sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cinco anos de prisão para violador de caloira

O pântano de brincadeiras parvas e pouco interessantes em que reina a arbitrariedade e a lei do mais forte, esse pequeno microcosmos inventado à força segundo a boa ordem da hierarquia e da desigualdade entre uns e outros, em que o elo mais fraco é, à semelhança do que se passa na sociedade – porque a preocupação da praxe é mantê-la como está e reafirmar os valores reinantes, ao invés de querer transformá-la -, a mulher, o diferente, o deficiente, o que é gordo demais, o que é baixinho demais, o que usa óculos, o que é efeminado, o que veste fora da moda, o que pode ser mais facilmente usado, gozado ou explorado… são terreno fértil para acontecimentos como este: uma violação de uma «caloira».

Muitos virão dizer que isto não tem nada que ver com praxe, foi só um louco que fez isto por sua livre e espontânea vontade e que o que aconteceu não estava no programa de quem organizou a queima das fitas. Pedimos que reflictam um pouco antes de quererem simplesmente afastar o mal com um empurrão e um fechar de olhos. Que pensem como é que violações, acidentes e traumas têm que ver com as relações desiguais que se estabelecem entre quem praxa e quem é praxado, a construção representada de uma elite da sociedade (os estudantes, esses grandes supostos filhos da nobreza) e a ilusão de que os momentos de praxe são momentos de excepção (momentos em que quem ganha é quem bebe mais álcool de uma vez e quem faz a figura mais triste).

Não nos surpreende que as queixas continuem a aumentar nos últimos tempos, tornando-se casos de tribunal que aparecem nos jornais. E percebemos bem porque é que muitas vezes as vítimas queixosas são mulheres. (Sobre a falta de arrependimento do acusado, que alega ter sido seduzido pela nova aluna, nem fazemos comentários!) As pessoas começam a fartar-se e perceberam enfim que a praxe não pode continuar a ser uma seita fechada onde se passam as maiores aberrações e que o que acontece no seu âmbito pode dizer-se à sociedade, aos tribunais e aos jornais. Tem de sair cá para fora, para que todos saibam. Os traumas individuais é que serão mais difíceis de curar.


Diana Dionísio





Cinco anos de prisão para violador de caloira
Crime ocorreu no recinto da queima das fitas de Braga, em 2008
00h25m
PEDRO VILA-CHÃ


O colectivo do Tribunal de Braga condenou a cinco anos de prisão efectiva um antigo estudante da Universidade do Minho, dando como provados os factos de que era acusado: violação de uma aluna durante a festa académica do Enterro da Gata, em 2008.

Os factos remontam ao dia 11 de Maio, um domingo, dia em que a aluna, caloira, então com 18 anos, foi violada por Pedro Orlando Alves, então finalista do mesmo curso de Biomédicas. Ambos estavam no recinto onde decorriam as tradicionais festas estudantis, tendo o aluno agarrado a vítima, levando--a para uma tenda onde consumou a violação. Após quatro audiências, o colectivo de juízes concluiu haver matéria de facto para acusar Pedro Orlando, condenando-o a cinco anos de prisão efectiva e ao pagamento de uma indemnização de 35 mil euros.

"Acho que se fez justiça, por ter sido condenado a pena efectiva, porque este foi um crime muito violento. A [...] está satisfeita com a sentença e pode ser que isso também contribua para que ultrapasse o trauma em que ainda se encontra", disse a mãe da vítima ao JN. De resto, a aluna acabou por abandonar o curso que frequentava, em Braga, e pediu transferência, "porque não aguentava estar naquela cidade".

O advogado de defesa da vítima, Paulo Ferronha, lembra que "a pena aplicada tem em conta a frieza do acusado, ao não assumir arrependimento pelo crime que cometeu. Ele alegou sempre que foi seduzido e que houve sexo oral consentido, mas os exames periciais demonstraram politraumatismos que desmentem".

De resto, o advogado referiu que ante um crime violento em que a moldura penal vai de três a dez anos "foi feita a justiça possível" e o facto de não ter sido aplicada pena suspensa permite ao condenado ter "a percepçãode que cometeu um crime hediondo". Na altura, a aluna contou que tinha estado com amigas na tenda de Biomédicas e bebera uma ou duas bebidas, quando o colega a puxou para trás da barraca. Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe. Recusou quando o colega tentou convencê-la a manter relações sexuais, mas depois foi dominada pela violência. Ainda gritou, mas de nada lhe valeu. "Foi violada de todas as formas", disse a mãe da jovem.

in Jornal de Notícias


a mesma notícia no Guimarães Digital

81 comentários:

Pedro disse...

É provável que venham defensores da praxe afirmar que isto não e passou no contexto das praxes, que issso não tem nada a ver com uma violação.

Sublinhe-se que a aluna, ao ser agarrada, "ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe".

A praxe é terreno fértil para que ocorram aberrações. Elas existem (as aberrações), e provavelmente são mais comuns que o que sabemos.

Não é a primeira, e de certeza que não será a última. Felizmente existe cada vez mais coragem para denunciar as barbáries associadas à praxe

Anónimo disse...

Barbaries associadas a praxe??se nao fosse tão triste a situação até era para rir!!

Violação é um crime!! nada tem a ver com as praxes...ou voces também são a favor do aborto porque alguns pais violam os filhos!!

É triste usar esta infeliz situação na vossa demanda contras as praxes!!


Tenham mais respeito pelas pessoas envolvidas no caso!!


ALUNA UMINHO

Youri Paiva disse...

A estudante foi violada em contexto de praxes: foi no Enterro da Gata e ela inicialmente pensou que fosse mais uma praxe. Não terei muitas duvidas que o violador usou a sua condição de praxista para isolar a estudante.

Isto não significa que todos os praxistas são violadores sexuais, apenas significa que a praxe é violenta. E é claramente sexista. Não faz sentido retirar este caso do seu contexto.

E nada tenho contra a IVG, e não é por esse motivo que apontaste, naturalmente. Mas porque é uma escolha.

Ricardo disse...

Mais uma vez a acontecer um caso de violência extrema e mais uma vez ligado às praxes. Depois do aluno que ficou tetraplégico numa praxe em Coimbra e o caso até foi tema de debate na assembleia da Republica, antes disso o caso do aluno da Lusíada em Famalicão que foi morto numa praxe da tuna, eis que agora surge mais um caso grave.
Sinceramente não sei o que é preciso acontecer mais para acabar com esta praga.
A natureza da praxe ao ser autoritária, arbitraria e confusa, os caloiros nunca sabem bem quando alguém está a brincar e quando é que alguém está a falar a serio acaba por atrair situações desta natureza e acaba por ser um paraíso para sodomitas e frustrados sexuais.
Lanço aqui um apelo a todas as pessoas serias que acabem com a praxe e criem uma recepção ao caloiro humana, sem hierarquias e sem humilhações.
Ricardo

Anónimo disse...

haja decencia e vergonha nas vossas acusaçoes! usam o que alegadamente aconteceu para justificar a vossa demanda ridicula. quem nao sabe o que se se passou e se nao conhece as pessoas em questao, nao tem qualquer liberdade de opiniar sobre o caso.
nada do que alegadamente aconteceu esta relacionado com praxe!

Youri Paiva disse...

Claro. Está toda a gente errada excepto tu.

Anónimo disse...

Youri Paiva, nao falo ao acaso. fui estudante da uminho e por isso sei do que falo, ao contrario de ti - pelo que me parece.
o caso nao teve nada a ver com as praxes ate porque nesse dia a praxe ja nao era permitida. ha praxes e praxes e estas obedecem a regras: a pessoa em questao e cumpridora do codigo de praxe. sinceramente, ha que pensar mais para alem da comunicaçao social, especialmente se nao conhecem as pessoas em questao! garanto-vos, que a comunicaçao social gosta de exagerar. se conhecessem o acusado, se calhar a vossa opiniao seria diferente. nao confudam as vossas ideias com aquilo que de facto aconteceu.
e caso queiram saber informaçoes adicionais, os depoimentos da vitima e da mae da vitima nao batem certo, nem entre elas! nao usem isto como desculpa!

Marco disse...

Vou usar a mesma lógica do idiota anterior...Também fui aluno da Universidade do Minho e também sei do que falo. Esta não é uma situação excepcional. Assisti a muitos casos parecidos. A partir do poder que a praxe confere, muitos praxantes tentaram tirar proveito sobre praxados. Alguns casos foram consumados outros não; outros denunciados outros não. A táctica mais usada é embriagar as praxadas sob a desculpa que faz parte da praxe para depois serem mais "fáceis" no sentido sexual.
Tal como muitos políticos tiram partido seu poder para proveito próprio, muitos praxantes também o fazem, tendo sempre a "Comunidade Académica" a protege-los e assim abafando muitas situações.

Anónimo disse...

entao se foste aluno da universidade do minho, sabes que ha muito boa gente a praxar e outros nem por isso. conheci de tudo! a principio declarei-me anti praxe, mas com o tempo vi que a coisa ate poderia ser divertida e resolvi ser praxada. devo dizer que me diverti bastante. ha coisas a que nao achei grande piada na altura, mas hoje rio-me as gargalhadas do assunto. so e praxado quem quer, so se submete aquilo que acha vergonhoso ou ofensivo quem quer. quiseram fazer trinta por uma linha e assustar-me quando me declarei anti praxe e nao deixei, segui em frente com as minhas convicçoes! e quanto aos doutores que embebedam caloiras... nao digo que nao aconteça, mas a regra geral e outra: sao elas que se embebedam. o que acontece depois ja e outra coisa. sei se historias pouco felizes na uminho e este nao e um caso relacionado com praxe, garanto-vos.

Youri Paiva disse...

Eu quando fui à Universidade do Minho consegui ver das praxes mais estúpidas e degradantes que já vi. E já vi praxes em muitos sítios.

Agora dizer que este caso não está relacionado com a praxe é simplesmente seguidista e limitado.

Anónimo disse...

nao e limitado, é porque conheço a pessoa em questao. e é por isso que vos tenho pedido para nao o relacionarem com praxe! mas as vossas mentecaptas concordam com tudo o que a comunicaçao social diz sobre que acontece nas universidades e que obviamente esta relacionado com praxe. oiçam primeiro as pessoas que estao mais proximas e nao a comunicaçao social, ok? esse tipo de atitude e mentalidade tao fechada so vos fica mal

Youri Paiva disse...

Lá por conheceres a pessoa em questão não significa que seja um violador praxista. É que o tribunal considerou-o culpado por violação, e ele é um praxista. Logo: violador praxista que cometeu esse crime no Enterro da Gata. Eu prefiro ligar a factos, não a amigos de violadores. Mas isso sou eu.

Anónimo disse...

discutir este assunto e como estar a falar com uma arvore. lamento o facto de nao saberem filtrar nem analisar o que lem nos jornais, porque se soubessem, saberiam que ha muita coisa importante que nao veio ca para fora. enfim... mas querem arranjar todos os bodes expiatores que podem, estao a vontade. so vos quis mostrar que neste caso nao estao correctos, porque nao sabem analisar as coisas

Nuno Thyrs disse...

Ora cá vamos nós outra vez, pensei que o blog tinha sido desactivado mas afinal não. O que eu tenho a dizer sobre este caso é muito simples, se o arguido foi julgado e condenado, e o julgamento foi conduzido de forma "normal" teoricamente ele terá no mínimo forçado o acto sexual. Não vou falar muito sobre o caso em si uma vez que não tenho conhecimento dos factos a fundo. Vou só dar a minha opinião sobre a ligação que se faz entre Praxe e actos violentos/criminosos. Se li bem, sendo Domingo de final de Enterro de Gata, já nem existem caloiros mas sim pastranos (dependendo da Universidade pode haver termos diferentes). Isto significa que apartir do momento em que passam a tribuna (1ª Queima/Enterro) deixam de ser praxados. TODA A GENTE SABE ISTO. Como tal daqui para a frente já nem se fala em Praxe. O que aconteceu (a ser verdade a violação) é que alguém mais velho, se terá aproveitado de uma colega de curso mais nova. Nada mais. Se o alegado violador fosse caloiro e a violada Veterana, estariamos a falar de uma violação em ambiente de praxe? Vocês continuam a confundir crime com praxe, e isso não me entra na cabeça. Por exemplo se um aluno do 3º ano matar a tiro um caloiro (ainda que no recinto da Queima/Enterro), para vocês não é um homicidio mas uma morte que acontece em ambiente de praxe. Façam um favor, não desinformem. Acho muito bem que chamem a atenção para excessos de praxe, e para situações recorrentes de abusos... Isso sim é denunciar o excesso de praxe. Agora vocês parece que estão sentadinhos à espera que haja algo que possam relacionar com a praxe para sairem das tocas. Por exemplo nenhum dos textos publicados que não falam em crimes têm comentários. Apenas os das opiniões. Quanto tempo estiveram sem publicar um texto? Quando existe um texto mais informativo, que poderia e deveria gerar interesse e discussão, pura e simplesmente nem comentários tem por não criar polémica. Nada que me deixe admirado...
Cumprimentos a todos!

Youri Paiva disse...

Boa, estranhamente dá para concordar com o Nuno Thyrs numa parte: ele foi julgado e condenado, isso não está relacionado com os jornais, portanto o/a Anónimo/a está simplesmente a querer atirar areia para os nossos olhos com esses "argumentos".

É indiferente se os caloiros deixam de ser caloiros no Enterro da Gata, lembro-me de no debate na Universidade do Minho, com o M.A.T.A. e o Papa da UM, este último dizer que a praxe transcende o acto a que vulgarmente chamamos praxe. Ou seja, a praxe não é só as flexões à chuva, as actividades "lúdicas" e as marchas militares, é toda a vida académica (houve um do público que disse que até ir às aulas é praxe). Ora, o Enterro da Gata está ligada à praxe académica e a uma certa forma de ver as relações entre estudantes.

Nuno Thyrs disse...

Boas Youri, então há que diferenciar as coisas. Ou dizemos que ele se aproveitou do seu estatuto na praxe para o acto (parece-me desajustado) ou a mais adequada a meu ver, que em ambiente de praxe (por se tratar de um evento académico) ele alegadamente a violou. Neste caso (ao falarmos em ambiente de praxe) não interessa o estatuto de cada um mas o facto de estarem numa actividade académica... Em qualquer um dos dois cenários eu continuo a dizer que a caloira não foi praxada mas sim "alegadamente" violada. O "alegado" agressor não a praxou violando-a. Pura e simplesmente cometeu um crime. Já se sabe que nessas noites há exageros, e as coisas acontecem por vezes sem que se consiga ter grande controle. Seja-se a favor ou contra a praxe os exageros (álcool e drogas) acontecem. Depois depende da capacidade de cada um de saber lidar com a euforia... mais uma vez não há relação directa entre ser a favor/contra a praxe, e ser mais ou menos violento...

Youri Paiva disse...

Nuno, ninguém aqui disse que a violação é uma praxe, mas sim que a praxe e o ambiente da praxe facilita e despoleta comportamentos violentos, como foi este o caso.

Nuno Thyrs disse...

Lá vem a vossa mania de colar actos isolados e pessoais à praxe. Este não é um caso de praxe. É um caso de uma alegada violação. E a praxe não facilita nem despoleta comportamentos violentos. Quem é violento é, seja a favor ou contra a praxe, participe ou não nela. Quem é burro é burro, seja a favor ou contra a praxe. A praxe não condiciona atitudes, feitios, formação pessoal ou o que quer que seja. E vocês continuam a associar comportamentos desviantes à praxe quando esses comportamentos existem quer seja dentro ou fora da praxe. Quantas violações existiram nesse ano? Quantas foram na Universidade? Abusos existem infelizmente independentemente de sermos a favor ou contra a praxe, de estarmos inseridos ou não nela. Sejamos caloiros ou Veteranos. Não compliquem...

Youri Paiva disse...

Os actos acontecem durante as actividades académicas-praxísticas e somos nós que fazemos a colagem...

A restante parafernália pseudo-sociológica do Nuno Thyrs não faz sentido nenhum. Quem é violento é violento, quem é burro é burro. E o mundo é assim. Nada a fazer.

Para quê complicar se o mundo é tão simples.

Nuno Thyrs disse...

Concerteza não me expliquei bem... eu comentei a sua afirmação:

Youri Paiva disse...
Nuno, ninguém aqui disse que a violação é uma praxe, mas sim que a praxe e o ambiente da praxe facilita e despoleta comportamentos violentos, como foi este o caso.

E eu respondi que não é a Praxe que despoleta ou facilita os comportamentos violentos. Que quem é violento é esteja dentro ou fora da praxe. E que este caso não é um comportamento violento despoletado ou facilitado pela praxe. É nada mais nada menos que uma alegada violação. Foi isto que disse, e que não consegui transmitir.

Vou pôr de forma mais perceptível, alguém violento não deixa de o ser por ser anti-praxe, e alguém menos violento não passa a sê-lo por praxar ou ser praxado.

Youri Paiva disse...

Isso não interessa nada.

Facto: aconteceu neste contexto. E não é por acaso.

E a violação ainda é uma alegada violação após a condenação?

Nuno Thyrs disse...

Isso não interessa nada (pois não, não convém)

Aconteceu num enterro da Gata. Se por acaso eles fossem anti-praxe em que contexto é que vocês iriam enquadrar o caso? Iam dizer que o ser Anti-Praxe proporciona casos de violação? Mesmo sendo numa Festa Académica? E se os intervenientes nem estudantes fossem? Iam colar o caso ao analfabetismo? É isto que eu estou a tentar dizer, já percebeste, e daí o "isso não interessa"...

Falo em alegado violador por não querer estar a acusar alguém de algo que eu não sei se aconteceu ou não. Ele foi condenado por isso, acho que já lhe chega o castigo, não tenho que estar aqui a chamar o que quer que seja a alguém...

Ruca disse...

Epá vocês (MATA) são como os jornalistas, agarram tudo para defender que isto tem haver com a praxe e a praxe é má blá blá blá..

Tenham vergonha na cara, isto tem simplesmente haver com pessoas mal formadas. Isto pode acontecer em qualquer lado em qualquer situação, quando alguém superior tenta usar o seu estatuto para abusar de outras pessoas. Só porque se passou num evento académico? Até podia ser gente que nem estudante era a fazê-lo, como infelizmente já vi pessoal do secundário a praxar caloiros em Academias ridículas.

Tudo o que aconteça em ambiente académico é culpa da praxe ou será da falta de educação que as pessoas tiveram pelos pais?

Epá tenham juízo..

Youri Paiva disse...

Nuno Thyrs, não interessa porque não vem para o caso. Queres desconversar e falar de coisas que não estão relacionadas para dar a imagem bonita da praxe.

Aconteceu no Enterro da Gata, evento académico-praxístico da Universidade do Minho. Não me venhas com a coisa que se acontecesse com um anti-praxe, estamos a falar do contexto da praxe - e isto aconteceu nesse contexto. É simples! É óbvio que a praxe é violenta e é natural que aconteçam este género de coisas - tal como deves saber por experiência próprio em Famalicão.

Mas sim, coitado do violador, que o ser condenado já lhe chega de castigo também e só para não o ostracizar mais vamos colocar ‹‹alegado›› antes da palavra ‹‹violador››. Não vá ele se sentir mal. Isso seria dramático para ele.

Ruca: lá por colarmos notícias sobre o resultado de um caso no tribunal (aqui os jornalistas não podem inventar muito) não significa que sejamos como os jornalistas. Fazemos uma análise: acontece um crime num determinado contexto e isso é importante de ser analisado, não ignorado - qualquer cientista social minimamente decente poderá te explicar isso.

Ruca disse...

Mais uma vez volto a frisar, por ter sido em contexto académico, não quer dizer que é isso que a tradição académica defende, e cada vez que se fala em casos que aconteceram, simplesmente associam isso à praxe etc..

"Por uma loira ser burra não quer dizer que todas o sejam, mesmo que seja a maioria."

Pensem nisto...

Youri Paiva disse...

Nunca disse que a praxe tenha como objectivo violar pessoas. Mas a praxe é violenta, basta escrever "praxe académica" no YouTube e a maior parte dos resultados são claramente violentos, e é um óptimo contexto para este género de acontecimentos. E já estou farto de me repetir.

Em relação ao exemplo das loiras... nem vou comentar a comparação sem sentido.

Ruca disse...

Se fosses um bom entendedor.. tinhas percebido que isso não era nenhuma comparação. Mas pronto não se pode estar sempre a exigir o máximo das pessoas.

Se realmente tivesses compreendido o que quis dizer, também não tinhas perdido tempo em escrever o teu comentário anterior sobre esses resultados do youtube.

No verdadeiro significado de praxe nunca vi lá violência incluído.. vocês continuam mal informados e a discutir com as pessoas erradas.

Nuno Thyrs disse...

Não vale a pena Youri, por muito que se tente, nunca quererás entender. Tu entendes, mas não podes (o teu fundamentalismo não te permite) aceitar que a falta de educação, violência, humildade, etc não está relacionada com ser ou não praxe, mas sim com formação base. A praxe não potencia qualquer tipo de violência. A violência existe na praxe como existe nas Repartições de Finanças, Obras de construção civil ou nos consultórios médicos, e até nos Eventos do M.A.T.A. se quiseres. Uma coisa (tal como já disse muitas vezes) é um doutor mandar um caloiro fazer algo e exagerar. Isso é excesso de Praxe. Outra coisa é um acto de violência isolado. Será assim tão difícil?

Quanto à parte do "alegado" faço-o pela razão que já te disse. Eu não sei o que se passou naquela noite. O facto de ele ter sido condenado não me garante a 100% que ele o fez, da mesma forma que se tivesse sido libertado eu não ficaria 100% convencido que era inocente. (Coerência sabes??)

Youri Paiva disse...

Não é nenhuma comparação... então tem que propósito no teu comentário anterior?!

Ruca, os teus argumentos são os mesmos que tanto praxista formatado que dirá tudo para defender a praxe.

Nuno Thyrs: quando existe violência num determinado contexto, e esse contexto é a praxe, o mais provável é que essa ligação exista. Eu acho que é natural que tu queiras retirar os contextos, tendo em conta que o caso em que estiveste mais directamente envolvido é um homicídio.

Nuno Thyrs disse...

Em primeiro lugar não percebo a necessidade que tens em falar do caso, mas tudo bem, entendes que assim reforças a tua ideia, o que não é verdade. Em segundo lugar ainda que tivesse acontecido um homicídio (percebeste a ideia do alegado no meu último comentário?) nunca teria sido em contexto de praxe. Teria sido um homicídio, uma morte provocada, não por praxe nem "em praxe". Um homicídio é o que é, independentemente do seu contexto. Já te dei o exemplo, se tivesse acontecido uma violação numa repartição de finanças o que quereria dizer o contexto? O que irias concluir? Que as finanças potenciam a violência? Não podes colar um acto violento a uma profissão, credo, partido, etc. Concerteza que existe tanta violência directamente relacionada com a praxe, como directamente relacionada com o M.A.T.A. (em percentagem claro) E isso não faz de vocês violentos, ou faz? Se o violador nem sequer fosse aluno, e na Queima tivesse violado uma caloira, era em ambiente de praxe? E se a menina nem fosse caloira, o que concluías? É essa forma "sensacionalista" que vocês têm de retratar as coisas, que não vos deixa crescer como movimento, porque tira-vos toda a credibilidade. Também já vos disse que em vez de terem um Blog onde debitam informação "adulterada" à vossa causa, deveriam tentar fazer algo realmente pela praxe... Mas isso dá trabalho não é? E ainda por cima não dá visibilidade...Compreendo...

Ruca disse...

Sr. Youri vou-te explicar uma coisa, em primeiro eu não sou um praxista, sou um estudante académico, 2º ao contrário do que tu dizes eu não defendo a praxe, defendo a tradição académica no qual a praxe é só uma parte.

E agora vou repetir pela milionésima vez, o que já disse a pessoas do MATA inclusive em debates públicos que houve. Primeiro mudem de nome para MAPA, porque a única coisa contra a qual vocês passam a vida a lutar contra, é a praxe. Depois já que só falam de praxe, tentem saber o que realmente a praxe académica e para que serve.

Vou-vos dar umas dicas: não é integração, não é divertimento, não é beber copos, não é violar pessoas, não é matar pessoas. Agora pesquisem ou puxem pela cabeça, através de raciocínio certamente nunca lá chegaram, porque muito provavelmente nunca foram praxados no verdadeiro sentido da palavra, devido à incompetência de trajados que anda pra i.


Mais dúvidas, encontramo-nos na Casa do Alentejo..

serraleixo disse...

Depois dos típicos comentários, vamos lá pingar um pouco mais na pedra dura.

Para os defensores da praxe, o contexto em que ocorrem os abusos, humilhações e crimes a que se assistem muitas vezes (demasiadas vezes) durante as praxes, não estão relacionados com esse contexto (a praxe). É obra de indivíduos destituídos de coluna vertebral (sem dúvida nenhuma!) que fariam o mesmo em qualquer circunstância.
"O ambiente é incapaz de transformar os indivíduos", dizem-nos determinantemente esses afamados sociólogos e antropólogos.
"Relacionar isso com a praxe é heresia, é fundamentalismo, é falta de inteligência, é pura cegueira!", berram e gesticulam quais animais indefesos feridos no seu orgulho.
No entanto, as duas teses que existem sobre o assunto, dizem precisamente o contrário.
A uniformização, o rebaixamento, o mimetismo e apropriação da rigidez hierárquica dos poderes instituídos (o traje e a hierarquia dos estudante é disso ilustração), a eliminação do eu, da individualidade e da autodeterminação dos que são praxados por um lado(os caloiros deixam de ter um nome - é-lhes dada uma alcunha, deixam de ter um rosto - são pintados, transfigurados, mascarados, sujados) e dos que praxam por outro, a brutalidade traumatizante necessária a uma rápida integração num grupo de indivíduos heterodeterminados, sem vontade própria, apenas a vontade daquele(s) que os praxa(m), um mundo de performance dramática onde se assumem papéis assimétricos e onde aqueles que mandam fazem que entenderem aos primeiros, onde as regras vão sendo inventadas à medida que a "peça" avança, são ideias que saltam à vista de quem estudou este assunto.
"Mas não!... Qual quê?! Vocês são mesmo burros! Isso são tudo fantasias!", repetem energumenamente, pois já passaram por isso e admitir tamanha tacanhez seria revelar muita estupidez.
"A violência não acontece só porque há papéis assimétricos ou um ambiente violento!" "Acontece porque estava nos genes daquele que é violento, obviamente.", explicam-nos seguros da sua sapiência.

serraleixo disse...

(continuação)
Mas, infelizmente comprovado já mais vezes do que as necessárias, é verdade. A praxe induz um comportamento violento. Todas as praxes? Certamente que não. Sempre? Felizmente também não. Os indivíduos também tem a sua quota parte nisso? Evidentemente que sim (embora, quando em praxe percam grande parte da sua individualidade, como demonstrado por António Manuel Revez ou Rita Ribeiro, e outros que estudaram outros rituais de iniciação).
A praxe cria relações diferentes entre estudantes iguais. Sujeita uns à vontade de outros. Cria um ambiente de eterna subserviência e inferioridade (a madrinha é madrinha para sempre, o padrinho será sempre padrinho, aquele que foi caloiro no meu ano será para sempre indicado como "Aquele foi meu caloiro!")

Sempre que há papéis assimétricos o abuso, o crime, a humilhação tem uma porta aberta para acontecer. Acontece nas relações laborais (patrão-trabalhador, por isso é que há tribunais laborais, legislação e mais legislação sobre o assunto com vista à protecção do trabalhador, cada vez menos mas enfim...), nas relações conjugais (marido-mulher, a parte socialmente mais desfavorecida, normalmente a mulher, tende a ser protegida; existem linhas de apoio à violência familiar, a violência conjugal foi considerada há poucos anos um crime público,...), nas relações de autoridade-cidadão (os polícias usam e abusam do seu poder para usar e abusar de cidadãos), etc.
É evidente que depois depende dos indivíduos envolvidos aproveitarem-se (e intensificarem) ou não dessa assimetria e cometerem o crime, o abuso, a conduta reprovável.
A praxe cria uma relação ainda mais assimétrica: a relação Doutor-bicho. É, por demais, evidente nesta relação, apenas considerando o seu nome, qual dos papéis é que é superior ao outro; qual detém o poder sobre o outro.
Não há volta a dar. Se se quiser ainda se pode ir ler os códigos da praxe, ou ir ao youtube pesquisar por praxes, ver ao vivo, ou fazer entrevistas anónimas a estudantes, só para confirmar. Mas já está tudo dito. Qualquer alienígena perceberia isto assim que chegasse à Terra.

Então porquê a negação? Medo de represálias, de ser posto de parte, não se integrar, de não poder usar traje, de não poder praxar, de não poder entrar na Tuna, de não poder ir aos jantares de curso e outras festividades académicas, de não arranjar apontamentos, de não conhecer ninguém, nem a faculdade e o que a rodeia,...
Mas os caloiros, e os veteranos também, assumem que se sofre na praxe. "Mas é para nosso bem. É para nos integrarmos."
"Para nosso bem" como quem tem fé na justiça incompreensível de Deus, ao assistir ao Apocalipse. "Para nos integrarmos" como quem acredita que o sofrimento porque passa o fará atingir o Céu.
O próprio lema papagueado na praxa - Dura praxis Sed praxis / A praxa é dura mas é a praxe - releva a praxe a quase uma inevitabilidade divina que se tem de suportar como manda a Lei, e revela que não se esconde que a praxe é dura... muito dura...
Mas quando as "durezas" da praxe são reveladas: "Náaa! Isso não é praxe! A praxe é outra coisa!"
E quando se pergunta o que é a praxe, seguem-se textos teórico-metafísicos sobre a profundidade, a pureza e beleza quase angelicais dessa prática ancestral que remonta ao início dos tempos e que portanto devemos respeitar e preservar como algo sagrado. Mas a praxis é outra...
No entanto, o mito está criado e tem cães de guarda, alguns treinados para matar, outros apenas Patetas.

Nuno Thyrs disse...

serraleixo, realmente um texto bem preparado, bem escrito, mas que no fundo não muda nada do que eu penso do M.A.T.A.

Começas por dizer o seguinte:
""O ambiente é incapaz de transformar os indivíduos", dizem-nos determinantemente esses afamados sociólogos e antropólogos.
"Relacionar isso com a praxe é heresia, é fundamentalismo, é falta de inteligência, é pura cegueira!", berram e gesticulam quais animais indefesos feridos no seu orgulho.
No entanto, as duas teses que existem sobre o assunto, dizem precisamente o contrário"

...que Teses?? Pedidas ou feitas por quem?? Então e os psicólogos e antropólogos afinal é que não percebem nada do assunto?

A minha experiência na Praxe diz-me que existem pontualmente abusos, excessos, humilhações exageradas, faltas de respeito. E para isso existem os Conselhos de Veteranos, que controlam esse tipo de situações. E a consciência de cada um na Praxe ajuda a que estas situações sejam pontuais e não a regra. Nunca em tempo algum eu disse que não havia excessos na Praxe (seria irracional da minha parte). O que eu digo é que vocês falam em excessos de Praxe, em casos que de Praxe nada têm. É muito simples. Dizem que a praxe potencia a violência, baseados em casos que não são de Praxe, mas de violência. O excesso de Praxe é alguém praxar outro indivívuo até à exaustão, mandar fazer algo ridículo e que pode por em perigo a segurança de alguém, é sabendo de alguma limitação do caloiro, obrigá-lo a fazer algo que o possa ridicularizar, etc. Isso é excesso de Praxe, ou Praxe Violenta. Há exemplos disso, como obrigar alguém a comer farinha (já li que se passou numa Academia), isso sim será uma Praxe irresponsável e que se tornará maléfica para o caloiro. Agora uma violação?? O que tem isso que ver com a Praxe??

Acusas quem anda na Praxe de acharem que sabem mais do que tu da Praxe, e eu não sei o que será que está mal aqui. É natural não?
É muito fácil criticar, difamar, associar casos, acusar... mas fazer algo para mudar...é mais complicado.
Já disse e volto a dizê-lo, a minha Semana de Praxe (como Caloiro) foi 10 vezes mais divertida que as semanas de Caloiro em que eu fui o Praxante. Diverti-me muito mais. E concerteza que nem todos os Doutores que me praxaram eram pessoas calmas, alguns deveriam ser violentos (tal como na sociedade), o que é certo é que não vi nada que achasse exagerado. E enquanto Doutor/Veterano sempre primei pela correcção. Se derem uma volta em Caloiros que eu tenha Praxado, ou Doutores do meu tempo lhe dirão que eu preocupava-me mais com o comportamento dos Doutores, do que com praxar Caloiros. Não por ter medo que ocorressem praxes violentas, mas para que existisse igualdade no tratamento aos Caloiros, e que se cumprisse o código de Praxe. Como eu muitos outros fazem o mesmo, porque da mesma forma que existe gente violenta em qualquer sítio, também existe gente conscienciosa.

Apareçam na Praxe, e aí sim apontem os exageros. E não me digam que pintar a cara de alguém é um exagero porque aí sim estão vocês a cair no ridículo...

serraleixo disse...

Nuno, tens uma capacidade de interpretação muito reduzida. Não compreendes a ironia quando está mesmo à tua frente. Vês o superficial e não o profundo. Achas que um crime acontece fora de um contexto. Julgas que alguém que assumiu uma posição de domínio anteriormente e que o exerce de novo numa situação diferente, mas sobre o mesmo alvo, provocando um crime está inteiramente dissociado daquela primeira situação.
Achas que a tua experiência e satisfação pessoal obtidas na praxe é suficiente para explicar o fenómeno de violência associado à praxe. Foste incapaz de comentar qualquer raciocínio expresso nos meus comentários, que rebatem toda a tua argumentativa que se antecedia e que repetes neste último comentário. E terminas dizendo: «Apareçam na Praxe, e aí sim apontem os exageros. E não me digam que pintar a cara de alguém é um exagero porque aí sim estão vocês a cair no ridículo...»?????
Tu rasgas ao meio e deitas fora a Lógica e o discurso argumentativo e opinas sobre um assunto???
Há pedras e pedras, mas tu és daquelas muito duras!
Minimizas os abusos que existem na praxe como se nada fossem. Como se tirando isso tudo (tão fácil que é tirar isso, não é?) o resto está tudo bem. A rígida hierarquia e subserviência não têm problema nenhum. O vazio intelectual que a praxe representa não tem problema nenhum. É isso?
Achas mesmo que a violência na praxe acontece por acaso, por obra de indivíduos perturbados? Que não tem nada a ver com o contexto que a praxe providencia para que ocorram esses abusos que tu dizes que já assististe? Santa Ignorância!!
Contradizes tudo o que a sociologia, antropologia, psicologia foram capazes de determinar nos últimos séculos e achas que terás razão???
Santa Arrogância!!

Nuno Thyrs disse...

Agora confundiste-me...Lê o teu primeiro parágrafo do comentário anterior, e o último deste... Eu transcrevo...e explica-me por favor em que ficamos ok?

Primeira afirmação: "O ambiente é incapaz de transformar os indivíduos", dizem-nos determinantemente esses afamados sociólogos e antropólogos.
(opinião contrária à tua que diz que o ambiente condiciona a actuação do indivíduo)

Segunda afirmação: "Contradizes tudo o que a sociologia, antropologia, psicologia foram capazes de determinar nos últimos séculos e achas que terás razão???
Santa Arrogância!!"
(Eu apenas concordei com o que dizem os afamados psicólogos e antropólogos, e que tu estás a tentar contrariar)

Explica-me o que devo concluir desta sucessão de comentários??

serraleixo disse...

Nem à segunda oportunidade foste capaz de perceber. É que nem paraste para pensar um bocadinho. Não releste com atenção o que escrevi e como tal não percebeste:
- A ironia da primeira afirmação em que ironicamente te apelido e aos teus amigos defensores da praxe de "sociólogos e antropólogos". Ironia que vem de trás e continua. O "esses" remete para os "defensores da praxe".
- Obviamente esses "psicólogos" e "antropólogos" defensores da praxe, com os quais tu concordas, contrariam tudo o que o que a psicologia, sociologia e antropologia dizem sobre o ambiente e os indivíduos e como estes se relacionam.

O que deves concluir desta sequência de comentários é que és burro que nem uma porta!

Ruca disse...

Nuno isto por vezes torna-se complicado, quando as pessoas continuam a falar daquilo que desconhecem, pela qual nunca se interessaram. Quando o único conhecimento sobre um determinado assunto vem apenas de experiências efémeras e muito provavelmente com as pessoas erradas ou simplesmente vêm do que se diz, sim porque cada vez que se fala de academismo só se procura o mal, andam a tentar acabar com isto e já não é de agora.
Vou-vos dar uma novidade, o senhor conhecido como Marquês de Pombal não acabou com a praxe e não conseguiu, e tentou fazê-lo matando e perseguindo estudantes(mas nós é que somos os criminosos).

Ao sr. Serra Aleixo, sintetizando o comentário que aqui fez depois do meu comentário, dá para concluir que é um bom Poeta Anarca.

De modo a contribuir para a sua cultura geral, posso-lhe dizer que a hierarquia apenas existe para haver ordem, para organizar todo o trabalho por trás do nosso percurso académico e para passar conhecimento. Conhecimento esse que vocês aparentemente continuam a desconhecer, quando mais uma vez referem a integração cada vez que se referem à praxe.

Quanto ao tema deste post, se realmente é a graças à praxe e não à má formação que se proporcionam estes momentos, expliquem-me qual era o contexto que proporcionava o "violador de telheiras" a fazer o que fazia.. às tantas era a esquadra da PSP ou os autocarros da carris, não sei, sinceramente não percebo como é o sr. Serraleixo tem a lata de ligar o acto de praxar a violações.

A única coisa que aqui se passou foi uma grande incompetência e falta de valores. Mais uma vez por parte de pessoas que envergam o trajo académico e que não o mereciam. Se realmente foi esse senhor que violou a rapariga tentando usar a sua posição hierárquica para tal.
Meninos desses era rasgar-lhes o trajo, ainda quando ele estivesse a pensar fazê-lo.

E mais uma vez pedimos desculpa se os nossos ideais não são a anarquia, fumar ganzas e promover a desigualdade entre as pessoas..

Youri Paiva disse...

Ruca: É preciso ter paciência!!

O nosso conhecimento da praxe não vem apenas da comunicação social. Alguns de nós fomos praxados (que é o meu caso), conhecemos a realidade de várias faculdades e universidades (porque não somos todos do mesmo curso nem da mesma instituição) e falamos com muitas pessoas. Portanto essa coisa de sabermos o que é a praxe e a tradição académica é pura demagogia.

O Marquês de Pombal não era particularmente brando com grupos que ele considerava prejudiciais, mas como deves reparar aqui ninguém defendeu a morte de estudantes nem nada que se pareça. Vocês é que insistem em defender violadores e assassinos (que, insisto, não são a maioria dos praxistas - não sou contra a praxe por causa dos casos mediáticos, mas porque o que ela implica e envolve).

O argumento da integração foi utilizado pelos defensores da praxe desde há algum tempo. Em qualquer debate, discussão ou conversa esse argumento é utilizado - excepto por ti. E eu acho que a praxe integra: mas integra nela própria. Em relação à hierarquia acho que tu insistes em querer voltar para trás, quando a sociedade deveria avançar para uma igualdade entre as pessoas (supostamente essa ideia existe desde a Revolução Francesa, com todos os seus problemas).

O chamado (aqui também é alegado, Nuno?) violador de Telheiras não é para aqui chamado. A comparação não faz sentido: falamos de uma violação num contexto académico-praxístico e falamos de um violador em série que desde 2008 violou mais de 30 raparigas nos bairros mais satélites de Lisboa. Qualquer pessoa consegue ver as óbvias diferenças e contextos.

Sim, foi uma grande incompetência e falta de valores - estamos de acordo. E compreendo que mesmo a maioria dos defensores da praxe não apoiem minimamente estes crimes. Convinha é pensarem nos porquês... É que dizer que o fulano fez aquilo apenas porque lhe apeteceu é algo limitado e redutor. É importante analisar isso.

Quanto ao último parágrafo demonstra uma extrema estupidez da tua parte. Gostava de perceber porque insistem em chamarmos de anarquistas e fumadores de ganzas só porque somos contra as praxes - qual é o sentido disso?

E isso de promovermos a desigualdade quando há bocado falaste de hierarquia... Enfim...

Ruca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ruca disse...

Meu amigo Youri quanto ao anarquismo e a desigualdade basta ver o texto do teu colega serra aleixo, e tava a falar directamente para ele não o MATA em geral.

O caso "Telheiras" tem tudo haver a partir do momento em que quem viola, seja quem for, não o faz porque estar em determinadas circunstâncias, mas sim por motivos de ordem pessoal, individual da vida de cada um. Basta ver e ouvir o que os especialistas escrevem e falam.

Não me ouviste dizer que vocês defendiam a morte de estudantes, e muito menos a defender assassinos, pois eu não me identifico em nada com esse tipo de pessoas como no texto anterior referi. Agora vocês é que nos estão a acusar, alegando que o uso da praxe proporciona crimes e coisas do género. Eu apenas te mostrei que os únicos idealistas que cometeram crimes até hoje foram os que tiveram contra a praxe, mais especificamente o Sr. Marquês de Pombal, não foram os estudantes académicos que usaram a morte como forma de praxar.

Quanto a esses defensores da praxe de quem falas, volto a repetir, vocês (MATA) continuam a discutir com as pessoas erradas. E acredita que não sou o único que felizmente ainda sei o que ando cá a fazer, podemos ser poucos, mas ainda estamos cá.

Hierarquia?? é impressão minha ou em tudo o que existe no mundo, há uma hierarquia? até na própria natureza, porque será?
Epah e se vocês são contra a igualdade então estamos muito mal, cheira-me que é preferível casos tipo Brasil em que tens as grandes diferenças sociais. Nos defendemos a igualdade enquanto pessoa e não a igualdade de pensamento.

Quanto aos porquês de que tu falas.. são muito simples só não vê quem não quer. Se calhar vocês é que deviam ver o verdadeiro porque. A resposta é simples, isto acontece porque a maioria dos trajados não sabe o que anda a fazer quando enverga o trajo (também não sabem o que é a praxe).

Quanto à hierarquia não é por haver uns que estão num patamar superior que deixam de ser iguais como pessoas. A hierarquia em academismo funciona apenas como no futebol, dentro do mundo académico o recém chegados precisam de alguém que os oriente, tal como no futebol os jogadores precisam de treinador.

E era bom que vocês quando vão responder aos textos, os leiam com atenção para não saltarem palavras ou interpretarem da maneira que mais vos convém o que é aqui dito.


Quanto à vossa experiência.. parece-me ela muito ténue, não é como caloiro de uma academia que te vais conseguir aperceber de como as coisas são realmente. E metam aí a lista das academias por onde vocês já passaram que eu aproveito para vos fazer um favor e vos dizer quais aquelas que vocês não devem ter como referência.

É também engraçado que vocês fazem tanta ideia daquilo contra o que estão a lutar, que num debate público que tive com alguns dos vossos membros, onde penso que estava inclusive um membro da vossa direcção, ninguém me soube responder o que era a Tradição Académica. E onde mais uma vez só se falou de praxe e nada mais, torna-se complicado discutir seriamente o que defendemos desta forma.

Mas sinceramente, eu cada vez que tento participar em blogs, cada vez mais vejo o quão é inútil...

Nuno Thyrs disse...

serraleixo, pelo teu comentário insultuoso devo concluir que a tua preocupação com a praxe é mesmo o ser humano, que não ocorram desigualdades, insultos e maus tratos. A hierarquização para ti é uma aberração, mas tu catalogas as pessoas imediatamente após duas conversas.
Então tenta perceber o que te digo, a nível de Praxe podes ter a certeza que estou muito mais habilitado para falar do que tu. É como aquelas coisas do "ah eu não gosto disso, nunca provei mas não gosto, e até sei que sabe a x". Não fales do que não sabes.

Imagina que eu agora, depois do teu comentário e insulto (os outros eu até deixei passar) fazia a seguinte análise, o ser anti-praxe potencia a falta de educação. Ou melhor ainda, a grande maioria dos que são anti-praxe são mal educados. Ou então formava um movimento anti-anti-praxe porque não gosto de pessoas mal-educadas e insultos. Coerência sabes o que é? E caso não tenhas percebido o meu comentário, a conclusão que te pedia era mesmo essa, apertar-te um bocadinho para tu te espalhares ao comprido. Sabes que as vezes os que mais parecem "bem-falantes" são os que menos formação (não falo de académica mas cívica), e educação acabam por ter...

Passa bem, e podes parar de bater com a cabeça na parede porque a tua credibilidade (que para mim nunca existiu) acabou de ir por agua abaixo...

Que rico exemplo deste a todos (o resto do pessoal do M.A.T.A. deve estar a sentir-se envergonhado e com razão...

Nuno Thyrs disse...

Em relação ao youri e quando me acusa de estar envolvido num homicidio vou dizer-te apenas mais uma vez o seguinte, não existiu homicídio, ninguém foi julgado pelo crime que falas e muito menos condenado. Dizes que no caso da notícia (violação) como ele foi condenado é porque cometeu o crime, então quem não é condenado não o cometeu. Ou mudaste agora de opinião?? Vais argumentar que a faculdade Lusíada foi condenada por ter acontecido algo nas suas instalações (certo, por não ter controle das "alegadas" praxes), e por isso existiu um crime, e eu vou contrapor dizendo que a UMinho não foi condenada pela violação, devemos concluir que ela não aconteceu?? Tu podes falar quando quiseres do caso da violação, está provada? Ok então fala dela, mas não a podes colar à praxe porque ela não aconteceu em ambiente de praxe. Ela aconteceu em ambiente de copos e muita falta de valores isso sim. Já te fiz a pergunta e não me consegues responder. Se a violação tivesse sido de um caloiro para uma doutora era considerado em ambiente de praxe?? Vocês falam, falam, falam, mas não dizem grande coisa...Têm o discurso mecanizado, e não conseguem sequer responder a uma pergunta directa. (acho que a última vez que eu tinha falado neste forum, já o ano passado ficaram 2 perguntas minhas em dois Posts diferentes que nunca obtiveram resposta...)

serraleixo disse...

Vou tentar usar de novo a Lógica contigo, Nuno. Da última vez que tentei falhei, porque és desprovido de racionalidade. Deves entender isto não como um insulto mas antes a constatação de um facto. Se não, vejamos:
- depois do meu comentário, onde descrevia a praxe e falava das duas teses que há sobre praxe realizadas por uma socióla e um antropólogo, apesar de não me conheceres, não saberes o que faço, há quantos anos estou no MATA, há quantos anos observo, leio, penso e escrevo sobre este assunto, dizes «a nível de Praxe podes ter a certeza que estou muito mais habilitado para falar do que tu. É como aquelas coisas do "ah eu não gosto disso, nunca provei mas não gosto, e até sei que sabe a x". Não fales do que não sabes.» É esta a tua lógica e educação.
- Quase nada depois soltas esta: «depois do teu comentário e insulto (os outros eu até deixei passar) fazia a seguinte análise, o ser anti-praxe potencia a falta de educação. Ou melhor ainda, a grande maioria dos que são anti-praxe são mal educados. Ou então formava um movimento anti-anti-praxe porque não gosto de pessoas mal-educadas e insultos. Coerência sabes o que é?» Portanto, a interpretação que fazes daquilo que escrevi é esta... Enfim...
Mas, por hipótese, consideremos vários grupos anti-praxe, espalhados pelo país, constituídos por pessoas que antes de aderirem a esses grupos não demonstravam um comportamento brejeiro. Após algum tempo de fazerem parte e conviverem bastante com as pessoas desse grupo, alguns desses indivíduos começavam a actuar insultuosamente contra outras pessoas, coisa que não tinham feito antes, principalmente quando na companhia de pessoas desse grupo. Mais, até podemos assumir que essas pessoas começavam a ter um comportamento atipicamente agressivo para com outros alheios ao seu grupo, fazendo-os passar por determinadas situações insultuosas e humilhantes. Por exemplo, nos seus blogues. Pessoas que vão aos blogues dos grupos anti-praxe são constantemente humilhadas por pessoas que voluntariamente frequentam esses blogues.
Nestas circustâncias talvez algum sociólogo ou antropólogo pudesse pôr a hipótese de que o convívio em grupos anti-praxe faz com que os indivíduos tenham tendência a comportar-se de um modo insultuoso para com os outros e por vezes até agressivo. O sociólogo ou antropólogo iria então observar esses grupos, descrevê-los, fazer entrevistas individuais, etc, e tentar, à luz do que se conhece do comportamento humano, justificar aquele fenómeno.
Deves ter reparado que a tua afirmação, aquela que transcrevi neste ponto, não é compatível com este raciocínio e é apenas demagógica e que de lógico não tem nada. O meu insulto a ti posso explicar da seguinte forma: depois de já várias tentativas ao longo dos últimos meses de, usando a lógica, tentar informar-te e explicar-te alguns comportamentos que se observam na Praxe tu foste incapaz de fazer o mesmo ao contrariar-me. Depois de várias tentarivas fartei-me e já só me apetee insultar-te. Se calhar seria esta a conclusão a que um antropólogo chegaria ao estudar os grupos anti-praxe.

serraleixo disse...

(cont.)
- Quando respondes ao Youri da seguinte forma:«Dizes que no caso da notícia (violação) como ele foi condenado é porque cometeu o crime, então quem não é condenado não o cometeu.» Revelas, novamente, não saber fazer uso da Lógica. Se um tribunal, depois de pesar as evidências e de ouvir os testemunhos o réu e a vítima e os seus advogados chegar à conclusão de que o réu é culpado, é porque poucas dúvidas existem de que ele seja de facto culpado. Vivemos num sistema judicial que protege afincamente o direito, e bem no meu entender, à liberdade dos indivíduos, condenando-os apenas quando poucas dúvidas restam e absolvendo-os se houver dúvidas quanto à sua culpabilidade.
No caso do Diogo Macedo o que se sabe é que uma jornalista conseguiu, em duas semanas, saber mais do que uma investigação policial. Ouviram-se mais testemunhos e descobriram-se mais factos depois da notícia do que no depois do julgamento. Foi pena a investigação jornalística se ter dado 2 anos depois dos factos ocorrerem e pouco depois do julgamento terminar. Se calhar o resultado deste teria sido diferente...

Nuno Thyrs disse...

serraleixo, deve haver algum equívoco eu não me lembro de ter trocado impressões contigo seja do que fosse, como tal não andas a falar comigo há meses. Mais uma vez como discordo da tua opinião chamas-me de burro. É uma boa postura, quanto a tudo o que disseste a nível da psicologia espreme-se muito, e sumo nada. A minha análise foi no sentido da que vocês fazem. Praxe=violência. Isto porque existem casos pontuais de violência e/ou excesso de praxe. Se vocês podem fazer essa colagem/analogia eu tenho o mesmo direito, nem que seja para vos mostrar (aos que querem perceber) ao lerem a minha, que a vossa está errada. Daí que eu falei na forma hipotética, não afirmei nada.

No caso do Diogo mostras tu clara ignorância. Primeiro não houve julgamento nenhum do caso Diogo que envolvesse a Tuna, ou algum elemento. Existiu uma investigação que acabou arquivada por falta de provas. A Jornalista não descobriu nada que não estivesse no processo.
Tudo o que a senhora que apelidas de jornalista fez foi ouvir novamente as pessoas que ela entendeu, e mais ou menos fora do contexto criar uma história, ignorando até muita coisa que está no processo, e pegando em um ou outro facto presente no mesmo. Todos os factos (e não conclusões) relatados nas reportagens são do conhecimento da PJ que nos ouviu durante muito tempo, e achou não haver matéria para julgamento. Como tal, se não havia sequer dúvida suficiente para se julgar um caso, é porque ele chegaria a tribunal e acabaria mesmo antes de começar. Tudo o resto que não está nos relatos, não é facto provado nem sequer relatado por ninguém. São apenas ideias da jornalista. Tu que acreditas tanto no sistema judicial para o caso da violação, e para a indemnização pedida no caso do Diogo (por não haver controlo nas "alegadas praxes"), porque não acreditas neste caso em que a Tuna sai ilibada sem sequer ter seguido para julgamento? A Justiça só é boa quando de acordo com as nossas convicções ainda que estejam erradas? A jornalista é que deveria ser a investigadora da PJ? Segundo as tuas palavras eu é que sou o irracional lembras-te?

Todos conhecemos o "jornalismo" feito por essa "senhora". E tem o valor que tem. Agora não pensem que ela faz jornalismo de investigação. No caso que eu conheço pelo menos não fez. Fez sensacionalismo, aproveitando-se de uma mãe que perdeu um filho, e que estaria disposta a tudo para ter uma resposta e um culpado (não culpo a mãe como é lógico).

Nuno Thyrs disse...

Para concluir (eu sei que para ti seria escusado este parágrafo uma vez que estás muito dentro do que é a Justiça em Portugal, mas achei melhor fazê-lo) se a tal "jornalista" tivesse descoberto algo de novo, o processo poderia ser reaberto com base no aparecimento de novas provas. Porque não aconteceu isso? Ah já sei porque a Justiça que funciona sempre que te dá razão, desta vez mais uma vez não funcionou!! Eu comecei a ler o teu comentário e até dada altura pensei que estava a falar com alguém que sabia do que argumentava, mas agora tenho a certeza que és mais um que baseado num "conto" da felícia adopta-o como verdade suprema, e sem ouvir mais ninguém fala como se estivesse completamente dentro do assunto. Pois, mas mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo, e tu nos teus comentários acabaste por mostrar que não fazes ideia do que dizes...

Um abraço (ah e podes continuar a chamar-me burro, eu não vou retribuir o cumprimento, sei que nunca entenderias)

serraleixo disse...

(Eu não te chamei burro porque discordo de ti. Chamei-te burro porque até agora tens provado sê-lo e pareces inconsciente disso. Foi portanto um alerta. Sou o ser.r.alves)
Não consegues mesmo perceber a diferença entre dizer que a praxe é um ambiente propício à violência (pois é através da catarse do indíviduo que ele é aceite no grupo) e dizer que a praxe acaba sempre em violência?
Depois de fazer uma descrição e análise do que são as praxes em quase todo o lado, tu dizes que não há sumo. Pergunto-te: é errado dizer que papéis assimétricos providenciam a oportunidade a indivíduos ainda em formação (miúdos de 18/19 anos) de exercerem violência psicológica ou física sobre outros indivíduos (mais novos ainda do que estes) numa condição de fragilidade especial (não conhecem o sítio onde estão nem as pessoas que o rodeiam)? E que essa violência acontece, com maior ou menor gravidade, porque o objectivo catártico da praxe (de dissolução da individualidade de quem é praxado, semelhante a outros rituais de iniciação, entre outras coisas) assim o exige?
Parece-te muito estranho afirmar que, porque a praxe é dotada de uma série de outras características observáveis (rígida hierarquia, autoritarismo, sexismo, homofobia,...), a violência é apenas uma faceta daquela? Podes querer afirmar que a praxe não tem esse objectivo e está mal feita quando tem essas características mas o que acontece, a realidade na maioria dos casos, é que ela expressa essas características. E de uma forma anormalmente superior do que no resto dos fenómenos sociais. Daí ser preocupante. Se a maioria dos miúdos se comportasse daquela forma durante aquele período das suas vidas era mais difícil fazer a relação, mas não...
Sem contrariares nada daquilo que digo, sem apontares onde os raciocínios estão logicamente errados, repetes a mesma ideia (errada segundo a Lógica!). E comparas aquilo que eu digo a "se os anti-praxe me insultam então todos os anti-praxes insultam". É que eu não peguei na unidade para descrever o todo como tu me acusas com essa comparação. A base da minha crítica à praxe é bastante mais lata. Basei-se na sua descrição, observação e comparação com outras situações semelhantes (outras relações de poder-subjugação, por exemplo). Mas tu nunca contradizes (pelo menos com lógica)!! Apenas afirmas que sabes mais do que eu sobre praxe mas não demonstras.

serraleixo disse...

(cont.)
Quanto ao caso do Diogo, apesar de achares que por seres o Super-Tuno na altura dos acontecimentos mais ninguém sabe nada deste caso, bem, é de uma ingenuidade e arrogência extrema. Para além de termos acompanhado o caso desde que se soube do seu conhecimento, mantivémos contacto com a mãe do Diogo e a jornalista. No entanto, é certo que errei ao dizer que o caso tinha ido a julgamento. Nem sempre tenho o caso todo presente na cabeça e tenho muitas vezes de voltar ao arquivo quando me falha. Mas foi muito mais grave do que isso!! Apesar dos indícios levantados pela reportagem da Felícia (os testemunhos demonstram que a Tuna fazia praxes bastante violentas que tu sabes bem, apesar de teres afirmado, por exemplo, que achavas que obrigar alguém a percorrer um caminho de volta a casa nu não é violento) o caso nunca foi a tribunal! A Felícia falou com mais gente do que a Polícia. Isso é um facto. Bem mas já se falou muito desde caso e decerto tu vais repetir tudo que nem uma bobina.
Mas não estava a fazer uma defesa da Justiça que temos em Portugal, mas antes daquilo que sabemos dela. Mais dificilmente alguém vai preso por aquilo que fez do que o contrário. E no caso do Diogo parece que a justiça não fez tudo o que estava ao seu alcance. Foi demasiado na palavra da universidade e a mãe pouco conseguiu fazer para reabrir o processo (que parece que finalmente vai ser reaberto não é? Saiu aí uma notícia há uns tempos a dizer isso. sabes de mais alguma coisa?) Neste caso a tua defesa é a presunção de inocência com base de que o caso nunca foi a julgamento apesar de a reportagem da jornalista ter mostrado que haveria mais a investigar pela polícia e que se calhar haveria material suficiente para o caso ir a tribunal. E, depois, atacas a credibilidade da jornalista como forma de negligenciar as dúvidas que ela levantou. É uma defesa muito covarde a tua.

Mas atenção: Não é provando (não estou a dizer que o fiz) a possibilidade do Diogo ter morrido como consequência das praxes da tua tuna que provo ou não o meu ponto de vista em relação às praxes. É a descrição das praxes relatada por tuninhos e tunos da tua tuna que se encontra na reportagem da Felícia que alimenta a minha opinião. A minha posição é cimentada pelo facto de tu, um dos praticantes daquelas praxes nojentas, defenderes tão acérrimamente que a praxe não é violência mas sim "amor", "paz", "fraternidade" (não dizes literalmente mas quase) e quando sai destes rígidos parâmetros deixa de o ser, como se houvesse uma definição muito vincada do que ela. Mas bem pelo contrário: aquele documento que deveria definir e limitar a praxe (pelo menos é o que se diz invariavelmente nos debates de praxe), o código da praxe, costuma ser um antro de atentados à liberdade e igualdade dos estudantes Varia por vezes de faculdade para faculdade, apenas na descrição do traje e no nome dos degraus da humilhante hierarquia (de besta a dux).

Nuno Thyrs disse...

Eu pedia alguém que comentasse esta afirmação por favor:
"(Eu não te chamei burro porque discordo de ti. Chamei-te burro porque até agora tens provado sê-lo e pareces inconsciente disso. Foi portanto um alerta. Sou o ser.r.alves)"

Eu ainda não insultei ninguém (e imagina as vezes em que alguém merecia que o fizesse, sou constantemente acusado de uma coisa que ninguém nunca provou nem conseguirá, e continuo a manter o nível), tu mudas de nome (sabe-se lá porquê), sabes tudo e ao mesmo tempo enganaste porque não tens o caso muito presente, e ainda tens a lata de me dizer que não me insultas ao chamar burro, porque eu sou mesmo burro?. Como é que alguém com esse discurso pode esperar credibilidade? Alguém que se acha superior ao ponto da sua percepção ser Lei? Eu não preciso de te contrariar em nada do que dizes, tu é que tens que provar as acusações que fazes. Tu e os restantes. Falaste com a Jornalista, e perguntaste-lhe porque não quis fazer a entrevista sem cortes em vez de montagem? Perguntaste porque não me quis ouvir a mim que era o responsável da altura? Perguntaste (ela que é tão rigorosa na informação) quanto tempo o Diogo ficou no Hospital de Famalicão encostado num corredor sem ser atentido? Perguntaste se falou com quem o recebeu em Famalicão, quem o transportou, e se algum deles viu algo que pudesse indiciar que ele foi barbaramente assassinado? Já agora quando estiveres com ela pergunta-lhe porque não recolheu o depoimento do Tio que acompanhou o caso por ser director de Cardiologia do S.João. Se tiveres tempo ainda pergunta-lhe porque seria que quando eu liguei para casa do Diogo e disse que ele tinha tido uma congestão a pergunta que veio do outro lado foi "vocês enervaram-no?", e podes ir fazendo perguntas o dia todo que ela não só não sabe, como não quer saber. Queres também aproveitar para lhe perguntar (ela que é o supra sumo do jornalismo de investigação) como é que alguém pode com um golpe de revista causar tantas mazelas como as que apresentava a autópsia, e já agora como é que durante tanto tempo ninguém viu nenhum indício de agressão no S.João do Porto, e quando a denúncia aparece, miraculosamente ele aparece todo rebentado. E pergunta-lhe quem é que consegue agredir barbaramente (em grupo) alguém, (pontapeando como conclui a médica) sem cair uma gota de sangue, e sem ficarem sequer nódoas negras. (alguém que não o 007 claro). Quando perguntares isto tudo (FACTOS que ninguém pode contrariar) e obtiveres resposta aí sim terás a reportagem completa. Não é a reportagem encomendada. Por acaso ela virou-se contra nós, porque tinha a mesma matéria para se virar contra os médicos, ou o Hospital, ou o médico que se suicidou, ou até a família. Lembrou-se de se virar para a Tuna...

Nuno Thyrs disse...

Quanto ao Tema da Praxe em si, eu já falei que não vou discutir se a Praxe deve ser ou não feita. Eu não vejo maldade nenhuma, vocês vêm eu até aí respeito (não te chamo burro por isso, viste a diferença?). Se reparares sempre que contraponho é porque vocês entram no tema de que a Praxe potencia a violencia. Num enterro da gata alguém comete um crime de violação, e pimba é em ambiente de Praxe e serve logo de bandeira. Ainda ontem li no Jornal que numa Ouriversaria foi violada uma senhora, o que devemos concluir daqui? Que as pessoas violentas são-no em qualquer ambiente? Não claro que não, se calhar ele até estudou e foi a favor da Praxe e aí adquiriu a violência.

Espero que desta vez te tenha dados razões para me insultares com algo mais do que o já habitual "burro". Até para alguém tão inteligente (e se calhar bonito) como tu, começa a ser repetitivo e sem originalidade. Da forma que escreves(parágrafos seguidos em que tu não consegues utilizar uma palavra do uso "corrente" e por isso eu digo que não tem sumo) fico admirado porque não me apelidas antes de asno...

Alguém que leia a nossa conversa, tirará as suas conclusões, se for alguém "neutro" ou pelo menos que se consiga por de fora da polémica das Praxes (seja a favor ou contra), concerteza que ficará confuso sobre quem será a pessoa mais violenta de entre os dois... se o que defende a Praxe ou o que a Ataca. Mas isso também nem me interessa. Tu é que deverias ter um bocadinho mais de cuidado uma vez que representas uma instituição.

Nuno Thyrs disse...

Só mais uma coisinha

"E, depois, atacas a credibilidade da jornalista como forma de negligenciar as dúvidas que ela levantou. É uma defesa muito covarde a tua." eu sou o covarde? Tu acusas pessoas de homicidio sem provas, eu defendo-me e sou o covarde?? Ahh valente...

Como pode o MATA deixar-te continuar a envergonhar a instituição com os constantes insultos gratuitos?? A não ser que sejas tu o chefe (será que o MATA tem hierarquias??não acredito)... Já agora, tem??

serraleixo disse...

Só alguns reparos porque já estou cansado de me repetir:
- Como sabes não acusei ninguém de assassino. Já te disse isso noutras ocasiões. Talvez tenha dito que o mais provável a ter acontecido naquela noite tenha sido o homicídio involuntário do Diogo por parte de alguns elementos da Tuna.
- Voltas a fazer uma comparação inválida entre um assalto numa ourivesaria e a violência a que se assiste na praxe.
- Quanto ao caso do Diogo até já te transcrevi partes do acórdão do julgamento da Lusíada. As notícias da SIC e da Felícia estão neste blogue. Voltas a fazer uma espécie malabarismo com os factos para tentar iludir e confundir quem lê estes posts.
- para insultar alguém não é preciso chamar burro como eu fiz contigo. para isso é suficiente esgotá-lo com uma corrente de demagogia e hipocrisia. Tu que dizes que não vês nada de mal na praxe mesmo sabendo-se o tipo de praxes que se praticavam na tua Tuna...
- se achas que mudei de alcunha por alguma razão especial fica sabendo que foi apenas porque encontrei outro na net que usava a mesma.

Nuno Thyrs disse...

"- Como sabes não acusei ninguém de assassino. Já te disse isso noutras ocasiões. Talvez tenha dito que o mais provável a ter acontecido naquela noite tenha sido o homicídio involuntário do Diogo por parte de alguns elementos da Tuna" então em que ficamos?? Eu não te acuso de seres branco, digo apenas que o mais provável é seres branco. Que discurso é este?? Estás pelo menos a ler o que escreves? Pelo que acabaste de dizer tudo não passa de uma presunção de culpa em vez de inocência...

"- Voltas a fazer uma comparação inválida entre um assalto numa ourivesaria e a violência a que se assiste na praxe." - para mim é tão válida como a colagem que fazem entre a praxe e a violência.

"- Quanto ao caso do Diogo até já te transcrevi partes do acórdão do julgamento da Lusíada. As notícias da SIC e da Felícia estão neste blogue. Voltas a fazer uma espécie malabarismo com os factos para tentar iludir e confundir quem lê estes posts." - Primeiro o julgamento que falas é da Lusiada e não da Tuna ou de algum seu elemento acusado de homicídio. E eu estou a confundir só quem não quer ler. Lê bem o que escrevi. Responde-me a alguma das questões pelo menos...não consegues? TODOS OS FACTOS PRESENTES NA REPORTAGEM ESTÃO REFERIDOS NO PROCESSO. Como tal foram apreciados pela PJ na investigação. Se não há caso não há culpado. Ou como é para nós é ao contrário?? Somos culpados até prova em contrário?

E quanto à última pergunta? Das hierarquias no MATA? Existem?

Nuno Thyrs disse...

E para que não digas que estou a tentar confundir, (argumento utilizado sem grande nexo uma vez que te mostro factos e me respiondes com conjecturações) podemos fazer um exercício mental. Vou deixar alguns factos sem tirar conclusões, e tu depois caso estejas realmente interessado em saber o que aconteceu, hás-de tirar as tuas conclusões, usando a lógica e as reais possibilidades tendo em conta o que está já mais que provado que é verdade...

FACTO: O Diogo chegou à Universidade sem apresentar mazelas visíveis.
FACTO: Entrou no Ensaio como sempre fez, cumprimentou os presentes e os que iam chegando sem que se notasse algo de diferente nele.
FACTO: Foi-lhe ordenado que enchesse uma série de flexões pelos atrasos, e pelo tempo que não aparecia. (cerca de 40 ao longo de vários minutos, em séries de 10), a dada altura à chegada de um dos Tunos, no momento em que o Diogo teria feito 10 flexões, o Tuno cumprimenta-o e ele não se recorda do nome do Tuno, no momento ninguém achou estranho, pensando até que seria brincadeira da parte do Diogo.
FACTO: Enquanto o Diogo fazia flexões, chega outro elemento mais velho da Tuna, pergunta quem está ali, e em jeito de cumprimento, toca (vou repetir, toca) com um desdobrável A4 com cerca de 4 folhas na cabeça (ou pescoço) do Diogo uma vez. O desdobrável é um jornal informativo da Universidade, sem capa rígida. Papel normal de Revista.
FACTO: Depois disto o Diogo dirigiu-se pelo seu próprio pé a uma sala no piso superior onde os pandeiretas ensaiam com o intuito de ele próprio ensaiar. Ninguém detecta nada de anormal no seu comportamento. Ele não comunica a ninguém que quer abandonar, nem mostra que está insatisfeito.

Nuno Thyrs disse...

FACTO: Os restantes estavam a ensaiar na sala ao lado, e outro grupo na sala da Tuna a rever outras músicas.
FACTO: Pelo seu próprio pé dirigiu-se à casa de banho que fica no mesmo piso da sala da Tuna e disse estar a sentir-se mal.
FACTO: Foi ajudado por um colega (caloiro) que acabou por perceber que o Diogo se estava a sentir realmente mal, com sinais de estar com problemas em respirar, com dores na barriga, enjoado.
FACTO: Dá-se o alerta para a Sala da Tuna (5 metros ao lado) que prontamente chama o segurança da Universidade (Bombeiro local) que emite um pedido de uma Ambulância.
FACTO: A Ambulância terá demorado menos de 5 minutos a chegar, o Diogo é transportado pelos maqueiros e com a ajuda do Segurança da Universidade para a Ambulância. Ninguém relata ter visto algo de anormal, o Diogo apresentava-se "intacto", sem sinais de agressão.
FACTO: Diogo dá entrada no Hospital, acompanhado por colegas caloiros.
FACTO: Por estar atrasado eu liguei para um dos elementos da Tuna para que arrancasse com o Ensaio, uma vez que estava a sair de Santo Tirso. É-me comunicado que o Diogo tinha-se sentido mal, a ideia que fica é que por ter jantado há pouco tempo, e ter começado a saltar (com a pandeireta) teria tido uma paragem digestiva.
FACTO: 15 minutos depois da saída do Diogo para o Hospital, chego à Sala da Tuna e inteiro-me do que se passou. Para todos os presentes a ideia que se tratou de uma congestão prevalece.
FACTO: Ligo para um dos caloiros que acompanhou o Diogo ao Hospital, para saber de novidades. Dizem-me que ele está no corredor do Hospital e que o enfermeiro ou médico está a perguntar coisas do tipo:"bebeu", "ingeriu drogas", "é diabético", "alérgico a alguma coisa". Teriam passado 20 a 25 minutos desde que ele foi levado para o Hospital.
FACTO: Achei estranho e dirigi-me ao Hospital.

Nuno Thyrs disse...

FACTO: Ao chegar ao Hospital é-me informado que o estado do Diogo é grave, e que terá de ser transportado para Braga ou Porto.
FACTO: Ligo para casa do Diogo, peço para falar com a irmã, e transmito-lhe que o irmão se sentiu mal no Ensaio, que teoricamente se trataria de uma congestão, mas que o estado evoluiu, ela interrompe-me e pergunta se "nós o enervamos".
FACTO: Os Pais do Diogo chegam ao Hospital, o Diogo entra na Ambulância nesse momento e segue para O S.João no Porto. Vou atrás.
Até aqui ninguém relata ter visto qualquer sinal de violência, e agora um aparte meu, se ele tivesse chegado com sinais de violência as perguntas no Hospital teriam sido por certo outras, se tinha sido acidente, agressão, queda, etc...
FACTO: Entra no Hospital de S.João onde está uma equipa à sua espera. O seu tio é Director da Cardiologia.
FACTO: É operado por lhe ter sido diagnosticada uma ruptura de aneurisma.
FACTO: Abandono o local, depois de a mãe me dizer que não havia nada a fazer a não ser rezar pelo filho.
FACTO: O Diogo fica internado 6 dias no Hospital, supervisionado por uma equipa de neurologistas, e pelo próprio Tio, e acompanhado pela família.
FACTO: Diogo falece quando se tenta a prova de vida.

Nuno Thyrs disse...

Em toda esta evolução de acontecimentos, ninguém em tempo algum vislumbra qualquer tipo de marca no corpo do Diogo. Enfermeiras que o limparam, família que o acompanhou, etc.

Já depois disto e no funeral que foi interrompido, FACTO: o tio cardiologista fala connosco e diz-nos que se trata de um equívoco, já que a morte do Diogo foi um acaso infeliz da Natureza, que lhe poderia ter acontecido a jogar ténis, a tomar banho, etc...

Agora seeralves serraleixo ou qualquer outro tipo de nome que tenhas, dá-me uma explicação para que depois da denúncia, apareçam uma série de escoriações, uma vértebra partida, um testículo perfurado, sendo que não existia uma pinga de sangue (outro facto) na roupa do Diogo, nem no local.

Tudo o que foi dito depois é pura especulação. A autópsia feita é algo que não compreendo tendo em conta tudo o que foi já dito antes. Então a explicação dada pela médica legista deixa-me boquiaberto. Ele foi espancado violentamente, como se fosse pontapeado no chão por um grupo, ou então terá sofrido uma série de quedas. Qualquer uma das hipóteses é contrariada pelos factos provados e relatados anteriormente.

Pensa que se calhar a PJ não andou com o caso por ele estar muito mal contado, por haver graves "buracos" na análise da autópsia. Não seria verosímel que alguém violentamente agredido, ou com tais escoriações desse entrada num hospital, fosse assistido, operado, limpo, e observado sem que nenhuma das feridas se tivesse manifestado, ou mesmo sido vista.

Como vês não estou aqui para confundir, mas sim para relatar FACTOS.

Agora, depois de leres isto, da mesma forma que tens capacidade para me insultar, gostava que a tivesses para me dizer como seria possível ele ter sido morto à pancada tendo em conta o que foi acontecendo. Mas não te refugies em nada, dá-me apenas a tua opinião. Se fores capaz. Obrigado

serraleixo disse...

Eh pá, tu queres mesmo é discutir o caso do Diogo. Mas por favor não vamos repetir tudo outra vez. Já foram vários os posts e comentários que fizemos. discutimos os factos. vimos as conclusões a que chegou o tribunal no caso da Lusíada. ouvimos e lemos as reportagens que há sobre isto. sabemos das declarações do Juiz que relata a amnésia geral das testemunhas ouvidas como um muro de silêncio,... e os teus factos, têm muito que se lhe diga...

Quanto às comparações que tu fazes, as minhas, em relação à praxe, são feitas com base em mais do que pura especulação e ironia.

Nuno Thyrs disse...

Como podes ver, não és capaz de dar uma opinião tendo em conta os factos provados e que constam no processo. Quem puxou o assunto do Diogo não fui eu. E quanto ao Julgamento da Lusíada também já te disse que foi julgado a responsabilidade da Universidade apenas, referente a um "alegado" crime que não foi sequer provado por não se tratar desse facto que o tribunal teria que julgar. Ou seja condenou-se a Universidade porque não conseguiu controlar ou evitar "ALEGADAS" actividades como a praxe que PODERÃO ter estado na causa da morte do Diogo. Não queiras dar a volta ao texto. Já te disse mas não queres entender, que seria o mesmo que julgar um Centro Comercial por ter existido um crime dentro das suas instalações, sem que se provasse que o crime em si existiu... Acho que quem leu até aqui percebeu que a tua missão não é pelo esclarecimento. E ainda me acusas a mim. Eu dei-te factos PROVADOS e que estão no processo, tu rodas o porco à medida daquilo que te convém, dás crédito a uma jornalista do momento, sensacionalista que o que quer é polémica, e não ouves (ou sequer desmentes) algo daquilo que eu referi como facto. Desmentir era impossível uma vez que é a mais pura das verdades. Fala com a mãe do Diogo e pergunta-lhe se ela no tempo que o acompanhou viu ou ouviu falar de alguma das feridas... Se ela for honesta (como tenho ideia que sim) não poderá dizer que viu.

E aqui esbarrou toda a "pretendida" acusação.

Já agora e quanto ao MATA, tem Presidente, etc? Hierarquias? Acabaste por não me responder... E no teu emprego, todos têm o mesmo poder? Não há categorias? Um estagiário tem o mesmo poder que alguém com muita mais experiência? Pela tua aversão às hierarquias concerteza que não...

serraleixo disse...

A discussão daquilo que tu dizes que aconteceu naquela noite aconteceu noutros posts e comentários.
A discussão de se o tribunal considerou provado ou não se a morte do Diogo foi devida às praxes que sofreu também já foi discutido. Deu até origem a um post com transcrições do acórdão.
Este acórdão foi-nos enviado pela mãe do Diogo, na altura em que se discutia neste blogue o resultado desse caso no tribunal. Ela própria veio a este blogue e deixou os seus comentários.
Novamente a comparação da morte do Diogo com uma morte num centro comercial é descabida, conhecendo o que se conhece do caso. Mas confesso que não estou com vontade de voltar a desmontar aquilo que tu dizes, pegando no acórdão e nas várias reportagens (uma delas televisivas e onde se vê várias pessoas a falar), emails, etc, outra vez. Das últimas vezes revelou-se uma perda de tempo pois tens um raciocínio circular e raramente compreendes o que te dizem. Confesso: estou cansado de te aturar.

A confusão entre hierarquias verticais e horizontais é típica e não me apetece tê-la contigo uma vez que já provaste repetidamente não saber fazer uso da Lógica.
Mas aqui fica: O MATA não tem presidentes, nem secretários nem nada dessas coisas que de pouco servem. Há alguns exemplos de organização social deste tipo e que funcionam bem. Sugiro-te que vejas o documentário 'The Take' da Naomi Klein ou o "sensacionalista" 'Capitalismo, uma história de amor', do Michael Moore, por exemplo. Ou o The Corporation.

Ruca disse...

Nuno: «Eu pedia alguém que comentasse esta afirmação por favor:
"(Eu não te chamei burro porque discordo de ti. Chamei-te burro porque até agora tens provado sê-lo e pareces inconsciente disso. Foi portanto um alerta. Sou o ser.r.alves)"»

serraleixo: «para insultar alguém não é preciso chamar burro como eu fiz contigo. para isso é suficiente esgotá-lo com uma corrente de demagogia e hipocrisia.»

Francamente, mesmo que seja ou não verdade, chamar burro num local onde existe uma suposta troca de ideias, é um bocado falta de civismo. Ás tantas trajaste, praxaste e nem deste por isso..
Depois temos essa bela palavra demagogia, eu ia jurar, que essa é a palavra da moda no mundo da política. Porque será que ando a ver termos deste género tantas vezes por aqui?



serraleixo: «E que essa violência acontece, com maior ou menor gravidade, porque o objectivo catártico da praxe (de dissolução da individualidade de quem é praxado, semelhante a outros rituais de iniciação, entre outras coisas) assim o exige?»

«parece-te muito estranho afirmar que, porque a praxe é dotada de uma série de outras características observáveis (rígida hierarquia, autoritarismo, sexismo, homofobia,...), a violência é apenas uma faceta daquela?»

Não merecem comentários estes dois excertos..


serraleixo: «E comparas aquilo que eu digo a "se os anti-praxe me insultam então todos os anti-praxes insultam". É que eu não peguei na unidade para descrever o todo como tu me acusas com essa comparação.»

Eu ia jurar que é o que vocês andam a fazer desde à uns anos a esta parte.



serraleixo: «A base da minha crítica à praxe é bastante mais lata. Basei-se na sua descrição, observação e comparação com outras situações semelhantes (outras relações de poder-subjugação, por exemplo).»

fala-me do que há de semelhante com praxe por aí.


serraleixo: « como se houvesse uma definição muito vincada do que ela.»

por acaso há...


nuno: «Como pode o MATA deixar-te continuar a envergonhar a instituição com os constantes insultos gratuitos?? A não ser que sejas tu o chefe (será que o MATA tem hierarquias??não acredito)... Já agora, tem??»

serraleixo: «Mas aqui fica: O MATA não tem presidentes, nem secretários nem nada dessas coisas que de pouco servem. Há alguns exemplos de organização social deste tipo e que funcionam bem. »

eu quase que meto as mãos no fogo em como ouvi falar que tinham uma direcção. Mas pode ser falha de informação minha admito.


serraleixo: « Voltas a fazer uma comparação inválida entre um assalto numa ourivesaria e a violência a que se assiste na praxe.»

Para bom entendedor meia palavra basta, como se costuma dizer..



Já agora, realmente é verdade, perguntas que eu fiz e outras pessoas fizeram, ficaram perdidas por este blog e por auditórios, por toda a eternidade.


P.S: Peço desculpa por não comentar tudo, mas alguns assuntos passaram-me ao lado e outros simplesmente não estou dentro do assunto não os comento. Já agora os srs do MATA deviam fazer o mesmo.

Nuno Thyrs disse...

Serralves, para não cansar a tua beleza, vou apenas comentar mais uma das tuas célebres e já costumeiras frases prepotentes e arrogantes...

"Das últimas vezes revelou-se uma perda de tempo pois tens um raciocínio circular e raramente compreendes o que te dizem." - Vou-te lembrar que sou a pessoa melhor informada a este respeito. Conheço TODOS os envolvidos no caso desde o Diogo à advogada enviada para Famalicão para o julgamento. Acompanhei o caso desde o início e não desde que uma "jornalista" pegou nele por não existirem escândalos em Portugal e precisar de trabalhar. Conheço todos os que estavam na sala nesse dia, falei com o Tio do Diogo, o Inspector da PJ, Os Pais do Diogo, a irmã do Diogo, e acima de tudo por me dizer respeito directamente, tentei sempre saber tudo ao pormenor. Tanto na investigação da PJ como no julgamento da Lusiada. E tu tens que me explicar alguma coisa? Se calhar devias ouvir mais do que falas, porque se alguém está em posição de perceber alguma coisa és tu. Por isso te tentei explicar que o que foi julgado em Famalicão foi um caso à parte do alegado "crime". Ninguém foi ouvido para esclarecer o que se passou nessa noite, mas para falar de Praxes. Ninguém foi constituido arguido mas sim ouvido como testemunha. A Acusação era de que a Universidade tinha responsabilidades na morte do Diogo, e não de que a Tuna o assassinou. Mas tu não queres entender e eu compreendo porquê. Não é essa a tua missa. Tu não queres perceber nem sequer compreender, porque tens que continuar a tua luta contra a maldita Praxe, que tu próprio mostras a toda a gente em 3 linhas conseguires fazer muito pior e só a escrever. Temos de ser coerentes. Como podes acusar a praxe de ser violenta e humilhante e de seguida ter a postura arrogante, prepotente e insultuosa que nos mostraste? E quando te chama a atenção por estares a insultar respondes que não estás a insultar mas a constatar um facto. Esta foi da frases mais ridículas e pobrezinhas que ouvi (li), e sim veio da boca de quem defende os oprimidos. e para finalizar a melhor de todas:
" Confesso: estou cansado de te aturar." Tu andas há anos a esta parte a rotular a Tuna de assassina (minto, pelas tuas próprias palavras, responsáveis por um homicídio involuntário), e ainda te sentes no direito de estares cansado de me aturar? A mim que NUNCA TE INSULTEI, e apenas tento mostrar às pessoas pormenores do caso que ninguém quer saber por não causar polémica? Ai tu é que estás cansado de me aturar? Não me pareces muito sinceramente pessoa com formação cívica suficiente para discutir casos que envolvam violência, sendo tu o que mais a pratica.

Olha eu não estou cansado de te aturar, porque de cada vez que falas dizes coisas que só te ficam mal a ti e à instituição. Eu nem preciso de te insultar, tu próprio fazes isso. COmo tal, e como não me vão calar no que toca ao caso do Diogo, eu hei-de falar SEMPRE. E não é alguém com discurso ensaiado, sem argumentos e acima de tudo que não ouve, que me vai cansar.

Talvez daqui por uns meses apareça aí um Ser.r.ano e voltemos à discussão :)

omeutrajeestáparalavar disse...

Viva!

Bem, eu costumava trajar, praxar e violar caloiros, mas entretanto abri os olhos e dei-me conta da triste realidade em que vivia e da besta energúmena que era por fazer tais atrocidades aos caloiros. venho assim perguntar-vos se há alguma linha de apoio ou terapia que me possam recomendar? é que não tarda começa o próximo ano lectivo, pejado de caloirinhos fresquinhos e eu tenho medo que os meus instintos animais falem mais alto e entre aí numa saga funesta de violações (sim, também sei usar palavras caras portanto, como podem ver, sou uma mais valia para este grupo).

se calhar é melhor queimar já o meu traje académico e pintar aí umas paredes só para me começar a habituar, não?

omeutrajeestáparalavar disse...

ah, esqueci-me de referir (só para verem o quão grave é o meu estado e avaliarem a melhor maneira de me salvar) enquanto li as ideias deste blog berrei e gesticulei que nem um animal indefeso, ferido no seu orgulho!

é só para verem como o meu caso é grave.

e já agora, onde é que eu posso arranjar panfletos vossos? é que são bem giros...

omeutrajeestáparalavar disse...

O CALOIRO É UM BICHO
QUE DESLIZA NO ORVALHO
DÁ CURVAS A 120
AH CALOIRO DO C******!!!

(não consigo parar!! ajudem-me!!)

omeutrajeestáparalavar disse...

já agora, sr. serra aleixo... olhei-me agora ao espelho e reparei numa ligeira assimetria na minha pessoa...parece que o lado direito pende mais que o esquerdo. como não pude deixar de reaparar, o sr. parece ter alguns conhecimentos em assimetria. será que me podia dar uma ajuda?

serraleixo disse...

Pronto, Nuno, conseguiste. Arranjei um tempinho, fiz uma pesquisa aqui no próprio blogue e os posts que fizemos sobre o caso que encontrei foram os seguintes (por ordem do mais antigo ao mais recente):
- 27.10.2008: http://blogdomata.blogspot.com/2008/10/famlia-de-diogo-macedo-quer-reabrir-o.html (Mãe quer reabrir o processo)
- 22.06.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/06/provado-que-aluno-morreu-durante-praxe.html (notícia sobre o julgamento)
- 26.09.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/09/mais-uma-faculdade-responsabilizada-por.html (notícia do resultado do julgamento)
- 27.09.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/09/cominucado-de-imprensa-sobre-decisao-do.html (Comunicado de Imprensa do MATA)
- 30.09.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/09/vale-pena-recordar-investigacao-da.html (Reportagem da Felícia Cabrita, no Sol)
- 16.10.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/10/grande-reportagem-investigacao-sobre.html (Grande Reportagem SIC)
- 18.10.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/10/mae-de-diogo-macedo-vai-requerer-re.html (Mãe de Diogo reabre processo)
- 18.11.2009: http://blogdomata.blogspot.com/2009/11/ainda-sobre-decisao-do-tribunal-no-caso.html (excertos do acórdão)
Apenas algumas transcrições destes posts:
- No entanto, segundo adiantou ao PÚBLICO a advogada Sónia Carneiro, o que a família espera é que no decurso desta acção surjam novos elementos que permitam reabrir o processo-crime que o Ministério Público (MP) arquivou, em Janeiro de 2004, por incapacidade de determinar quem foram os responsáveis pelas agressões que acabaram por provocar a morte de Diogo Macedo.
"Houve uma investigação criminal, que durou três anos, mas que se mostrou inconclusiva porque o Ministério Público conseguiu determinar que o Diogo foi vítima de agressões mas não conseguiu apurar a autoria dessas agressões", recorda Sónia Carneiro, dizendo-se convencida de que "a investigação ficou aquém do que poderia ter ido".
Porque não têm "capacidade investigatória para apurar novos elementos", os advogados da família decidiram, em Janeiro de 2007, avançar com a acção cível agora em julgamento, esperando que, sete anos volvidos, "as testemunhas consigam 'lembrar-se' do que aconteceu durante a praxe".
O muro de silêncio que se criou entre os elementos da tuna da Lusíada, terá sido um dos entraves ao processo. Na sessão da passada quinta-feira, o próprio juiz largou um desabafo acerca da "impossibilidade de quebrar o muro de silêncio" em torno daquela morte. De facto, as três testemunhas ouvidas continuam a afirmar-se incapazes de descrever o que se passou na noite em que Diogo foi praxado. "Há uma espécie de amnésia...", lamenta Carneiro.
- Houve um inquérito, ouviram-se testemunhas (estavam 19 pessoas no edifício onde o jovem perdeu os sentidos antes de ser transportado para o hospital), a polícia tinha suspeitos. Aliás, um colega de Diogo chegou a ser constituído arguido. Mas, em 2004, o Ministério Público (MP) concluiu que era impossível "imputar à acção de qualquer pessoa concreta" a produção das "lesões traumáticas crânio-encefálicas e cervicais" que determinaram a morte do jovem de 22 anos.

serraleixo disse...

(cont.)
- do acórdão: 52. A morte de Diogo foi consequência adequada, directa e necessária de actos violentos a que na noite do dia 8 de Outubro, nas instalações referidas em 51. supra, foi sujeito, nomeadamente de uma pancada, por pessoa não identificada, que lhe causou traumatismo crânio encefálico e cervical.
(...)
54. Os pais do falecido Diogo (...) foram confrontados com o facto deste ser desumanamente tratado e de estar a ser submetido a práticas violentas, algumas das quais (nomeadamente as que sofreu na zona da nuca/cervical - na zona traumatizada) acabaram por causar a sua morte. Em nome da "praxe" foi o mesmo sujeito a práticas violentas, estas permitidas por falta de controlo pela Universidade (...)
(...)
56. Depois de estarem disponíveis os resultados da autópsia que evidenciavam uma enorme probabilidade de morte com intervenção alheia, não existiu qualquer reacção, não foram tomadas quaisquer providências para investigar o caso e apurar o que efectivamente aconteceu, por parte da Ré.
57. Se a Ré controlasse as práticas praxistas dentro das suas instalações, impedisse que a agressividade física e psicológica dominasse, o Diogo não teria sido sujeito a humilhação, a vergonha, nas mesmas e teria contribuído para que a sua morte não tivesse ocorrido.

Nuno Thyrs disse...

Serraleixo tu acreditas em tudo o que lês desde que seja contra a Tuna, eu compreendo. Para que percebas (sei que nunca irá acontecer) vou repetir pela enésima vez aquilo que já te disse.

No julgamento em Famalicão do qual eu fui testemunha (mais alguns Tunos foram testemunhas da Universidade e alguns da mãe do Diogo), falou-se de praxe, do apoio que a Universidade dá à Tuna, e do acompanhamento que fez na altura do caso Diogo (apenas do que fez depois da noite em causa). Foi disto que se falou. Não se falou da noite em que o Diogo foi hospitalizado. Porque não era sequer isso que estava a ser analisado. Daí que eu fico admirado quando o Juiz fala em "muro de silêncio". Deve ter lido em alguma revista o termo, já que no Julgamento que ele presidiu falou-se de tudo menos da noite em si. A mim fez-me 3 perguntas (ou melhor, fez 3 afirmações) sobre o tipo de praxes realizadas pela Tuna (algumas a que o Diogo nem sequer assistiu), ás quais eu respondi com "desculpe sr dr juiz, eu fiquei sem perceber onde estava a pergunta. É apenas para dizer sim ou não? E o mais estranho é que ele apenas ia fazendo afirmações sem precisar da minha resposta..."

Nuno Thyrs disse...

E mais, a pancada na zona cervical que o Juiz fala foi a que já se falou aqui da revista. Caricato como um Juiz diz que um toque com uma revista pode causar um traumatismo daquele feitio. Mais ainda como poderia o Diogo continuar a deslocar-se pelo próprio pé, uma vez que o toque da revista acontece ainda antes de o Diogo se ter deslocado à sala de cima e depois descido para a casa de banho. E mais, a pessoa que deu com a revista está mais do que identificada, tanto no Processo da PJ como no tribunal. E ainda se segundo o Juiz, a pessoa não foi identificada porque teria que ser alguém da Tuna? Existiam mais pessoas na Universidade (também já te disse isto muitas vezes)

Em suma, no que toca ao Julgamento, foi pedido pela mãe do Diogo uma indeminização pela morte do filho à Universidade. O Juiz julgou a responsabilidade da Universidade partindo do princípio (errado) de que o crime aconteceu (coisa que não ficou provado antes). Não se julgou o crime em si. Nem se podia porque não era o que pedia a mãe. Quanto aos novos dados, já ouço isso há muito tempo. Na altura em que o processo foi arquivado pedimos ao Advogado da Universidade para que se movimentasse no sentido de o reabrir, já que não queríamos estar a ser constantemente atacados por pessoas que por não terem carácter acusam os outros sem provas, e foi-nos dito que seria impossível já que os factos não mudaram, não havia novas provas etc. Como tal não me parece que agora caiam novos elementos do céu. Deste julgamento digo-te que não cairam porque nem se falou da noite praticamente. Para que percebas que nem se falou do tema, todos os que poderiam ser indigitados como arguidos nem sequer foram ouvidos. Acho que foram ouvidos apenas 3 elementos que estavam lá na noite de 8 de Outubro antes da ida do Diogo para o Hospital.

Claro que o facto de o advogado da família ser o João Nabais evidenciou à partida para que lado o Juiz estava a cair. E isso vê-se claramente nas conclusões que ele tira e transcreve para o acordão.

Ele conclui que existe um muro de silêncio quando no julgamento nem se falou do crime (o advogado de defesa nunca iria deixar o Julgamento sair do propósito que tinha).
Concluiu que a Universidade tem responsabilidade por não controlar as praxes que alegadamente causaram a morte, sem que esteja em primeiro lugar provado o que lhe causou a morte, ou quem cometeu o alegado crime.

Acusa inclusivé a Universidade de não investigar o caso quando soube do caso da Autópsia quando nesse mesmo momento decorria o inquérito da PJ, ou seja, a Universidade é que teria que fazer o papel da Polícia.

Curioso que tens como verdade absoluta tudo o que seja dito pelos que acusam a Tuna, e os factos que existem e que a ilibaram, para ti são apenas forma de confundir.

Fico à espera dos dados novos, e da acusação que falas há muito.

Ah e mais uma vez não me deste a tua conclusão em relação aos factos que eu te apresentei.

É tão confortável acusar sem provas, e nem se dar ao trabalho de ler o que os outros escrevem em sua defesa não é?

serraleixo disse...

É incrível a quantidade de factos de que tu te esqueces... Mas como já te disse há vários posts com vários comentários, onde já discutimos os factos. Não vou repetir nada.
Noto que preferes acusar a advogada, o juiz, a jornalista, o médico que levanta a suspeita de praxe violenta e que pede a autópsia que revela os factos, de criarem um complot contra a tuna. Chegaste até a dizer, nos comentários de outros posts, que se calhar as lesões que ele sofreu aconteceram no hospital, provavelmente por negligência médica, ou dos auxiliares ou dos enfermeiros, esquecendo-te então de explicar porque motivo teria ido ele para o hospital.
Mas esqueces-te sempre de alguns dos factos principais:
- ele terá sido espancado (e não a hipótese dada por absurdo pela médica legista de múltiplas quedas; ninguém dá múltiplas quedas, isto é, ninguém cai, parte-se todo, volta-se a levantar, não pede socorro, volta a cair e dirige-se para a casa de banho sem dizer nada) entre as 22h30 e as 22h45 dentro da universidade.
- o único motivo de discórdia que ele poderia ter tido com alguém seria com elementos da Tuna a respeito da sua vontade de saída.
- ele era praxado repetidamente há 4 anos sem progredir na hierarquia da tuna como seria suposto, e por isso queria abandonar a tuna.
- ele não tinha intenções de se dirigir ao ensaio, excepto quando recebeu o telefonema ainda em casa.
- as praxes da tua tuna são conhecidas e tem um grau de violência e de abuso psicológico e físico não desprezáveis.
- os médicos não terem procurado por sinais de violência no corpo do Diogo quando este chega ao hospital talvez se tenha devido ao facto de todos os que o acompanhavam sugerirem que talvez fosse uma congestão. Mesmo que os tivessem visto poderiam não ter dado importância. De qualquer forma, as marcas só notariam mais tarde e se alguém as procurasse. E a médica legista procurou.
- o muro de silêncio e amnésia relatado pelo juiz e uma certa sincronia nas histórias contadas pelas testemunhas ouvidas pela polícia. Dizes que o juiz não te perguntou nada sobre os acontecimentos naquela noite mas isso deve-se talvez ao facto de não estares lá na altura desses acontecimentos.
...
Depois de se saber destes factos o que queres que se pense?

Nuno Thyrs disse...

"Chegaste até a dizer, nos comentários de outros posts, que se calhar as lesões que ele sofreu aconteceram no hospital, provavelmente por negligência médica, ou dos auxiliares ou dos enfermeiros, esquecendo-te então de explicar porque motivo teria ido ele para o hospital." - Ele entrou no Hospital de S.João do Porto com uma ruptura de aneurisma, tu leste alguma coisa do processo ao menos? é que nota-se que não.

"ele terá sido espancado (e não a hipótese dada por absurdo pela médica legista de múltiplas quedas; ninguém dá múltiplas quedas, isto é, ninguém cai, parte-se todo, volta-se a levantar, não pede socorro, volta a cair e dirige-se para a casa de banho sem dizer nada - então repara no teu discurso, a médica legista dá duas hipóteses como válidas, e tu agarraste a uma, e dizes que a outra é ridícula. Então ninguém cai várias vezes e acaba por ir para a casa de banho pelo seu pé sem dizer nada? Concordo contigo. Mas ser espancado, com uma vértebra partida e poder ir pelo seu pé sem dizer nada para a casa de banho já é possivel? Tu és artista mesmo) entre as 22h30 e as 22h45 dentro da universidade.

"ele era praxado repetidamente há 4 anos sem progredir na hierarquia da tuna como seria suposto, e por isso queria abandonar a tuna." - se ele quisesse sair da Tuna não faria nenhuma flexão e muito menos iria ao ensaio, essa ideia de que ele recebeu um telefonema de alguém da Tuna para lhe fazer mal é no mínimo ridícula.

"as praxes da tua tuna são conhecidas e tem um grau de violência e de abuso psicológico e físico não desprezáveis." - fala alguém para quem pintar é violento. As praxes da minha Tuna são iguais a todas as praxes em todas as tunas. Tu é que acreditas em tudo o que ouves e é ofensivo às Tunas. Normal.

"os médicos não terem procurado por sinais de violência no corpo do Diogo quando este chega ao hospital talvez se tenha devido ao facto de todos os que o acompanhavam sugerirem que talvez fosse uma congestão. Mesmo que os tivessem visto poderiam não ter dado importância. De qualquer forma, as marcas só notariam mais tarde e se alguém as procurasse. E a médica legista procurou." - outra vez errado. Não é possível ocultar marcas por uma semana. Ele esteve uma semana internado. Uma mãe nunca repararia num golpe num sobrolho ou lábio? Não reparariam os médicos que ele tinha contusões múltiplas ao lavá-lo? Ou também alinhas pelo que já ouvi, que quem lhe inflingiu as agressões fê-las de forma cirúrgica de forma a que não se vissem em vida?? - és realmente artista.

"o muro de silêncio e amnésia relatado pelo juiz e uma certa sincronia nas histórias contadas pelas testemunhas ouvidas pela polícia. Dizes que o juiz não te perguntou nada sobre os acontecimentos naquela noite mas isso deve-se talvez ao facto de não estares lá na altura desses acontecimentos."- nem a mim nem a nenhum dos que foi ouvido. Falou de praxe mas não daquele dia, não apurou nada desse dia. Assim sendo o porquê da expressão que até a Cabrita utilizou curiosamente?

"Depois de se saber destes factos o que queres que se pense?" - como podes ver eu pego nas tuas frases e dou ARGUMENTOS. Tu nem as minhas lês. Meu amigo, não podes acusar ninguém sem provas, e tu insistes em acreditar nas partes que te interessam e esqueces as outras. Eu vejo as duas e digo-te que uma não seria possível, porque existe um facto que a contraria. Tu dizes que poderia ter acontecido isto, sem provas...

serraleixo disse...

Que cansativo que tu és...
- Julgou-se que era um aneurisma pois todos diziam que ele estava mal disposto, provavelmente seria uma congestão, sintomas que aparecem também com os aneurismas. A causa de morte só foi determinada com a autópsia, e esta não revela nenhum aneurisma. E disto é que tu devias falar. Não daquilo que se julgava que era.
- Obviamente se tivesse sido espancado não conseguiria ir pelo seu pé para a casa de banho. Mas não é isso que sugiro como deverias ter percebido. Sugiro que se foi espancado provavelmente deixaram-no na casa de banho para ele se desenrascar ou arrastou-se até lá. Se foi espancado por alguém conhecido e com a cumplicidade do que os rodearam provavelmente também não pediria socorro. Não sabemos se foi ou não espancado, ou se foi praxado violentamente. Mas tudo aponta nessa direcção. É claro que se as mazelas não eram intencionais (consistente com homicídio involuntário) os provocadores dessas mazelas poderiam-no transportar à casa-de-banho, num acto súbito de consciência.
Relativamente à hipótese de múltiplas quedas, não compreendes que por vezes se dá uma hipótese por ridículo para salientar a hipótese mais provável? A única hipótese que ainda se sugere como causa de múltiplas quedas que pudessem provocar algumas das lesões encontradas seria no decorrer do ensaio. Mas tu próprio, em testemunho, afirmas que tal não seria possível. Descarta-se desta forma a remota hipótese de múltiplas quedas.
- Só se procuram sinais de violência se houver indícios disso. E ninguém, dos que acompanhavam o Diogo e estavam com ele no ensaio, apontou aos médicos e aos pais que pudesse ter sido isso. A congestão ganhava vozes em uníssono e os médicos procuraram por um aneurisma.
Mas só se veria um sobrolho rasgado se lhe tivessem batido na cara com intencionalidade. Os espancamentos podem ter sido no decorrer de uma praxe violenta onde não seriam feitos de uma forma continuada mas sim à vez. Poderiam ter sido assim evitadas, de forma não premeditada, zonas do corpo mais susceptíveis de apresentar marcas que evidenciassem sinais de violência.
As agressões de forma cirúrgica foram sugeridas por ti e pelo Komuna mas por mais ninguém. Porquê?
- Então e o médico que levantou a suspeita de praxe violenta e pediu a autópsia? Não queres falar disto?
- Isto não é incompatível com os factos que tu apontas.

Nuno Thyrs disse...

Eu é que sou cansativo?? Tu rodas o porco e não lês nada do que eu escrevo...

"Julgou-se que era um aneurisma pois todos diziam que ele estava mal disposto, provavelmente seria uma congestão, sintomas que aparecem também com os aneurismas" se pensavas ser médico tira o cavalinho da chuva. Os médicos analisaram-no e encontraram um caso clínico de AVC, provocado "teoricamente" pela rutpura de um aneurisma. Ele foi inclusivé operado no próprio dia por essa mesma razão. Um acidente vascular cerebral.

"Obviamente se tivesse sido espancado não conseguiria ir pelo seu pé para a casa de banho. Mas não é isso que sugiro como deverias ter percebido. Sugiro que se foi espancado provavelmente deixaram-no na casa de banho para ele se desenrascar ou arrastou-se até lá. Se foi espancado por alguém conhecido e com a cumplicidade do que os rodearam provavelmente também não pediria socorro. Não sabemos se foi ou não espancado, ou se foi praxado violentamente. Mas tudo aponta nessa direcção. É claro que se as mazelas não eram intencionais (consistente com homicídio involuntário) os provocadores dessas mazelas poderiam-no transportar à casa-de-banho, num acto súbito de consciência." - a esta parte nem vou fazer grande comentário, na tua opinião ele foi espancado barbaramente e colocado na casa de banho para depois alguém o encontrar? Ele estava rodeado de amigos, e se tu não sabes o que isso quer dizer (com esse feitoo não é dificil perceber) pergunta a alguém que te explique. Estão 20 pessoas nas imediações, ele seria espancado até à morte e TODOS iriam entrar na brincadeira, e depois ter um acesso súbito de consciência, mas ao mesmo tempo ninguém se descartaria em tribunal. Falas de um grupo da Máfia??

"Relativamente à hipótese de múltiplas quedas, não compreendes que por vezes se dá uma hipótese por ridículo para salientar a hipótese mais provável? A única hipótese que ainda se sugere como causa de múltiplas quedas que pudessem provocar algumas das lesões encontradas seria no decorrer do ensaio. Mas tu próprio, em testemunho, afirmas que tal não seria possível. Descarta-se desta forma a remota hipótese de múltiplas quedas." - agora vou ser obrigado a dizer que caíste no ridículo. Então como eu afirmo que seria impossível as quedas tu tomas isso como certo e excluis a possibilidade. Mas tudo o resto que eu digo ser impossível tendo em conta o que sei, tu ignoras. Afinal em que ficámos? Que lógica é esta de discurso?

Nuno Thyrs disse...

" Só se procuram sinais de violência se houver indícios disso. E ninguém, dos que acompanhavam o Diogo e estavam com ele no ensaio, apontou aos médicos e aos pais que pudesse ter sido isso. A congestão ganhava vozes em uníssono e os médicos procuraram por um aneurisma." - espera lá uma congestão leva à procura de um aneurisma?? E tendo em conta as mazelas descritas na autópsia por muito que os médicos não procurassem teriam obrigatoriamente que as encontrar. Isto digo eu desde o início, mas tu não queres ler...

"Mas só se veria um sobrolho rasgado se lhe tivessem batido na cara com intencionalidade." nesta eu até me ri. Dizes portanto que o sobrolho só seria visto rasgado se fosse com intencionalidade? Ou seja nos acidentes os rasgos não se vêm? Tu tens a certeza que leste ito antes de publicar?

"Os espancamentos podem ter sido no decorrer de uma praxe violenta onde não seriam feitos de uma forma continuada mas sim à vez. Poderiam ter sido assim evitadas, de forma não premeditada, zonas do corpo mais susceptíveis de apresentar marcas que evidenciassem sinais de violência." - a tal teoria do grupo da Máfia que até sem querer, bate apenas em zonas que não vão apresentar marcas. Quer dizer na primeira semana não apresentam, e só se revelam depois da morte.

"As agressões de forma cirúrgica foram sugeridas por ti e pelo Komuna mas por mais ninguém. Porquê?" seria a única hipótese de alguém ter sido barbaramente espancado e ninguém ter visto as feridas. Não compreendes que por vezes se dá uma hipótese por ridículo para salientar a hipótese mais provável? E quem te disse que apenas os dois falamos nisso? Como te digo mosras cada vez mais saber menos do caso.

"Então e o médico que levantou a suspeita de praxe violenta e pediu a autópsia? Não queres falar disto?" - eu já falei muito nisto, o que queres que te diga sobre ele? Seria alguém com distúrbios (não sabes também pois não?) que obrigou inclusivamente um outro colega de profissão a mudar o seu nome clínico para não ser confundido com ele, pessoa instável, que nem deveria ter tido acesso ao Diogo enquanto ele esteve internado, que curiosamente faz uma queixa apontando factos que não poderiam ter sido atirados à sorte, já que são confirmados "escrupulosamente" na autópsia, como se ele tivesse feito uma autópsia antes da autópsia em si. Percebeste? Uma coisa seria ele ter dito que o Diogo foi espancado, outra coisa é ele apontar pormenores que não poderiam ser previstos por ninguém.
Muito menos de forma clínica. Alguém que entretanto faleceu. Porquê? Na tua cabeça possivelmente a Tuna assassinou-o para o calar, e forjou um suicídio, ou então terá sido ele próprio que se suicidou, o que indica algum desiquilíbrio da parte dele, ou até quem sabe o remorso de algo muito grave que fez...já pensaste nisto?

Fiquei sem perceber o que não é compatível com os factos que eu aponto... mas se não é compatível com FACTOS, é porque não é verdadeiro certo??

Nuno Thyrs disse...

Já agora uma pergunta, já falaste com a mãe do Diogo do assunto que te pedi? E porque não falas com o tio dele que era director de cardiologia no Hospital de S.João? Já que te dás bem com eles, aconselho-te e fazê-lo. Poderás ter algumas surpresas agradáveis. Não vou sequer esperar que publiques, mas ia-te fazer bem.

Anónimo disse...

Olhem sabem que eu ouvi dizer que o que o bibi fazia na casa pia tambem era praxe???
POR FAVOR!!!
Praxe-para quem quer
Bebida-para quem quer

Sou caloiro e não bebo!
Vou a jantares de curso e não bebo!
Isso dos ambientes propicios, é subjectivo...
Um ambiente é propicio ao acontecimento de algo quando se põe á alemães!

Youri Paiva disse...

Boa. Outro comentário sem sentido.

João Bento disse...

Só posso rir com isto...

Vou aproveitar o vosso entendimento e a vossa mais pura inteligência com textos de 10 páginas para resumir:

1 veterano viola uma caloira = violência na praxe.

Portanto... Um médico viola uma doente, acabamos com a medicina, até porque mais propicio que a praxe é a proximidade inerente ao médico/doente é propicia a isso.

1 veterano diz a um bixo para se sujar- violência na praxe.

Portanto... Acabamos com qualquer oficio que leve os funcionários a ficarem sujos. Até porque ai têm que ficar mesmo sujos e todos os dias... Bem mais propicio!

1 veterano diz a um bixo para correr e o bixo morre com um ataque cardíaco.

Portanto... Acabamos com qualquer fundação e clube desportivo. Lembremos o caso do Fehér que morreu em campo, sem qualquer culpa dos médicos ou entidade empregadora.

Acidentes acontecem... Abusos também! Rotular isso como praxe é pura ignorância e nem nas vossas 20-30-40 páginas de textos melodramáticos conseguem comprovar.

Cumprimentos a todos...

Youri Paiva disse...

Portanto, faz sentido comparar a praxe a medicina ou a trabalhos em que as pessoas se sujem... A praxe não é uma profissão nem um trabalho.

Eu prefiro a comparação à xenofobia, homofobia e ir contra toda a evolução social que deveria existir.

Agora comparar uma morte ou uma violação na praxe - crimes! - a uma morte por uma arritmia cardíaca é simplesmente ridículo.