilo que deste.
Desenvolvendo um pouco mais: foste tu quem, no início do ano lectivo, quis discriminar alunos novos de outros que já lá estão, discriminar entre estes, os que querem ser praxados e os que não querem, discriminar os que são alunos dos que são simples funcionários ou investigadores ou professores, etc...

5º Este ponto é apenas a revelação das tuas contradições todas.

No ponto 3º ainda te poderia perguntar o seguinte em relação ao que dizes neste momento - "não se aproveite do facto de usar um traje para praxar (como eu já vi), porque desta maneira não está a ser coerente.":
- Oiço muitas vezes dizer que ser praxado é que é bom e praxar é uma chatice porque dá muito trabalho.
- Oiço também dizer, como tu próprio já disseste, que a praxe tem mecanismos de regulação (como a hierarquia e o código da praxe) para "prevenir" e "remendar" (e só pode ser entre-aspas) os abusos.
- No entanto, não gostam de que quem não tenha sido praxado não praxe. Para mim é um mistério!

No teu último parágrafo é fantástico: "A união que a Praxe faz nascer é a melhor coisa ela nos dá e é a lição mais importante que levo destes anos d'ouro que são os da faculdade!"
A praxe une em torno da praxe, como um clube de futebol une em torno de um clube de futebol. A união é boa, tá certo. Mas se o fim é apenas a tacanhice que é a união à volta da praxe ou o clube de futebol, o que é que isso traz de bom? É que é uma união muito fechada, muito segregadora...

E que raio de fatalidade é esta: Dura praxis sed praxis?? As coisas não mudam é? Nem podem mudar? A vida é dura mas é a vida? A escravatura é chata mas é a escravatura? O racismo é o racismo mas temos de levar com ele? A guerra é a guerra mas é inevitável? É assim, desta forma, que encaras a vida?

Anónimo disse...

É impressionante, conseguiste deturpar toda a ideia daquilo que eu disse. Mas nada a que eu já não esteja habituado de pessoas que querem atacar a praxe de todas as formas possiveis. Simplesmente pegaste em bocados e dispuseste-os à tua maneira. Não defendeste a tua visão, simplesmente contrariaste a minha, com uma versão da loja dos 300.

Tu vais continuar com a tua visão imutável de que a praxe é humilhante (sem sequer ponderares a visão dos outros, de tão horrível que a praxe é para ti) e eu vou continuar com a minha visão de que a praxe é o que de melhor há na faculdade, e que sem ela a faculdade tornava-se simplesmente banal... Tão banal como o ensino básico e secundário, com a excepção de que chegamos ao fim como muito menos pestanas, de tanto as queimar. E que visão triste seria esta.

Quem quer pertencer à praxe, vem, que não quer ou não concorda, não vem. Mas se respeitamos a opção de não ser da praxe (como não poderia ser de outra maneira), também não achamos que seja pedir muito respeitarem nós sermos da praxe. Mas isso parece ser muito difícil.

PS: Essa de eu estar a ser retribuído na discriminação matou-me LOL

serraleixo disse...

Pois a minha visão é de que a praxe e restantes tradições académicas (pelo menos da forma como se apresentam) não são compatíveis com a universidade nem com outros modos de viver a universidade. Porquê? Bem o meu comentário está mais ou menos explícito e por este blogue encontrarás vários outros argumentos...
Noto também que és incapaz de imaginar uma universidade sem praxe o que revela uma grande falta de imaginação e de interesses. Deves ser uma pessoa bastante desinteressante.

e dura a dita dita dura... disse...

"Tão banal como o ensino básico e secundário, com a excepção de que chegamos ao fim como muito menos pestanas, de tanto as queimar. E que visão triste seria esta."

realmente é uma visão muito triste, reduzir os anos da juventude a eventos praxísticos. é muito triste que não se perceba que a vida (académica e consequentemente a juventude) é mais do que eventos praxísticos.

João Bento disse...

Portanto e a ver se percebi: (com exemplos para todos perceberem).


1º ponto:
- Nós os praxistas somos umas bestas, pois uns poucos de nós abusam da praxe.

- A nossa organização não funciona e não somos capazes de resolver os nossos problemas internos. Mas espera lá, como sabem? Afinal, vocês incentivam todos a não recorrerem a essa mesma organização... Presumindo que não irá funcionar.

Exemplo: Fulano tal fez dói dói em outro fulado. (A culpa é das praxes ou do fulano? Se o meu colega andar a roubar no trabalho eu também sou ladrão?)


2º ponto:
- A minha mãe sempre me disse para 1º provar e depois dizer que não gosto. Não o contrário...

- Alguns de vocês (anti-praxe) nem sabem qual a mensagem que se passa nas praxes, não sabe qual o objectivo delas. Limitam-se simplesmente a olhar de fora. Quem não sabe não fala...

Exemplo: Miúdo olha para um chocolate e diz... "Não gosto!". (Pois bem... Vai dizer que não gosta sem experimentar o sabor? Sem saber do que é feito?)


3º ponto:
- Dizem que somos os maus da fita, mas nós conseguimos viver em harmonia com todos os anti-praxe vocês é que não suportam a nossa presença e os nossos costumes e práticas.

Exemplo: Este blog... (Nós é que somos os maus da fita, mas vocês é que tentam eliminarmos, ora eu não tento acabar com algo que gosto)



4º ponto:
- Os eventos académicos é para todos os alunos e o traje académico é para todos os alunos.

- As festas organizadas pelos praxistas é para os praxistas os eventos e costumes dos praxistas são dos praxistas.

Exemplo: Faço uma festa de anos... Não posso convidar só quem quero?! (Pois é... Mas é isso que vocês pedem, serem convidados para um grupo ao qual não pertencem).


5º ponto:
- As praxes não são compatíveis com a vida académica? Pois... Antes de muitos de vocês nascerem já a praxe vingava nas maiores instituições de ensino, sempre compatível com toda a vida académica.

Exemplo: Nem é preciso exemplo nesta parte... Acho que é do conhecimento geral.


6º ponto:
- Nós não queremos que os alunos vivam SÓ para eventos praxistas, pois nós percebemos que vivemos num estado democrático onde todos têm a opção de fazer o que bem entenderem.

Exemplo: Vamos a um jantar de praxe e depois vamos conviver com o pessoal da turma. (Tal como anteriormente disse, nós convivemos com todos)


Conclusão:
Nós apenas pedimos para fazerem o que dizemos (praxes) para que possam pertencer a este nosso grupo. Quem não quer pode muito bem seguir com a sua vida académica.

Bem... O que quero dizer acima de tudo é o seguinte:
Não generalizem que isso é uma falta de respeito.
O que achavam de eu agora me sentir ofendido como praxista e acusar este blog de estar a tentar acabar com uma minoria ideológica de concidadãos? Pior ainda, eu acusar um a um os comentadores e autores deste blog por ofensa?
Era estúpido... Mas a verdade é que vocês generalizam tudo sem motivo. Menos critica generalizada e vejam se encontram os reais problemas das praxes! Acabem lá com esses tiros para o ar a ver se cai pombo, pois tudo o que sobe também desce...

Cumprimentos a todos...

João Bento disse...

Parte 1:
Portanto e a ver se percebi: (com exemplos para todos perceberem).


1º ponto:
- Nós os praxistas somos umas bestas, pois uns poucos de nós abusam da praxe.

- A nossa organização não funciona e não somos capazes de resolver os nossos problemas internos. Mas espera lá, como sabem? Afinal, vocês incentivam todos a não recorrerem a essa mesma organização... Presumindo que não irá funcionar.

Exemplo: Fulano tal fez dói dói em outro fulado. (A culpa é das praxes ou do fulano? Se o meu colega andar a roubar no trabalho eu também sou ladrão?)


2º ponto:
- A minha mãe sempre me disse para 1º provar e depois dizer que não gosto. Não o contrário...

- Alguns de vocês (anti-praxe) nem sabem qual a mensagem que se passa nas praxes, não sabe qual o objectivo delas. Limitam-se simplesmente a olhar de fora. Quem não sabe não fala...

Exemplo: Miúdo olha para um chocolate e diz... "Não gosto!". (Pois bem... Vai dizer que não gosta sem experimentar o sabor? Sem saber do que é feito?)


3º ponto:
- Dizem que somos os maus da fita, mas nós conseguimos viver em harmonia com todos os anti-praxe vocês é que não suportam a nossa presença e os nossos costumes e práticas.

Exemplo: Este blog... (Nós é que somos os maus da fita, mas vocês é que tentam eliminarmos, ora eu não tento acabar com algo que gosto)



4º ponto:
- Os eventos académicos é para todos os alunos e o traje académico é para todos os alunos.

- As festas organizadas pelos praxistas é para os praxistas os eventos e costumes dos praxistas são dos praxistas.

Exemplo: Faço uma festa de anos... Não posso convidar só quem quero?! (Pois é... Mas é isso que vocês pedem, serem convidados para um grupo ao qual não pertencem).

João Bento disse...

Parte 2:
5º ponto:
- As praxes não são compatíveis com a vida académica? Pois... Antes de muitos de vocês nascerem já a praxe vingava nas maiores instituições de ensino, sempre compatível com toda a vida académica.

Exemplo: Nem é preciso exemplo nesta parte... Acho que é do conhecimento geral.


6º ponto:
- Nós não queremos que os alunos vivam SÓ para eventos praxistas, pois nós percebemos que vivemos num estado democrático onde todos têm a opção de fazer o que bem entenderem.

Exemplo: Vamos a um jantar de praxe e depois vamos conviver com o pessoal da turma. (Tal como anteriormente disse, nós convivemos com todos)


Conclusão:
Nós apenas pedimos para fazerem o que dizemos (praxes) para que possam pertencer a este nosso grupo. Quem não quer pode muito bem seguir com a sua vida académica.

Bem... O que quero dizer acima de tudo é o seguinte:
Não generalizem que isso é uma falta de respeito.
O que achavam de eu agora me sentir ofendido como praxista e acusar este blog de estar a tentar acabar com uma minoria ideológica de concidadãos? Pior ainda, eu acusar um a um os comentadores e autores deste blog por ofensa?
Era estúpido... Mas a verdade é que vocês generalizam tudo sem motivo. Menos critica generalizada e vejam se encontram os reais problemas das praxes! Acabem lá com esses tiros para o ar a ver se cai pombo, pois tudo o que sobe também desce...

Cumprimentos a todos...

serraleixo disse...

Resposta ao João Bento (pois não percebeste nada de todo e porque a lógica não faz parte do teu discurso):

1º ponto - ninguém diz que quem praxa seja uma besta; a praxe é em si abusadora pois confere poderes reais a uns sobre os outros e, para além disso, há uns que abusam desse poder para coisas bastante perversas e esses, sim, são verdadeiras bestas.

- a estrutura da praxe não funciona quando há abusos porque, normalmente, os abusadores, no sentido em que tu usas ou aqueles que têm a oportunidade para abusar, façam-no ou não, estão, na hierarquia da praxe, acima dos abusados. Como já se viu em vários casos mediáticos, quando ocorre um abuso (independentemente da sua gravidade) aqueles, segundo as regras da praxe, e também os órgãos mais altos das universidade, que deveriam proteger os abusados, preferem esconder esses casos e assim proteger os abusadores para não dar 'má publicidade' à Universidade, como se soube no caso da Ana Sofia Damião no Piaget de Macedo de Cavaleiros, por exemplo, ou porque há o interesse em não dar 'má fama' à praxe e assim proteger os interesses individuais das hierarquias da praxe, etc.
Em relação ao exemplo que dás neste ponto, usando um pouco de lógica, e já que já deves ter percebido que quem fez a generalização foste tu:
Ninguém diz que quem praxa é abusador. A hipótese a que me proponho é a de que a praxe potencia comportamentos violentos, irreflectidos, abusivos sobre o outro, e outros comportamentos anti-sociais (num sentido que espero que percebas). Acrescento que considero que quem praxa já está a ter um comportamento abusivo pois está a auto-investir-se de um direito (de poder de decisão sobre outro indivíduo) que eu acho que ele não tem.

2º ponto: - Não é preciso provares cocó para saberes que não gostas de cocó.
- "olhar de fora" é o que fazem antropólogos, sociólogos, arqueólogos, filósofos, etnólogos ... Estes também não deviam falar, é?

3º ponto: demasiado patético para tentar responder.

4º ponto: mais uma gritante contradição do teu discurso. Se no ponto 3º dizes que são os anti-praxe quem não suporta a presença dos praxistas, neste ponto já achas muito bem em impedir a participação de determinados alunos (aqueles que não quiseram ser praxados) de determinados eventos organizados por outros estudantes. Quanto ao exemplo da festa de anos, bem, pensava que a praxe era para as pessoas se conhecerem e portanto todos estariam convidados, para a festa de anos normalmente convido as pessoas que já conheço.

5º ponto: A praxe até fim da década de 70, início da década de 80, só existia na Universidade de Coimbra e, nesta altura, começa a aparecer em algumas universidades privadas.
A incompatibilidade de que se fala entre praxe e vida académica tem a ver com a aquilo que se entende por vida académica. Se, para ti, vida académica é brincar ao rei-manda, às hierarquias, ao conservadorismo, à tradição, à uniformidade e continuidade de ideias, pensamentos ao invés de ser querer questionar e transformar a realidade presente, então elas não são incompatíveis. Mas para mim são.

Enfim, reticências.

André disse...

lol
http://www.youtube.com/watch?v=SyK_zF-oMzU

Anónimo disse...

acho muito mal que façam as praxes , mas na universidade da UTAD as praxes de uma senior de biologia ela e louca , porque a praxe dela e fazer orgias o nome dela e ana rita machado .
deviam parar com isso

David Regatia Ferreira disse...

Eu também sou contra as praxes. Penso que é um comportamento estupido para aquela idade. Podendo ser perigoso. Visto que só tenho 12anos espero que até entrar na Universidade sejam proíbidas.

Anónimo disse...

As praxes não são um comportamento estúpido para aquela idade, é para qualquer uma.