Maioria PSD/CDS chumba recomendação contra praxes violentas
02.12.2011 - 16:10 Por Lusa
A maioria parlamentar PSD/CDS-PP chumbou hoje um projecto de resolução do Bloco de Esquerda que recomendava ao Governo medidas para desencorajar as “praxes violentas” e para apoiar os alunos vítimas dessas praxes.
O projecto de resolução foi rejeitado com os votos contra do PSD e CDS-PP e os votos favoráveis do PS, PCP, BE e PEV.
O deputado e líder da JSD, Duarte Marques, foi um dos deputados que apresentou uma declaração de voto, assim como Valter Ribeiro e Manuel Meirinho.
Contactado pela Lusa, Duarte Marques disse concordar com a “recomendação que é feita” genericamente, mas questionava as medidas propostas, nomeadamente a criação de uma rede de gabinetes de apoio psicológico aos alunos, contrapondo que “já existem esse tipo de gabinetes”.
“Nos últimos três anos houve uma evolução”, disse Duarte Marques, acusando o PS de não defender o seu anterior ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, ao votar favoravelmente esta proposta.
Por outro lado, Duarte Marques contestou que na recomendação se fizesse referência a um estudo pago sobre as praxes, quando, defendeu, “poderá haver universidades e investigadores que o promovam sem um custo adicional”.
O projecto de resolução recomendava a “realização de um estudo nacional sobre a realidade da praxe em Portugal, levado a cabo por uma equipa multidisciplinar de uma instituição de ensino superior pública, financiado pelo Ministério da Educação e Ciência e cujos resultados sejam públicos e tornados acessíveis online”.
“A produção e divulgação pelo Ministério da Educação e Ciência de um folheto informativo sobre a praxe no meio estudantil, a ser distribuído no ato das candidaturas em cada instituição de ensino superior do país”, foi outra das recomendações apresentadas.
O projecto de resolução defendia a “criação de uma rede de apoio aos estudantes do ensino superior que permita acompanhamento psicológico e jurídico aos estudantes que solicitem apoio e que denunciem situações de praxe violenta ou não consentida, disponível no sítio da internet do Ministério da Educação e Ciência.”
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Bloco insiste em acabar com praxe violenta
O Bloco de Esquerda volta a levar ao parlamento o debate sobre a violência das praxes académicas, procurando que sejam as instituições universitárias a deixarem de legitimar aquela prática, seja dentro ou fora das suas instalações.
O projecto de resolução entregue pelo Bloco na Assembleia da República refere que "nos últimos dez anos multiplicaram-se os casos de violência associados às praxes de Norte a Sul do país" e refere alguns casos de crime sem castigo, como a da morte do jovem Diogo Macedo no pólo de Famalicão da Universidade Lusíada em 2004 ou os casos de dois estudantes que ficaram paraplégicos em 2006 em Coimbra e Elvas.
"Os exemplos repetem-se e são a face visível de que não se tratam de “casos” ou “abusos” pontuais, mas sim de uma cultura de violência inerente à prática da praxe", diz o projecto de resolução do Bloco.
Recordando uma iniciativa parlamentar semelhante em 2008, os deputados do Bloco lembram que a Comissão de Educação deu sequência à preocupação com as praxes, elaborando um relatório com contributos de 38 instituições do Ensino Superior. Como consequência, o então ministro Mariano Gago responsabilizou os Conselhos Directivos por eventuais problemas na sequência das praxes, levando muitos deles a proibirem-nas nas suas instalações.
"Esta mudança do local onde ocorre a praxe não solucionou nenhum dos problemas que foram apontados pela Comissão de Educação e Ciência em 2008, não ajudou a proteger as vítimas de praxes violentas, desresponsabilizou os Conselhos Directivos das escolas e aumentou a insegurança a que os alunos que participam nas praxes estão sujeitos", denunciam os deputados bloquistas, justificando assim a insistência no conjunto de medidas agora propostas.
O Bloco quer a realização de um estudo nacional sobre a realidade da praxe em Portugal, a distribuição de um folheto do Ministério sobre as praxes aos estudantes, no momento em que se candidatam, a criação duma rede de apoio psicológico e jurídico para as vítimas de praxe violenta.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Outra maneira de ler a notícia: As "práticas" violentas são aceites pela maioria de direita
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quarta-feira, dezembro 07, 2011
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Carta aberta ao Reitor da Universidade da Madeira
Recebemos no nosso email a seguinte carta aberta ao Reitor da Universidade da Madeira.
(as imagens foram encontradas na internet)
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Notícias da manif do Ensino Supeiro hoje
Centenas de universitários em desfile pelas ruas de Lisboa reivindicam investimento
Manifestantes entoam palavras de ordem contra as propinas e o fim do passe sub-23 e pelas bolsas de estudo
Texto de LUSA • 29/11/2011
Várias centenas de estudantes universitários começaram esta terça-feira, dia 29 de Novembro, às 15h15, uma caminhada do Marquês de Pombal para a Assembleia da República, onde vão concentrar-se, em protesto contra o desinvestimento no Ensino Superior e os cortes na Acção Social. Os manifestantes entoam palavras de ordem contra as propinas e o fim do passe sub-23 e pelas bolsas de estudo.
O dirigente associativo João Fonseca, da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa disse à agência Lusa que mais do que o número de estudantes envolvidos na manifestação, importante é o facto de o protesto ter reunido o apoio de 20 associações a nível nacional.
João Fonseca considerou que este é um passo para, no futuro, se realizar um protesto mais massificado.
“Este protesto não acaba aqui hoje, continua amanhã (quarta-feira) nas nossas faculdades, onde vamos continuar a falar com os nossos colegas”, disse, apontando a necessidade de ser reforçado o investimento em todo o Ensino Superior e a importância de não acabar com o passe sub-23, que definiu como essencial para a mobilidade dos estudantes.
A subir a rua Braamcamp, o protesto despertou a atenção de trabalhadores dos edifícios em volta, alguns dos quais bateram mesmo palmas à passagem da manifestação.
À partida da manifestação, na praça Marquês de Pombal, estava um dispositivo policial assinalável, com uma dúzia de carrinhas.
Organização satisfeita com protesto estudantil em Lisboa
por Lusa, 29/11/2011
Confrontado com o número muito mais reduzido que chegou à frente da Assembleia, afirmou que "muitos desmobilizaram". "Têm aulas e frequências", justificou, acrescentando que mais importante que a participação é ter-se conseguido "fazer no último mês uma campanha de contactos e agitação" pelas associações académicas do país. João Fonseca afirmou que "vieram estudantes de Braga, Coimbra, Évora e Tomar", entre outras cidades e desvalorizou a ausência da Universidade de Coimbra, salientando que "não representa o movimento associativo nacional" e que está hoje em processo de eleição.
Acrescentou que a luta continua "amanhã" nas instituições de ensino superior e que foi escolhido o Parlamento como destino dos manifestantes porque é ali que será votado um Orçamento do Estado com grandes cortes de financiamento no sector. Da Guarda, os estudantes do Politécnico vieram também manifestar-se contra os cortes que ameaçam em muitos casos a permanência dos alunos no ensino superior. É o caso de David, estudante de Desporto, que disse à Agência Lusa que abandonar o ensino é um risco bem presente, porque os seus pais "não têm posses" para fazer face às diminuições no apoios sociais.
Em frente à escadaria, os estudantes leram e aprovaram uma moção em que condenam os cortes no ensino superior, particularmente as restrições na atribuição das bolsas - "só quem é órfão e não tem rendimentos é que tem direito à bolsa máxima" - e o fim da redução de 50% nos passes de transportes sub-23. "À chegada a São Bento, os manifestantes tinham à espera um dispositivo policial com cerca de duas dezenas de agentes posicionados na escadaria. Ao todo, uma dúzia de carrinhas da polícia e várias dezenas de agentes acompanharam o trajeto da manifestação.
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serraleixo
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quarta-feira, novembro 30, 2011
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