quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Portalegre: Alunos da Escola Superior de Educação apresentam queixas das praxes

Mais uma vez não existem grandes surpresas. Todos os anos a história é a mesma: para além do carácter hierárquico e humilhante da praxe, cometem-se abusos físicos. Desta vez foi durante o "tribunal" de praxe na Escola Superior de Educação de Portalegre, onde os alunos recém-chegados são julgados pelos mais diversos "crimes", como a recusa de participar numa determinada praxe, ou algum tipo de "desrespeito" (inventado) aos doutores-abutres. Cá fica a notícia e esperam-se novidades:


Alunos da Escola Superior de Portalegre queixam-se das praxes
Lusa/Público - 10 Dezembro 2009

A Escola Superior de Educação de Portalegre (ESEP) vai abrir um processo de averiguações para identificar os alegados autores de praxes violentas a um grupo de alunos, revelou hoje à agência Lusa fonte do estabelecimento de ensino.

De acordo com o presidente do conselho directivo da ESEP, Albano Silva, a escola vai desencadear um “inquérito interno”, que promete ser “breve”, para apurar a veracidade da situação e “responsabilizar” os presumíveis infractores.

Entre as várias denúncias apresentadas ao concelho directivo daquele estabelecimento de ensino, afecto ao Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), os alunos relatam que foram vítimas de “agressões físicas, apalpões e ofensas” durante o último Tribunal de Praxe.

As denúncias do grupo de alunos, que entrou na segunda fase de candidaturas ao ensino superior, recaem sobre alegados elementos da Comissão de Praxe, nomeadamente sobre um conjunto de jovens que agiram encapuzados (denominados como carrascos).

“Vamos inquirir para tentar chegar, rapidamente, à veracidade dos factos”, limitou-se a adiantar Albano Silva.


Ligações: notícia no Público e na Lusa; entrevista a Joaquim Mourato, presidente do Instituto Politécnico de Portalegre à Rádio Portalegre.

103 comentários:

ser.r.alves disse...

Retirado da entrevista de rádio ao presidente do IPP, Joaquim Mourato:
«Nós, enquanto instituição, decidimos não autorizar qualquer praxe nas instalações de todo o instituto. Isto foi decidido por unanimidade e devidamente divulgado a todos os estudantes da instituição. Nós assumimos e sabemos que há situações graves e quisemos fazer tudo para as impedir. Apesar disso, soubemos (...) que há situações na minha opinião graves que devem ser de imediato analisadas, aprofundadas.»
«Nenhuma [destas situações graves] foi exercida no interior de qualquer espaço da instituição. No entanto, Tudo foi fora, mas ainda assim, nós entendemos que foram exercidas no âmbito de uma praxe por estudantes do Instituto.»
São queixas que obrigavam alunos, uma acção psicológica que levavam os alunos a fazer algumas coisas que não deviam ser feitas, enfim uma pressão, uma coacção, enquanto estudantes mais velhos, que nós sabemos que é o comum das praxes académicas, nada de extraordinário é uma praxe académica. Mas é uma praxe, que nós não autorizamos, que não é correcta.»
Destas declarações retiro duas ideias:
- a primeira, é que a direcção por unanimidade não apoia as praxes do seu instituto.
- a segunda, é que, depois da proibição, as praxes mantiveram-se embora fora do recinto escolar.

Estes dois factos já foram várias vezes afirmados por nós. Ou seja, apenas uma parte da comunidade escolar aceita, por vontade ou por omissão, as praxes, pondo-se maioritariamente o resto dessa comunidade, e a proibição da praxe dentro das universidades tem como consequência a sua saída para as ruas e para outros espaços fora do controlo das instituições.

ser.r.alves disse...

No último parágrado onde está «pondo-se maioritariamente» deveria estar «opondo-se maioritariamente».

Bastian disse...

Querem agora os defensores da praxe fazer entender que estes incidentes são isolados?

Acho que foi bom ter havido publicidade e exposição em casos como o do Diogo e como o da estudante do Instituto Piaget, porque de alguma forma decerto proporcionaram a estes alunos que agora se apresentam para se sentirem mais à vontade em reclamar naquilo a que têm direito.

E claro... as faculdades vendo o que acontece na eventualidade de não tomarem as devidas previdências decerto também começarão a ser mais estritas nas sanções aplicadas.

Bastian disse...

Só acrescento que situações destas não deviam ser investigadas pelos respectivos institutos, mas que as queixas deviam ser apresentadas na polícia enquanto ainda se vai a tempo de fazer algo quanto aos defensores da "tradição".

Porque se por um lado há o interesse dos institutos em repudiarem este tipo de situações e acabarem com elas, quanto é que podem fazer se eles se passam fora dos recintos da universidade? E mesmo que possam fazer algo, fa-lo-ão?

Uma queixa formal na polícia e um processo em cima por violação da integridade física é o que estes tipos merecem.

Bastian disse...

Então Marx e Manecas e Nunos e afins, vão dizer agora que estes também são estigmatizados que decidiram fazer uma conspiração aos praxantes, que não têm motivos de queixa sobre o sucedido e que as praxes tal como são feitas são isentas de haverem merdas destas?

Tem piada, porque NESTAS entradas acho que nunca os vejo a participar.

Marx disse...

Bem, em resposta ao Bastian.

Quantas pessoas morrem ou sofrem ferimentos em atropleamentos de carros? Muitas, não é?

Será então culpa da "tradição de se conduzir veículo automotivo" que ocorrem tantos milhares de casos de acidentes com feridos e mortos pelo mundo tudo, ou será culpa de uma minoria de condutores insensatos?

Quando se generaliza que as mortes e os ferimentos na praxe são culpa de haver praxe numa forma geral, seria o mesmo que dizer que as mortes e ferimentos causados em acidentes viários são culpa de haver conductores. Pior fica quando então pensarmos que a forma de resolução é acabar com a praxe num dos casos e acabar com os carros no outro.

Isso talvez funcione no mundo da fantasia criado na cabeça dos Anti-Praxe, no caso da praxe, e na Coreia do Norte no caso dos carros.

Ocorrem mortes e injúrias nas praxes? Ocorre. Mas não se pode generalizar e culpar a praxe como um todo, foi um acto isolado e não algo inerente a praxe.

Quantos morrem ou são vítimas da violência entre adeptos e claques de futebol? Então, acabamos com o Futebol? A minha namorada agradeceria.

Por isso Bastian, se és contra a praxe, se gostas de protestar contra ela com respostas galvanizadas na Internet e pinturas murais, faça-o, mas seja intelectualmente honesto e não generalize.

Já agora, Pintura Mural, segundo soube, é dano ao património. E se foi no campus da Universidade é património público. Vide o caso dos gajos de uma juventude partidária no ano passado... Se achas que quem praxa devia levar uma queixa formal na polícia e um processo em cima, acho que "Pintores de Murais" deviam ir pelo mesmo caminho...

Anónimo disse...

Há algo de novo e exclusivo, de Portalegre, nesta notícia?
Obviamente que não. Conhecemos bem estes factos e este nome "Tribunal de Praxe".
E sabemos as cumplicidades, muitas vezes por omissão, que se tecem à volta da realização destes actos. Só uma pressão mediática poderá produzir resultados a este inquérito interno. Estaremos atentos, portanto.

http://anti-praxe.blogs.sapo.pt/

Youri Paiva disse...

Desonesto é comparar um meio de transporte a uma prática que usa a humilhação no seu quotidiano. Não atires areia para os olhos das pessoas, é que de pouco vale.

Por se pintar murais não se é nenhum grupo terrorista, aliás, não é coisa tão ilegal assim. A JCP foi ilibada disso também.

Bastian disse...

Marx, em resposta ao teu comentário e porque houve alguém igualmente inteligente que se recordou de fazer uma comparação idêntica anteriormente, responde-me tu a diferença entre algo que é usado diariamente por milhões de pessoas e que para todos os efeitos corresponde a um meio de transporte essencial à vida de milhões.

Duvido que a praxe seja necessária no dia-a-dia de milhões. Na realidade duvido que a praxe seja de todo necessária, porque ela tal como existe no nosso país não existe em centenas de outros tantos e decerto não é por isso que o Ensino Superior nestes falha nem o convívio entre alunos ou a integração de caloiros.

Queres mesmo comparar algo que não é essencial com algo que é? Além de ser completamente díspare cai tipo de fundamentalismo que o Manecas afirmava que os anti-praxe eram.

Bastian disse...

"Ocorrem mortes e injúrias nas praxes? Ocorre. Mas não se pode generalizar e culpar a praxe como um todo, foi um acto isolado e não algo inerente a praxe."

Ocorrem mortes nas praxes. Aconteceriam mortes se as praxes não fossem revestidas de práticas que assaltam a integridade física das pessoas? Não.

Existe algum controlo nesse sentido por parte das pessoas que a praticam? Não. Tanto que muito certamente as mortes não acontecem deliberadamente, não são planeadas, mas ainda assim acontecem porque as pessoas claramente não têm senso comum para saber calcular limites.

O que é realmente extraordinário neste comentário que fazes como se fosse normal acontecerem mortes nas praxes: "Ocorrem mortes e injúrias nas praxes? Ocorre."

É que da forma que o escreves quase que parece que é algo natural e aceitável. NÃO, NÃO É!

É natural alguém morrer com uma doença.
É natural alguém morrer de velhice.

O que não é natural alguém morrer num acidente que foi provocado pela estupidez acérrima de pessoas que insistem em defender uma "tradição" que está comprovado uma e outra vez acabar por resultar, ainda que nem sempre, em injúrias ou até mesmo na morte dos caloiros.

O facto de haverem pessoas que saem magoadas ou até mesmo MORTAS devia ser o suficiente para pararem para pensar. Por algum motivo existem universidades que estão a começar a proibir a prática da praxe!

Bastian disse...

Anónimo: é por isso que é uma faca de dois gumes que seja a própria faculdade a investigar estes incidentes, porque se de alguma forma lhes puder ser imputada responsabilidade pelo sucedido (ver o caso do Diogo Macedo na Lusíada de Vila Nova de Famalicão) decerto o interesse é o de varrerem o lixo para debaixo do tapete.

Ainda mais, se houveram agressões físicas isto já não se trata de algo que deva ser conduzido através duma investigação interna, mas com uma queixa formal realizada na polícia.

Marx disse...

Parece-me que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que fazer o Bastian e o Youri entenderem porque deveriam ser a favor da tradição académica.

Não vale a pena, são pessoas fundamentalistas que entendem tudo de uma forma distorcida, algo que me lembra a caverna de platão.

Então digo-vos: As imagens que os senhores estão vendo na parede da vossa triste caverna é de um mundo maravilhoso, pode não ser seguro, mas é maravilhoso.
Espero que um dia consigam sair de dentro dessa caverna e vejam as coisas como elas realmente são, não como vos parecem projectadas.

É que se fosse apenas por eleas serem projectadas, mas os senhores ainda conseguem distorcer completamente. Transformam qualquer coisa da praxe em algo vil, desumano, hediondo, escraboso, nefasto, ou aionda pior. Só conseguem enchergar o puro mal no que eu consigo ver de tudo (bom e mal).

Mas pronto, é a vossa opinião. Uma opinião de igualdade. Se calhar, esse maravilhoso mundo novo que os senhores sonham passa não pro capa e batinas pretas, mas, quem sabe, por camisas negras.

Bastian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bastian disse...

Marx: Eu não devia ser a ser a favor da "tradição" académica, e já to provei porquê. Aliás... de novo um comentário teu que vem ignorando por completo aquilo que disseste e aquilo que te foi respondido.

E que tal uma resposta aos comentários que fizemos em vez de divagares por aí com a alegoria da caverna?

Ou será que não convém reconhecer que a comparação que fizeste entre transportes e "tradição" académica ou a naturalidade com que discutes as injurias que ocorrem a propósito da mesma são completamente deslocadas, aliás, algo completamente aberrante que e desacreditam aquilo que queres defender?

Se quiseres participar duma discussão não ignores argumentos e respostas que tenhas dado anteriormente e depois surge com um novo completamente do nada sem antes pelo menos tentares justificar aquilo que disseste.

A menos que devamos entender por isso que não há nada que consigas justificar...

Marx disse...

Caro Bastian;

A praxe é como o amor, não se explica.

A imaculada senhora dos pasteis sabe que tentei vos converter. Se calhar se tentasse convencer o Bin Laden que a interpretação que ele tem do alcorão está errada, eu conseguiria. Que os palestinos e israelitas vivessem em paz e harmonia, eu conseguiria. Que Hitler não tivesse feito a segunda grande guerra e matado tantos milhares de judeus em campos de concentração, talvez, até esse eu conseguiria convencer. Mas os senhores, não.

Os senhores são fundamentalistas.

A vossa idéia de praxe é algo que me assusta! Até eu tenho medo da praxe da forma como vocês a colocam! E olha que ando a 6 anos nisso!

A praxe pode propiciar ambientes de violencias? Pode, mas e a quantidade de coisas que hoje dia vivemos que não propiciam?

Discotecas propiciam violencia... Quantas pessoas sofrem de violencia dentro de uma discoteca, ou quantas vezes ouve-se falar de mortes dentro de uma? E nas festas, sobretudo de aldeias e vilas?
E no Rock Rio, Paredes de Cora, Superbock Super rock? Até na festa do avante eu já ví gajos a usar de violencia gratuita e sem motivo.

Portanto, não me venham dizer que a violencia do ensino superior é exclusiva da praxe, a violencia que existe é inerente ao ser humano.

Se calhar o doutor que pratica um acto de violencia contra um caloiro na praxe, teria feito o mesmo se não houvesse a praxe, ele teria praticado o acto numa discoteca, num bar... razões há de sobra...

Acho engraçado estarmos a falar de casos esporádicos de ataques e violencias na praxe, que existem, é verdade. Mas acho muito mais grave saber que aqui em Coimbra vão em média 20 estudantes pçor semana as urgencias do HUC devido a agressões que ocorrem a noite em bares e discotecas, sem relacção nenhuma com a praxe.

O que o mata defende é tapar o sol com a peneira. A violencia é inerente ao ser humano. É da natureza do ser humano! Não é a praxe que faz as pessoas melhores ou piores.

Alias, se calhar o MATA devia era saber da praxe que faz bem! É muito fácil lutar contra algo apenas citando a parte má e não se interar da parte boa. A dois anos eu tive um caloiro que tinha crises depressivas, muito em parte ao ambiente em que vivia na terra dele (uma aldeia perto de Avô, onde só viviam um punhado de velhos). Podem acreditar ou não, e isso pouco me importa. Mas para alguém que havia tentado suicídio duas vezes, para alguém completamente introvertido e tímido que passou a vida a conviver com pessoas de muito mais idade e, no final da queima diz-me que foi o apoio do padrinho e dos amigos que o fez sentir-se verdadeiramente feliz, que finalmente havia conseguido deixar uma medicação fortíssima para a depressão, bem, o MATA que diga o que quiser, mas a PRAXE é boa.

Pode não ser para 100% dos casos, mas se o MATA puder citar apenas uma modelo social que consiga resolver 100% dos casos a que é aplicado, garanto que queimo a minha capa e batina em seguida.

Alias, se calhar essa tal "humanização" que o MATA tanto prega, essa confraternização verdadeira entre estudantes, esse sentimento de verdadeira amizade já existe. São casos muito concretos que existem na praxe, que vivo no meu cotidiano. Mas que infelizmente não são notícia, pois pessoas felizes nunca são notícia, mas mostra-me um caloiro com um machucado a sangrar que vos mostro muitos médias felizes...

E é isso que é preciso entender. Primeiro, a praxe não é nem de perto nem de longe o que os senhores advogam, é algo fantástico para quem a acompanha do começo ao fim e a vive. Segundo, a violencia é inerente ao ser humano, e haveria casos de violencia entre estudantes universitários com praxe ou sem praxe.

A praxe é a praxe... Já agora, por curiosidade, qual foi a experiência do Bastian e do Youri com a praxe? Chegaram a ser praxados? Chegaram a ter padrinho? Ou só falam por falar, sem conhecimento de causa?

Bastian disse...

Então Marx, realmente não tens lugar nem aqui nem a defender o quer que seja.


Ainda estou à espera que justifiques a comparação entre transportes públicos e a praxe e como ambos são tão igualmente essenciais, mas se realmente és incapaz de explicar então não devias defender algo para o qual nem sequer tens capacidade de argumentação, ou seja, de defender.

Eu acho incrível como se contam pelos dedos das mãos (e ainda assim) a quantidade de pessoas inteligentes que defendem as praxes (o Marx claramente não sendo um deles).

Porque quando se refuta um argumento de forma lógica e racional são incapazes de contra-argumentar limitando-se a FUGIR de responder directamente àquilo que lhes é perguntado.

Para mim serve-me de igual maneira... só vai para demonstrar que a praxe continua a ser uma prática sem qualquer propósito ou necessidade que nem mesmo as pessoas que a defendem (prepotentemente) são capazes de justificar.

Bravo, a sério... pergunto-me quantos destes conseguem acabar a universidade.

A propósito, vou-te fazer um favor, escreve-se quotidiano, e não "cotidiano". Talvez queiras apurar a tua ortografia a par da capacidade de argumentação.

Anónimo disse...

depois de ler isto tudo fiquei pasmado!

a sobranceria de certa esquerda com tiques messiânicos para com opiniões contrárias é algo que me transcende, de facto...

mas, ja agora, advoga enviar os praxistas mafarricos para umas gulag lá na tundra?

Youri Paiva disse...

Ó meu imbecil Marx (não há outra expressão possível para quem diz que sou mais fundamentalista que o Hitler), vamos lá esclarecer alguns prontos:

1. Tu não convences ninguém com essa conversa à deputado que fala uma vez numa legislatura;

2. És o ás das comparações ridículas e forçadas. Então agora os anti-praxe são fundamentalistas, mas mais fundamentalistas que o Nazismo? Bravo digo-te eu: essa é completamente parva.

3. Também ando há 6 anos nisto, e devo ter visto mais praxes em sítios diferentes do que tu.

4. Seguem-se comparações parvas. A violência que existe em discotecas, festivais e seja onde for depende do seu contexto. Não é simplesmente "violência". A praxe é violenta por si, é humilhante e leva a comportamentos de claro abuso psicológico e, não raras vezes, abuso físico. Mas mais uma vez: ninguém aqui quer proibir a praxe, por isso deixa-te dessas acusações rebuscadas.

5. Que eu saiba os estudantes de Coimbra costumam ir em massa ao hospital devido ao álcool ingerido. Mas em "massa" não é exagero e já foi documentado na comunicação social.

6. Um rapaz deixa de estar deprimido porque muda de meio, de uma aldeia para uma cidade, e conclusão: a praxe é boa. Se um caso justificado tudo, eu arranjo-te vários casos que justificam o contrário, a começar pelo Diogo Macedo (morto numas praxes em Famalicão), e tens estas queixas em Portalegre. E garanto-te que não existem mais queixas por medo.

7. Modelo social? A praxe foi promovida a isso? Eu dou-te um "modelo": os estudantes darem-se e conviverem de igual para igual. É difícil de pensar nisso, não?

8. Eu fui praxado, sim. Foi um dia de terror, em que tive medo de me ir embora, em que me senti humilhado e estupidificado. Passei uma semana sem ir à faculdade, quando voltei tive receio que existisse algum tribunal de praxe por causa da minha fuga. Mas isso felizmente não houve, houve sim conhecer colegas normalmente, sem trajes e olhando-os nos olhos (coisa interdita na praxe). Não tive foi direito a ser sócio da Associação Académica e ter descontos nas fotocópias nas reprografias da Universidade.

Quanto ao comentário ridículo do Anónimo: vai-te lá catar. Aqui discutem-se ideias, não se deita merda básica pela boca, como enviar pessoas para o Gulag. Isso faz tanto sentido nesta conversa como a comparação com o Hitler.

Bastian disse...

Eu cá prefiro responder a pessoas que se identificam ao invés de além de já se esconderem atrás dum monitor, se esconderem atrás do anonimato.

Cada um está intitulado ao seu direito de defender aquilo em que acredita. Há, é claro, formas e formas disto ser feito.

Até agora conto pelos dedos de uma mão (aliás, apenas uma ou duas pessoas) que independentemente de serem a favor da praxe se sabem expressar de forma coerente. Não é por o fazerem, claro, que vou deixar de argumentar a favor daquilo que defendo.

Aquilo que entretanto se vê, de sobra... pessoas que defendem a praxe levantando os motivos mais idiotas possiveis como compará-la a coisas essenciais e úteis do dia-a-dia como transportes públicos ou como "tradição".

Se houve coisa que devíamos aprender da História é que:

1) a tradição original é de Coimbra, não das cidades pelas quais se começou a espalhar há relativamente pouco tempo atrás;

2) não é por algo ser tradição que obrigatoriamente é uma tradição boa. Também tinhamos por tradição queimar bruxas na fogueira, enforcar gatos, a matança de golfinhos no Japão, entre outras... ou até mesmo a matança de touros em Barrancos.

(uma coisa é matarmos animais por necessidade alimentar e sobrevivência, outra é matá-los a pretexto de uma tradição que não é mais do que um circo que em muito pouco difere daqueles que existiam há cerca de 2000 anos atrás)

Ora não me quer parecer que qualquer tradição que tenha por base a violência e a humilhação possa ser boa.

O facto de terem e estarem comprovadas mortes e atentados à integridade física ou psicológica demonstra que, invariavelmente, a praxe tal como existe leva a abusos. Se é uma tradição é uma péssima tradição que se perpetua apenas com base no desejo de fazer aos outros o mesmo que foi feito àqueles que sofreram a praxe.

3) As pessoas que até agora aqui vieram para defender a praxe não são inteligentes.

Pessoas como o Marx ou Benfiquista Mal-Humorado são óptimos exemplos do tipo de mentalidade por de trás da praxe actual: um evade-se de responder às perguntas que são feitas e revela uma completa inaptidão para contra-argumentar de forma lógica e racional algo que é incapaz de responder, o outro limita-se a cair na vulgaridade e proferir uma ou outra obscenidade enquanto brande a bandeirinha da praxe. Assim como há estes já cá passaram outros.

Quanto a "prendermos" ou "abafarmos" as pessoas que se manifestam a favor da praxe... se assim fosse haveriam muitos muitos comentários censurados por estas bandas onde realmente até agora NEM UM SÓ foi apagado pela administração.

As pessoas que aqui vêm defender a praxe sempre tiveram liberdade de expressão e de lhes dizer o que quiseram (mesmo quando não são capazes de ter nível para participar duma discussão), e quanto a serem presos... não partilho dos ideais fascistas pelos quais a praxe se rege. Foste tu (anónimo) que o sugeriste e nenhuma outra pessoa. Em suma... mais uma tentativa patética de desacreditar algo em que não acreditam com nada mais do que especulação e sensacionalismo como base.

Marx disse...

Bastian... Bastian... deves levantar de manhã, olhar ao espelho e dizer: Aqui está o grande Bastian, o dono da verdade, aquele que tudo sabe e aquele que tudo conhece.

Quanto ao que querias, está respondido na mensagem anterior, tenha a fineza de ler o que as pessoas ecrevem antes de vir bancando o pseudo-intelectual Lisboeta.

Já agora, parece-me que tens uma mente doentia, devias procurar ajudar, e se calhar tratar da sua egomania.

Enfim... vão os dedos ficam os anéis, vou desistir de dialogar com quem não aceita diálogo.

Vamos ver como os senhores vão reagir quando o livrinho sobre a praxe (que tem um capítulo dedicado ao que são os anti-praxe e por acaso sou eu que estou a contribuir para ele. É esse o motivo de andar aqui, sentir o que são os anti-praxe, e devo dizer, fiquei mesmo mal impressionado - fundamentalistas egocêntricos).

O livro será lançado especialmente aos alunos que estão para entrar no ensino superior, para mostrar o que é realmente a praxe académica, o que é na realidade e não o que aqui andam a dizer. Livro editado conforme determinação do meeting da tradição académica que houve em Coimbra.

Youri Paiva disse...

Marx, se vais publicar um livro com base em discussões num blogue demonstra bem a profundidade do mesmo.

Já agora, egocêntrico e pateta és tu. O teu problema é não perceberes patavina do que escreves, para além de sofreres de um complexo de inferioridade suburbano que, digamos, não faz sentido.

Marx disse...

Youri... Youri...

Não adianta tu e o Bastian andarem a ofender as pessoas quando ficam sem argumentos, que é o que acontece em todas as vezes.

O livro não é para ser profundo, é para ser bem simples e de fácil entendimento.

Não está baseado em idéias tétricas que pessoas como tu ou o Bastian propagam, é um livro para desmistificar e acabar com equívocos que grupos como o MATA gostam de propagar.

Mas gostei do teu termo sobre "profundidade", lembra-me um ministro da educação cujo nome não lembra-me de momento que o etendimento de educação sexual nas escolas significava um tratado sobre biologia e que tratava muito bem de tudo menos do realmente essencial para quem não tem a menor idéia do que se trata.

Infelizmente, a parte dos anti-praxe tem de ser baseado na interacção com os anti-praxe de blogs, a menos que os senhores se disponham de cá vir, fico-me pelo que me parece e não devo estar muito errado.

Bastian disse...

Marx, lamento muito se te sentiste ofendido, mas não se tratou de uma ofensa, mas da pura realidade:

Tu deste provas de um mau português: não precisas de escrever muito porque o erro que cometeste foi um erro crasso e prefiro não imaginar que outros sejas capaz de cometer;

És incapaz de contra-argumentar contra algo que te foi perguntado: aguardo ainda uma comparação válida entre a utilidade dos transportes públicos e da praxe.

Na eventualidade de não saberes repsonder à segunda ou de te restringires às mesmas respostas invasivas que demonstram uma completa incapacidade de argumentar ou participar numa discussão sugiro que não o faças. Eu pelo menos reservo-me ao direito de não responder a mais nenhum dos teus comentários visto que atiras uma mejarda ao ar, e quando te fazem ver que o que dizes não faz absolutamente sentido algum, sais-te com inanidades como "a praxe é como o amor".

As únicas pessoas que para aqui vieram insultar foram tu, o teu companheiro e o "anónimo", partindo do princípio não se tratar de nenhum dos dois, visto ser prática de alguns defensores da praxe assumirem o anonimato apenas para virem manifestar-se debaixo de mais de que um nome.

Ainda aguardo resposta à pergunta que te fiz: quero saber o quão comparável é a praxe AOS TRANSPORTES PÚBLICOS.

Foi a pergunta que te fiz. De novo limitaste-te a evadir da resposta e a fazer palha e fugir para outros assuntos.

Uma coisa são ferimentos resultantes dum acidente de viação, outra coisa é violência deliberada tal como mencionas na "resposta" que deste.

Porque o que originalmente fizeste foi tão simples quanto isto:

aconteceram mortes nas praxes da mesma forma que aconteceram nos transportes, e nem por isso acabámos com os meios de transporte.

Portanto aguardo uma resposta àquilo que te perguntei e não àquilo que te apetece responder ou que imaginas que te foi perguntado. Julgo que a seguir assim, se é que não estás no primeiro ano da faculdade, que decerto terás sérias dificuldades com exames teóricos a menos que se apresentem como perguntas de escolha múltipla...

Youri: preocupa-te MESMO que um tipo destes publique um livro? Qual é a editora no seu perfeito juízo que iria realmente levar a sério um tipo que escreve mal (infelizmente algo predominante nas nossas universidades...) e que é incapaz de articular uma ideia?

Nenhuma, garanto-te. A menos que se refira a alguma publicação amadora que ele possa fazer através da faculdade que frequenta.

Marx disse...

Caro Bastian;

A analogia do transporte foi usada apenas para clarificar um ponto: Por exemplo no caso de um atropelamento. Se um uma pessoa é atropleada, não podemos com isso culpabilizar a pratica de condução de veículos pelo acidente. Ou seja, a culpa é do condutor do veículo e não de todos aqueles que conduzem carros. Da mesma forma que não se pode culpabilizar a PRAXE e todos aqueles que são pela PRAXE pelas acções de um indivíduo. E, portanto, não é uma comparação entre praxe e condução, mas uma analogia do que o MATA faz ao usar casos esporádicos como se isso definisse um todo.

Espero que isso lhe ajude a entender, caso não, avise-me que eu faço um desenho.

Quanto ao livro. Primeiro, não o estou a escrever, este está a ser feito por um colectivo de trabalho conforme definido no meeting da praxe, apenas junto material para colaborar em sua produção.

Quanto a uma editora. Existem alguns contactos com as editoras que produzem os códigos da praxe, mas a idéia do livro é de ser algo bastante simples, gratuito e distribuído nas escolas ou aos caloiros na entrada da Universidade, sobretudo nas Universidades que estão a ser víctimas de movimentos anti-praxe e do ministro da educação. Contém um código da praxe simplificado, explicando ao caloiros tudo que precisam saber para evitar abusos e para não ter medo da praxe. Como existem universidades que durante o meeting reportaram casos de abusos de anti-praxes organizados a distribuir documentação imprecisa, resolvemos preparar o nosso material.

Se acham que tal material não será distribuído, pensem melhor, se até o MATA o faz quando da entrada dos caloiros, porque acham que não somos capazes? Estamos bem organizados, temos meios, contactos e pessoas, portanto...

Como somos democráticos, até tinhamos pensado em dar ao MATA espaço, mas, os senhores simplesmente são muito fundamentalistas em vossas convicções e pouco abertos ao diálogo.

Bastian disse...

Disseste, muito bem, que não podemos nem devemos culpar todas as pessoas que participam na praxe como se fossem agir ao mesmo nível do que aquelas que incorreram em abusos contra a integridade de outros.

Acontece que o que eu tenho dito constantemente é que a prática da praxe PODE levar a abusos. Da mesma forma a condução duma viatura pode levar a acidentes, quer sejam humanos ou circunstanciais (mau tempo, estradas molhadas, etc). A diferença é que de facto seria um retrocesso para toda a nossa sociedade se por ventura tivéssemos de abandonar o uso das viaturas só porque eventualmente existem acidentes.

A praxe não é comparável porque não implicaria quaisquer consequências para a mesma se por ventura deixássemos de ter ritos de iniciação como aqueles que actualmente se verificam na praxe. A sociedade, as pessoas, as nossas vidas não mudariam em absolutamente nada se a praxe fosse para adoptar outra postura que não desse liberdade a possíveis abusos.

Tu e outros colegas teus e outros defensores da praxe podem até participar das praxes tal como elas existem sem efectivamente nunca magoar ninguém a sério. Mas... o potencial existe porque é díficil definir os limites onde alguém está a ser magoado e não está. Infelizmente para algumas cabecinhas não existe esse senso comum.

E as mortes não são exclusivas de Portugal. EUA, Indonésia, França, Espanha... os exemplos contam-se e são fáceis de se achar. Só na Indonésia já houveram 35 mortes desde cerca de 1995 até hoje em praxes.

Decerto que a intenção das praxes não é a de matar pessoas, mas o facto é que o acaba por fazer.

Não precisamos de práticas que se apoiam na humilhação e abuso físico de outros, quando os participantes claramente não sabem gerir limites nem são dotados de bom senso para o fazer.

Quanto a fundamentalismo... se quiseres vai ler um bocado o que as pessoas do MATA escrevem e aquilo que os defensores das praxes escrevem e verás que há muito mais fundamentalismo DA VOSSA parte.

Pessoas que para aqui vêm insultar gratuitamente, deitar uma ou outra mejarda, gerar conflitos (ex de um ou mais tipos de Coimbra que faziam login do mesmo IP) enquanto se fazem passar por pessoas com opiniões distintas somente com o intuito de denegrir a imagem do MATA e das pessoas que o apoiam.

Essa do "fundamentalismo" no que nos toca está gasta e já não pega. É uma desculpa bacoca e fraca que não tem qualquer sentido quando são as pessoas que defendem a praxe que se incomodam a vir para muitas vezes nos vir insultar: conforme já disse: só vi uma ou duas pessoas capazes de cá virem e participarem sem descer de nível, capazes de argumentar de forma coerente.

E no que toca a diálogo... de novo... olhem para vocês. Vocês não procuram um meio termo. Vocês não procuram abdicar daquilo que têm nem sequer estão abertos à possibilidade de mudança. Querem preservar o que têm tal como existe (e dá para ver as merdas que acontecem em função disso) e querem converter as pessoas à vossa causa.

O M.A.T.A já sugeriu por mais de uma vez que a mudança deve vir da parte das pessoas que tanto querem continuar com esse tipo de cerimónias, e não o seu extermínio por completo. Apenas mudanças que as tornem mais seguras para os caloiros e impeçam os habituais abusos de acontecer.

A continuar como actualmente existem realmente não temos necessidade para as praxes. Para quê? Morrerem mais pessoas de forma acidental? Mais abusos a nível físico ou psicológico?

É realmente mais aceitável que alguém morra num acidente de condução, por uso de uma coisa que se tornou essencial à nossa vida em sociedade do que através das praxes que tal como existem actualmente não são mais do que um hábito recém-adquirido, já com contornos muito decadentes e sem qualquer espaço para o senso comum.

Marx disse...

Caro Bastian;

Segundo o que colocas: "Tu e outros colegas teus e outros defensores da praxe podem até participar das praxes tal como elas existem sem efectivamente nunca magoar ninguém a sério. Mas... o potencial existe porque é díficil definir os limites onde alguém está a ser magoado e não está. Infelizmente para algumas cabecinhas não existe esse senso comum."

Bem, eu sigo o código da praxe como vem escrito.

Não me dá gozo humilhar caloiros, sei que há situações aberrantes de doutores que não sabem lidar com a situação e passam dos limites, mas, em Coimbra, isso é bastante residual.

Nunca humilhei um Caloiro e penso que após ter sido padrinho de 18 caloiros não me saí mal, ainda hoje falo regularmente com todos, temos uma óptima relacção, e penso que eles entendem a praxe como eu entendo e passam isso aos caloiros que agora são afilhados.

Penso que aplico bem a praxe, como deve ser, e garanto que qualquer um, sendo ou não sendo do MATA, verá que pautamo-nos pelo respeito, igualdade e fraternidade.

Contudo, é preciso fazer uma análise ao conjunto da obra, não é possível vir cá no primeiro dia, quando estamos a receber os caloiros e pensar que o resto do ano será colocar os caloiros a medir qual o tamanho em palitos de uma parede. Seria injusto, pois se um caloiro no começo do ano está a aperfeiçoar a antiga técnica do palitométrico, garanto que no fim do ano estamos jantando no cantinho dos reis e falando de igual para igual.

Sei que o caso não é igual para todos. Sei que existem pécimas pessoas a praxar, como existem pécimos médicos, como existem pécimos professores, como existem pécimos políticos...

A PRAXE transita, e está a transitar, não sou um caso isolado, não sou um modelo, mas garanto que estou próximo de como a praxe é feita em Coimbra.

Obs.: Quando digo Coimbra é Universidade de Coimbra, os outros institutos não sei como procedem.

Bastian disse...

Marx, dá uma vista de olhos por este link:

http://adsl.tvtel.pt/antipodas/noticias/outras.htm

Decerto que todas as faculdades nas quais estes incidentes ocorreram também tinham códigos de praxe e sobre como as coisas deviam funcionar. O facto de haver um documento ou regras estipuladas não significa que elas sejam seguidas. De facto ou cada vez mais está a haver abusos ou é a exposição que estes recebem que está a ser maior conforme as pessoas se começam a movimentar.

Tu dizes que fazes bem a praxe. Podes mesmo meter as mãos no fogo por cada uma das pessoas que também a faz na tua faculdade?

É que, de novo, os incidentes assinalados decerto aconteceram sem antes nunca ter acontecido nada nas respectivas faculdades... Mas conforme se diz: "um dia é dia..."

Nós usamos Coimbra como exemplo, não como do bom exemplo de como a praxe deve ser feita, mas como exemplo da única faculdade em Portugal em que a prática da praxe é secular.

A par da idade da tradição de Coimbra, infelizmente também os abusos, já que no reinado de D. João V um aluno acabou morto e o rei acabou por abolir a praxe. Não me recordo de ouvir falar de abusos recentes em Coimbra, mas decerto que se procurasse acharia.

A praxe basicamente funciona através duma experiência forte, violenta, que sirva para gerar algum ambiente de intimidade e camaradagem entre as pessoas que participam nela e as pessoas que a praticam. IDEALMENTE seria assim. Infelizmente todos sabemos que não é assim que as coisas se processam.

Se realmente a praxe se preza por um conjunto de rituais destinados a receber, acolher e integrar os alunos, decerto que existem outros meios para chegar a esse fim, sem ser pelos que actualmente são praticados e, infelizmente, acabam com pessoas magoadas.

Acho que UMA SÓ pessoa que acabe magoada (quanto mais morta) por causa da praxe já devia ser suficiente para reconsiderarem toda a sua prática, ou seja, como é feita.

O facto de serem incidentes atrás de incidentes com pessoas que acabam feridas ou mortas ou no hospital é sinal de que as coisas não devem... TÊM de mudar de uma vez por todas.

SE a praxe realmente tem o propósito de confraternização, se é esse o fim, então podem fazê-lo de outra forma que não através de brincadeiras que inevitavelmente acabam mal para alguns.

Bastian disse...

A propósito do código da Praxe em Coimbra...

Paula Carmo (Diário de Notícias, 11/01/03)

A atitude contrária ao Código da Praxe da Universidade de Coimbra valeu a duas moradoras no Solar das Marias do Loureiro um valente susto. Primeiro foram insultadas. Depois, agredidas.

Tudo começou com o cartaz que ostentavam na varanda daquela república, onde moram sete universitárias, assumindo a sua já conhecida posição pública: "Penso, logo não praxo." Alguém, pela calada da noite, começaria por apagar o "não". Mais tarde, a faixa surgiu rasgada. Dias depois, tudo desapareceu. Mal sabiam as "Marias" o que estava para acontecer.

"Eram duas e meia da madrugada e bateram à porta, o que não é habitual", recorda Frederica. A estudante de Antropologia era a única acordada e, em casa, naquela noite só a Cláudia, de Jornalismo, lhe fazia companhia. Frederica foi surpreendida por "um estudante de grande porte" e dois supostos amigos deste. "Estava bêbado, disse-lhe para voltar noutro dia", recorda. O rapaz, que se presume ser também universitário, queria assumir a culpa da vandalização. Na troca de palavras, a futura jornalista acorda com o barulho e vem ver o que se passa. Quando as duas tentaram fechar a porta à força, tal como contaram ao DN, foram agredidas. Frederica ficaria com lesões no nariz e sem os óculos. "Ficámos assustadas e continuamos sem saber a identidade dele", lamenta Frederica.

Youri Paiva disse...

Marx, que queiras virar as coisas a teu belo prazer é contigo. Mas eu viro as coisas para o meu lado: dizeres que os anti-praxe do M.A.T.A., que escrevem neste blogue, ou em geral são fundamentalistas é, para além de ser falso, completamente imbecil. E é imbecil quando dizes que o somos mais que o Bin Laden ou o Adolf Hitler. É estupidamente ofensivo. Portanto, não te queixes que te chame de imbecil, porque isso até é brando em palavra para o que tu és. Tu não queres discutir, queres mandar umas tretas para aqui. Tens essa liberdade, ninguém te apaga os comentários, mas não te queixes que te digam que és imbecil a seguir. É inevitável.

De resto, acredito que o livro seja simplificador. Esclarecedor é que duvido. Tu apenas te limitas a não responder a nada, apenas a provocar. É natural que o livro não seja mais do que um artigo cor-de-rosa

O M.A.T.A., se reparares bem, "propaga" apenas vários factos que aparecem nos média, discute-os e analisa-os. Tu não te dás ao trabalho de discutir esse trabalha, apenas dizes que é mentira e que a praxe é boa. Porque? Porque fulano tal que tu conheces saiu de uma depressão. Ora, tens que tentar melhor que isso se queres convencer alguém.

Quanto ao ministro da educação e da educação sexual não percebi nada. Essa frase precisa de outra construção, de umas virgulas, e de um sentido. Nada disso contém, e eu não faço milagres sobre o entendimento das coisas dos outros.

Quanto ao "cá vir", gostava de saber onde é o "cá". E se procurares bem, fora do mundo da praxe, há por aí muita gente (seja onde for) que se repugna com essa prática conservadora.

João Guimarães Ferreira disse...

Caros Matistas:

Conforme aprendi com meu avô, creio que é óbvio que a culpa dos factos não será de mais ninguém senão das raparigas. Senão, vejamos:

1. Sete raparigas, todas do frágil sexo feminino, vivendo numa casa sem a potecção devida de um homem.

2. Uma mulher de respeito nunca deve estar levantada a horas tais. Uma rapariga, após acabar de lavar a loiça deve estar na cama por volta das oito horas, onde lerá um capítulo do princepizinho e deverá dormir.

3. Uma rapariga que abre a porta a um desconhecido, sobretudo a um homem seja ele conhecido ou não. Meu avô diria logo que é uma rapariga pouco séria.

4. A colocação da placa "Penso, logo não praxo", é mal indicador. Uma rapariga a moda antiga primeiro não tomava uma posição e segundo, não deveria "pensar", é para isso que serve o pai ou o marido, alguém que pensa e comunica as decisões.

5. O Rapaz parece-me uma pessoa bem intencionada, que, após reflectir resolveu pedir desculpas, como um cavalheiro. Contudo, fica a questão, será que essas raparigas o trataram correctamente? Será que foram educadas?

6. Será que isso realmente aconteceu? Será que a rapariga, sozinha sem a presença masculina não terá simplesmente caído da cama e sonhado com tudo? As raparigas são muito influenciáveis, e influenciam umas as outras... Quem sabe.

Meu avô era um grande homem! Homem robusto que viveu até os 92 anos de idade e sempre a tratou e estimou da melhor forma! Tanto que quando ele morreu, ela, morreu em seguida por não aguentar a solidão.

Deixo-vos com a grande sabedoria dele: Mulheres não são para ser entendidas, são para ser amadas.

Youri Paiva disse...

Bastian, um livro destes preocupa-me, seja qual for a editora. É preciso lembrar que estes tipos têm meios - patrocínios. A praxe dá dinheiro a muita gente, e um manual fictício de como a praxe é bonita repugna-me tanto como os documentos anti-praxe que muita gente é obrigada a assinar. Se o livro vai ser bom? Claro que não. Mas pode ser perigoso.

Voltando ao Marx:

Agora é o atropelamento. Ora, por favor. Acidentes têm os seus contextos e são puníveis pela lei. A praxe é, por si, uma prática humilhante e insultuosa - sempre é. A sua prática vai contra a Constituição Portuguesa, o Código Civil e a Carta de Direitos do Homem das Nações Unidas. A condução de veículos não. Não há comparação possível.

E os casos não são tão esporádicos. Os que aparecem na comunicação social é que são, e têm sido praticamente mensais.

Nenhuma universidade é "vítima" dos movimentos anti-praxe. O que existe são pessoas que não gostam das praxes e as discutem. O Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior (porque o Ministério da Educação nada tem haver com isto), pelo ministro Mariano Gado, também não proibiu as praxes: apenas referiu e quaisquer abusos que se comentam durante as praxes académicas terão a responsabilidade das instituições. E isso é mais que natural. Então existem práticas fascistas numa instituição e os órgãos de gestão não tomam uma posição? Não se preocupem? A posição do ministério é bastante acertada. O problema é que muitas instituições proíbem a praxe, com a esperança que ela saia dos seus edifícios e que a responsabilidade deixe de ser da mesma. Em vez de a combaterem pelo preenchimento do vazio: o vazio cultural, intelectual e artístico é que permite o crescimento acéfalo das praxes.

Essa da "documentação imprecisa" lembra-me a PIDE/DGS. O que não serve, o que vai contra o Estado (neste caso a Praxe), é "impreciso". Boa, boa. Aqui ninguém é contra distribuírem seja o que for, ninguém vos proíbe. Mas é preocupante porque a praxe é o que é, nunca será o que vocês inventam no papel.

Vocês são democráticos uma ova. Aqui vocês discutem e expõem as vossas ideias à vontade, ninguém vos apaga nada, mas depois somos nós que somos fundamentalistas e pouco abertos ao diálogo. Ora, estamos a dialogar. Portanto, vai lá praxatear outro.

Youri Paiva disse...

Continunando, "Marx", essa do seguimento dos códigos de praxe (documentos sem nenhum cariz legal) é pura treta. Se fores ler o meu artigo sobre o código de praxe da Universidade do Algarve, verás que apresento imensas provas do seu não cumprimento (http://blogdomata.blogspot.com/2009/09/analise-ao-codigo-de-praxes-da-ualg.html). E mesmo o que lá está escrito é completamente asqueroso, para além de ilegal.

Para além do mais, em Coimbra isso é tão residual que até cortam escrotos em tribunais de praxe. Em Coimbra a praxe funciona como máfia, é natural que pouco se saiba, para além do corte do escroto (http://diario.iol.pt/noticia.html?id=809413&div_id=4071). É, eu não invento nada e nada é residual, acontece constantemente.

Se começam com palitos e acabam de "igual para igual" é parvo. Comecem e continuem de igual para igual, isso sim é de valor, de resto estamos em pura demagogia. Estarão de "igual para igual" quando houver outros a praxar? Bonito, sim.

Youri Paiva disse...

Bastian, tal como disse no comentário anterior, existem casos recentes, lembro-me deste de 2007: http://diario.iol.pt/noticia.html?id=809413&div_id=4071


José Guimarães Ferreira: eu cá calculo que isso seja irónico, só pode (fiquei mal disposto com o "Marx").

Bastian disse...

O que é mais nojento nestas situações das violações dos códigos de praxe, é que se houver merda, são os próprios estudantes e universidades a investigar... Ora alguém acredita que o próprio grupo de pessoas que agride vai realmente conduzir uma investigação imparcial e condenar devidamente as pessoas envolvidas?

No caso das agressões da praxe em Coimbra aquilo é matéria para um processo judicial. Não é investigação a nível interno, quer por parte do Conselho Directo e muito menos por parte dos estudantes... Se os estudantes o quiserem fazer é lá com eles, mas darem a querer parecer que vão fazer algo quanto ao assunto é atirar areia para os olhos.

Infelizmente, como o Youri disse, a praxe tal como existe, especialmente em certos lugares, é uma Máfia.

A diferença é que em Coimbra é algo que persiste há mais tempo (embora com as situações que já mencionei)

Pedro disse...

Bastian,

sobre casos de violência na praxe coimbra, basta escrever no google "praxe", "escroto", "coimbra".

saltam logo notícias como esta: http://diario.iol.pt/noticia.html?id=809413&div_id=4071

mas enfim, a praxe em coimbra éque é boa, e respeitamos os nossos "colegas". em particular quando lhes damos cachaços e rompemos o escroto para rapar os pelos públicos.

Marx,

aconselho-te vivamente aquando da produção do livrinho, que uses pelo menos o corrector do word, pois os teus comentários estão pejados de erros ortográficos. se não incorrem ao ridículo total

sobre os teus (poucos) argumentos nada há a dizer, tal é o grau de absurdez deles.Mas quero só deixar um comentário sobre a inflexibilidade do m.a.t.a e sobre a noção a tua noção de democracia:

1- acho imensa piada a alguém que me vem chamar fascista porque não concordo com a praxe, quando na verdade apregoa práticas apoiadas pelo regime salazarista; e

2- gosto muito da tua frase do "somos tão democratas que até pensámos em ser porreiros convosco, e deixar-vos escrever uma capítulo no nosso livro. mas afinal não, nós não queremos que voçês escrevam no nosso livro, porque são anti-democratas"

reforçando o paralelo de youri, quer dizer, vêm gente para aqui, uns ofender, outros discutir a praxe, uns com uma argumentação cabal, outros sem argumentação, uns consideram-nos fascistas e outros comparam-nos aos regimes totalitaristas. tudo isso pode ser aqui lido, não só neste "post" como em inúmeros outros. nada disso é censurado e normalmente é respondido. e tu vens-nos dizer que já não vão pedir para o m.a.t.a tecer uns comentários sobre a praxe, porque somos anti-democráticos?

quer dizer, isto é completamente absurdo, desprovido de qualquer fio condutor lógico e apenas profundamente contraditório.

Bastian disse...

Como há quem possa vir querer afirmar que nos agarramos demasiado à praxe em que o escroto do rapaz ficou rompido, repetidamente, eu decidi fazer uma pesquisa ligeiramente diferente no Google:

Praxe+coimbra+queixa

Surgiram os seguintes:
http://www.portaldosalunos.com/noticias/noticia.php?id=2025

Juntando a esta a do aluno de medicina que mencionamos regularmente e a das raparigas que foram abordadas por veteranos bebados que por pouco não invadiram a casa delas, só nos resta concluir que "em Coimbra é que é", é apenas uma ilusão perpetuada ou pelo desejo de manter ignorantes os outros ou pela própria ignorância da gravidade de certos casos que vão acontecendo.

Bastian disse...

E a propósito de Coimbra e do "fundamentalismo" do M.A.T.A

https://forum.fct.unl.pt/cgi-bin/topic_show.pl?tid=1937

Há aqui um excerto em que dizem que as pessoas que se declararem anti-praxe, além de ficarem automaticamente excluídas de uma série de eventos têm de ir à comissão de praxes assinar um papel.

Assinar? Mas agora são algum orgão público ou com algum tipo de poder para exigirem a assinatura a quem quer que seja??

É exactamente ESTE e todos os outros tipos de comportamentos que apenas fazem parecer as pessoas que defendem a praxe cada vez mais fascistas na forma como dirigem isto.

Havia de ser um tipinho qualquer a dizer o que eu tinha de assinar ou deixar de assinar. Isto não se trata dum contrato de trabalho, tão pouco de um testemunho ou de algum documento oficial que requira assinatura.

O mero facto de assinar algo redigido por eles é estar automaticamente a vergarmo-nos a mais uma manifestação de despotismo que insistem em manter.

Marx disse...

Bem Bastian, tens razão, não posso garantir que os meus colegas vão aplicar a praxe como deve ser.

Quanto ao "caloiro do escroto", estive presente no conselho veteranos que investigou o caso. Segundo o laudo médico fornecido pelo HUC o corte resumia-se a um pequeno risco de menos de 1,5 cm, sem profundidade e que não se propos nenhum tipo de tratamento além da limpeza da ferida pelo serviço das urgencias com produto a qual não lembro-me o nome e não se aplicou nenhum tipo de penso.

Creio que o caloiro sentiu-se incomodado com tal ferimento, não sei se eu sentir-me-ia também... como disse na altura e volto a repetir, uma vez uma "maluca" com quem andava fez-me um ferimento pior com os dentes e após ver se estava tudo bem nem importei-me mais, bem, mas isso não vem o caso...

O caloiro do caso reclamou, e, se isso causou trauma ou não, não sei, mas penso que o ví a praxar esse ano, salvo erro, portanto creio que não deve ter ficado tão traumatizado.

Quanto aos doutores que causaram isso, foram declarados caloiros por um ano. E praxados novamente.

A questão que falamos do livro é para resolver esse tipo de questões. No caso, no tribunal de praxe, o caloiro foi mandado despir, isso é proibido, mas o caloiro não sabia.

O corte, o próprio caloiro não tinha certeza se fora feito no tribunal de praxe, eu imagino que possa ter sido, mas o próprio caloiro admitiu que pudesse ter sido causado no banho, visto não ter sentido nada na hora.

O que aconteceu ao caloiro do escroto foi horrível. De facto.

Agora, o MATA fala em processos judiciais e tudo mais... bem... o caloiro até poderia entrar por essa via, mas, objectivamente resolver os problemas localmente são muito menos desgastantes que arrastar para uma via judicial onde um caso por durar anos, sem certeza do resultado e com custos acrescidos.

Quanto a questão dos caloiros que não são a favor da praxe terem de se apresentar em Coimbra (Universidade de Coimbra) a uma comissão de praxe para se declarar anti-praxe... Bem, não temos comissão de praxe. Temos o conselho veteranos e eu nunca ví tal requerimento por lá. Alias, creio que nem exista.

Quanto ao caso das Marias do Loureiro, acho que, embora é preciso ter muito cuidado a quem se abra a porta, e principalmente a noite, penso que foi pouco civilizado o que os doutores fizeram.

Mas, parece-me que as Marias do Loureiro também são conhecidas por atirarem água, lixo e comida sobre estudantes desavisados de capa e batina que passem por perto da casa delas. E, a rua das Matemáticas, nas proximidades, bastião dos anti-praxe, também não é o lugar mais civilizado da terra, inclusive, tenho medo de passar lá de capa e batina pois já ocorreram casos de ataques a estudantes trajados, que, também não são noticiados.

E não vamos esquecer o Pra-Kis-Tão, que foi a república onde o meu pai estudou, e quando da reunião dos 40 anos da formatura, os velhos da casa foram proibídos de entrar com a velha capa aos ombros (tiveram de deixar num saco a entrada) e eu, quando cheguei sozinho e subia de capa e batina fui hostilizado por um tipo completamente mocado e proibido de subir. Depois soube que as pinturas que meu pai e amigos fizeram nas paredes a relembrar a praxe foram simplesmente apagadas com tinta branca para apagar que aquela foi uma república praxista.

Isso é fundamentalismo para mim. É como os talibans que destruiram os budas gigantes porque "atrapalhavam-lhes" a fé. É o fundamentalismo do Hitler com os judeus pois "atrapalhavam-lhe" a economia. É o fundamentalismo do Pol Pot onde os demais cambojanos "atrapalhava-lhe" a sede de poder. É o fundamentalismo de Stalin que mudava fotografias e apagava (liter e figurativamente) quem lhe fizesse sombra.

Portanto, nem 8 nem 80. Na praxe ocorrem abusos, mas não pensem que é exclusivo da praxe, os anti-praxe em Coimbra não são assim tão melhores ou tão piores.

A praxe em Coimbra é uma tradição. Se a praxe é mal feita em outras casas, isso tem de ser resolvido em cada uma das casas.

Bastian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bastian disse...

(comentário anterior eliminado para correcção de alguns erros)

Marx:

tu falas do ferimento que ele sofreu como se fosse algo pouco grave e que não merecia tanta exposição quanto recebeu. Dizer que o ferimento não foi tão grave assim é quase como dizer:

"este tipo ficou bastante ferido mas o que importa é que não morreu".

Não! O que importa é que houve um ferimento, ainda mais numa zona bastante sensível, e independentemente da gravidade a praxe que levou ao ferimento nem sequer devia ter tomado lugar.

Ou vais dizer que a praxe em questão seria aceitável se o caloiro não tivesse acabado ferido?

Duvido muito que alguém que sofresse isso durante a praxe fosse tentar praxar no futuro, embora não seja de todo de excluir a hipótese.

Tens de ter em conta que o teu relato é digno de duvida a partir do momento em que, enquanto defensor da praxe, estás a falar de algo que alegas ter testemunhado, sem que tenhas nenhuma prova a apresentar por isso. O M.A.T.A não faz nenhuma crítica que não seja baseada em situações concretas que são transcritas ou ligadas às páginas das notícias onde estas são reportadas. Há uma grande diferença.

Mais, não vem realmente ao caso estares a comparar a tua vida pessoal e um ferimento que derive duma luta entre ti e outra pessoa: namorada, assaltante, fosse quem fosse, em circunstâncias completamente diferentes e aquelas que discutimos que são ferimentos e injurias fisicas (ou psicológicas) resultantes das praxes.

Não pertenço ao M.A.T.A. de nenhuma forma. Apenas participo regularmente das discussões do site e partilho dos mesmos princípios que eles. Dizeres que foi o M.A.T.A que sugeriu que os caloiros injuriados deviam fazer uso de processos judiciais está errado. Quem fez essa indicação fui eu.

Mais, existe apoio judicial para as pessoas que necessitem de recorrer à justiça e não tenham recursos financeiros para o fazer.

Mais uma vez, no fim, apresentas situações que derivam da tua experiência pessoal para as quais não tens provas concretas.

Mesmo cedendo o benefício da dúvida e presumindo que tudo o que contas aconteceu tal como dizes, há que ter em conta o seguinte:

no caso das Marias o facto é que a notícia recebeu exposição e neste tipo de queixas relativamente a atitudes de doutores ou veteranos maltratarem caloiros ou outros os alunos que se apresentam a favor da praxe e pertencem a comissões e afins são sempre prontos a dizer que vão investigar o assunto (não que valha de muito), e nesta notícia ninguém se apresentou a contrariar o que foi dito.

Quanto à apropriação do espaço da Républica se não haviam regras pré-estabelecidas quanto ao uso e apropriação do espaço as pessoas que o ocuparam à posteriori tinham todo o direito de pintar as paredes conforme bem entenderam.

Não queiras tu comparar esse caso com o da destruição de um ícone religioso do Séc. VI!

ISSO é que é fundamentalismo. É exaltar o valor da pintura e dos valores da praxe e das républicas e afins como se tivessem algum valor histórico que sequer tenha comparação com algo que existe há muitissimo mais tempo e tem um valor histórico, artístico e cultural sem preço.

Se tanto teriam valor sentimental para as pessoas que a fizeram ou gostavam dela. Não tem a menor comparação com o exemplo que apresentas. Mas nenhuma mesmo!

Antes que venham falar-me da tradição e do valor histórico das républicas académicas, devo-vos recordar que a Universidade de Coimbra existe apenas a partir do fim do século XIII e que a praxe, independentemente do tempo ao qual exista decerto não tem tantos aderentes quanto o Budismo pelo mundo fora.

É como comparar uma coisa que tem um certo valor para umas centenas de milhares para uma religião praticada por cerca de 1/6 da população do planeta.

Bastian disse...

Depois de ler isto:

http://eu-mulheka.blogspot.com/2008/10/praxe-na-universidade-de-vora.html

Cá me quer parecer que os pró-praxe precisam de nos vir explicar o que é uma praxe bem-feita... aparentemente ser besuntado em merda é considerado tão bom que há quem peça segunda vez!

Querem ver que afinal nós é que estivemos errados todo este tempo?

Marx disse...

Caro Bastian;

O que lhe conto é a verdade.

Claro, não quero comparar uma má praxe no caloiro do escroto com um broche feito a bruta.

Traumas? Bem, que eu tenha visto, o caloiro do escroto duas semanas mais tarde andava por aí a fora todo contente. Quando a mim, fico ainda pouco relaxado no começo, e digo para ir com calma.

Quanto as republicas anti-praxe, são nojentas de toda a maneira e feitio.

Quanto as pinturas, acho que eram importantes sim. Sobretudo quando os atuais moradores acham que os velhotes são importantes para dar dinheiro para a compra da casa, mas toca cagar-se em tudo o que eles foram, são e fizeram. Inclusive proibindo!?! dos mesmos entrarem na casa portando capas...

Sinal dos tempos.

Marx disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bastian disse...

"Quanto as republicas anti-praxe, são nojentas de toda a maneira e feitio."

E isto não é um comentário fundamentalista? Falas com prova e razão de causa de TODAS as républicas anti-praxe que possam existir?

É com este tipo de comentários feitos à pressa e, espero sinceramente, que sem pensar, que as pessoas que querem defender a praxe perdem credibilidade...

Youri Paiva disse...

"Marx" (não posso evitar as aspas, é que o Karl Marx escreveu contra a exploração e as hierarquias),

É me irrelevante se o rapaz do escroto rompido praxou depois disso, se o corte era mais ou menos profundo: aconteceu e é um claro abuso físico. Não há enfeites que disfarcem isso. Estamos conversados quanto a esse ponto. Se os trajadinhos foram praxados novamente diz bastante da vossa pseudo-justiça. Reflectirem a praxe é que não acontece.

Mas continuas nesse caso, a arranjar desculpas. Ora, ele pode ter se magoado no banho (imagino que seja complicado, excepto se tomar banho com facas). Mas ele apresentou queixas... Quer dizer: deves estar a gozar connosco, só pode. Quanto à via judicial, acho que o desfecho - se a justiça funcionar - iria terminar de uma forma óbvia: a agressão existiu e deve ser punida.

Gosto da tua forma estúpida de desvalorizares todos os casos óbvios de praxes violentas.

Quanto à Prá-Kis-Tão, o que fizeram - a ser verdade, porque em ti não acredito - acho tudo muito bem. Eu faria o mesmo, apagava qualquer referência a praxe e não iria admitir a existência de trajes em minha casa.

Claro que é desonesto comparares qualquer coisa dessas a regimes totalitários. Basta procurar por "praxe" no YouTube e lembro-me da escravatura.

Se a praxe é tradição é me irrelevante. Que não faz sentido é que me parece óbvio.

E já agora, continua a ignorar argumentos e a vomitar, fica-te nem. Isso sim, é discussão.

Marx disse...

Youri. E pah, eu entendo que és um tipo com muitos traumas. Mas devias deixar isso de lado, sair de casa e ir a rua, correr um pouco pelo campo, ver o mar. Cultivar ódios só lhe destrói.

Dito isto... O meu Marx vem porque sou um grande Marxista, do Marxismo que vale a pena, aquele que é feito pelo Groucho Marx.

Bastian. Pois, erro. Asquerosas são só as reúblicas anti-praxe que proibem a entrada de estudantes trajados, dos velhotes com capa, que atiram lixo e hostilizam quem segue a praxe e cujos indivíduos passam o tempo todos mocados, a dançar para a lua enquanto tem orgasmos ouvindo discursos do bloco de esquerda. São apenas essas.

As repúblicas anti-praxe que são democráticas, ou seja, não somos contra, não somos a favor e também não fazemos, essas sim não há o que dizer.

Youri. Quando a proibir a entrada dos velhotes da casa de capa porque os actuais são contra. Bem, até admito que me barrassem, mas barrar que foi da casa, que fez o possível e o impossível para manter a casa quando ela passou por problemas (na época do meu pai), que mandava dinheiro quando era preciso fazer reparações, bem, então como é isso? Não se aceita as pessoas mas aceita-se o dinheiro? Quer dizer, enquanto os velhores abrem a carteira, então tudo bem, mas os velhotes querem ver a velha casa que ajudam a manter trajando as velhas capas então assim já não se pode?

Bem Youri, com esse comentário apoias a minha visão de um fundamentalistas com traumas de pequeno burguês que tenho de tí. Não sei se está certo ou errado, mas é assim que eu estou a lhe ver agora.

Traumas tratam-se!

Quanto ao "caloiro escroto". Vou descobrir o que foi feito dele e depois vos conto.

Marx disse...

Caro Youri;

Como existem coencidencias engraçadas! Não é que após mandar a última mensagem, esbarrei no controlo remoto e a tv abriu-se nun canal que deu-me as respostas para os seus problemas?

http://terapiadoamor.org/

Visita o site, creio que eles podem lhe ajudar a se libertar dos teus traumas! Só tens de aceitar Jesus! Aleluia!

Bastian disse...

Youri, creio que a foto dele é do Groucho Marx, e não do Karl...

Bastian disse...

http://actosirreflectidos.blogspot.com/2007/11/as-praxes-e-as-tradies-estudantis-em.html

Não sei nem faço a menor ideia de que será a praxe com "saber fazer", e se será muito diferente de "praxar bem" que muitos defensores falam actualmente, mas achei interessante alguns pormenores da praxe (pela positiva), como destacar 1-2 caloiros por veterano e ajudá-los a movimentarem-se do espaço e vida académicos.

É uma forma muito melhor de estreitar laços e fazer recepção dos caloiros do que as bodegas que actualmente se fazem.

Youri Paiva disse...

"Marx", já estás a roçar o insulto. Não falemos sobre verticalidade, ora pois.

Quanto às repúblicas, com a excepção de aceitar o dinheiro de praxistas, faria tudo igual - sim. Não tenho problemas com isso, nem tenho paciência para posições moderadas em relação à praxe fascista e asquerosa. Se achas que sou um fundamentalista por causa disso, pois bem: então sou um fundamentalista e não tenho problemas com isso. Mas não sou o Hitler, o Pol Pot ou o Bin Laden.

Quanto a aceitar Jesus e terapias do amor, acho que não são para aqui chamados.

Nuno Thyrs disse...

Vamos começar pelo início.
Se existiu de facto excesso de Praxe deve ser punido. Pura e simplesmente. Se ocorreram abusos os responsáveis e os abusadores têm de ser castigados.

Quanto ao mentiroso do Bastian (sim continuas a usar o nome do Diogo, mesmo sabendo que estás a mentir,e como tal sou obrigado a chamar-te de mentiroso de cada vez que respondo aos teus bitaites) quero apenas dizer que eu sou contra qualquer tipo de abusos. Não é por ser a favor das Praxes que sou também a favor de abusos ao abrigo das mesmas. Simples e claro como a água.

Vou ler o resto dos comentários porque parece que isto está concorrido...

Nuno Thyrs disse...

Li o resto dos comentários e nem me vou cansar a entrar nesta discussão. Marx não vale a pena gastar muito tempo a tentar "converter" quem quer que seja. Da mesma forma que os "argumentos" (chamemos assim)usados pelo Youri, pelo ser.r.alves e pelo Mentiroso também não te vão converter a ti. Sejam eles feitos de forma inteligente ou coerente ou não. Porque tu tens a tua maneira de ver este assunto.
Podes sempre atacar o fundamentalismo dos Anti (o próprio nome não abona muito a favor deles) e em parte concordo com o que dizes. Um Anti vê maldade em tudo o que é "Academia", enquanto que alguém a favor da Praxe consegue recriminar a "Má Praxe" e pedir o castigo dos abusadores. É uma grande diferença de pensamentos. Mas quanto a isto também não poderás fazer nada.
Quanto a seres constantemente insultado e tratado como um ser menor (não é precisamente isto que tanto criticam a quem Praxa?) tens que te habituar, é prática comum.

Ah quando eu chamo mentiroso não estou a insultar o Bastian, estou sim a constatar um facto que todos vocês já conhecem...

Bastian disse...

Nuno, devem ser IMENSOS os mentirosos neste site então, porque não há ninguém que partilhe duma opinião que seja diferente da minha.

O Diogo MORREU POR CAUSA DUMA PRAXE. O tribunal estipulou a condenação da Universidade e deu como apuradas as circunstâncias em que este morreu... deves ser alguém mesmo completamente alienado da realidade. Se fosse um mero acidente então coitadas das universidades pelo país fora que eram condenadas a torto e a direito.

Já não se trata de mera especulação mas de FACTOS.

Quaisquer das maneiras como é natural... vai-te convencendo e mentindo a ti mesmo que talvez um dia isso vire verdade. Nem que seja apenas dentro dessa mente doente.

Bastian disse...

"enquanto que alguém a favor da Praxe consegue recriminar a "Má Praxe" e pedir o castigo dos abusadores"

É cá um piadão ler uma merda destas.

Sabes o que é que acontece quando existe uma "má praxe"? Há esforços para que os assuntos sejam investigados a nível interno, independentemente das partes que investigam ser parciais (a direcção das respectivas universidades ou das associações de estudantes e praxes).

Porque realmente a pena mais adequada a um aluno que fere outro fisicamente é ser expulso da comissão de praxe ou receber uma repreensão por escrito por parte do conselho directivo!

Que penas TÃO pesadas!

Uma excelente comparação... quando tive de fazer reclamação de um electrodoméstico avariado numa loja bastante conhecida cá em Portugal, houveram demoras (além do razoável) e ainda me tiveram o desplante de dizer que passavam segundas vias dos recibos a "título de favor para com o cliente", quando por obrigação o têm de fazer.

Foi suficiente para pedir livro de reclamações e enviar uma cópia da reclamação para a ASAE.

Ainda assim o gerente tentou convencer-me de eu me limitar a preencher um papel a meter na caixa de reclamações e sugestões da loja.

Consegues ver a diferença não consegues? É a mesma que deixar a investigação e punição da "má praxe" a elementos pertencentes à faculdade onde ela ocorre ou dirigir-nos à Justiça para fazer a queixa pelos canais adequados.

O tribunal estipula que a Universidade Lusíada pague uma indemnização à família do Diogo Macedo, depois desta ter feito queixa e de terem sido levantadas suspeitas quanto às VERDADEIRAS causas da morte do rapaz.

Queres-me dizer que a Faculdade ou a organização responsável pela praxe e gerida por alunos iria agir com o mesmo nível de imparcialidade e chegar às mesmas conclusões?

És mesmo anedótico...

Marx disse...

Quanto ao Diogo, só para encerrar a questão, foi morto em brincadeiras feitas pelos alunos mais velhos da escola lusíadas aos caloiros. Não vamos começar aqui a comparar uma escola Lusíada com a Universidade de Coimbra e o entretenimento dos meninos com PRAXE.

Alias, a Lusíada não é, nem de perto nem de longe, representante do Magnanimo Conselho Praxístico Português (que tem uma sigla em Latim que agora não sei escrever), portanto eles não praticam praxe, fazem brincadeiras de putos crescidos.

Não podemos colocar as coisas no mesmo patamar.

Quanto a praxe, concordo com uma coisa dos anti-praxe. A praxe não deveria ser massificada, aberta e universal a qualquer um, pois isso abre portas a pessoas que são incapazes de entender a praxe como deve ser e aplicar de forma errada, criando situações embaraçosas, denegrindo e embaraçando os praxistas. Não deveria ser "praxar caloiros e os colocar na praxe". Deveriam ser os interessados em ingressar a ser aceitos.

A praxe deveria ser elitista, aos moldes das fraternidades americanas ou germânicas como a Mensur.

Um praxe onde os membros formam um grupo exclusivo, de pessoas que no futuro ocupem posições de poder na sociedade e possam intervir pelos demais.

A praxe como está, massificada e igualitária, é como atirar pérolas a porcos. As pessoas não respeitam nada que é dado, assim, de borla, sem grande esforço para se conseguir. E então temos pessoas a fazer barbaridades e atrocidades a nossa tradição.

Um grupo com maior formação intelectual, que não seja só de copos e cantos, mas em que honra, lealdade, coragem e fraternidade sejam virtudes.

Caro Yuri, parece-me que temos, enfim, algo em comum. És contra obrigar caloiros a entrar na praxe, eu também. Quem entra deveria ser candidato e passar por processos de selecção para assim ser aceito!

Tenho certeza que mesmo a concordar consigo vais ver algo maléfico nisso também...

Marx disse...

Já agora, o link que recebi e deixou-me maravilhado. Foi o que me fez mudar de opinião em relacção a praxe.

http://en.wikipedia.org/wiki/Academic_fencing

Espero que gostem tanto quanto eu.

P.S.: E o Yuri pensava que o caloiro do escroto tinha sofrido grande ferimento.

ser.r.alves disse...

Marx, tu és um tipo assustador. Espero que nunca vás longe na vida.
Será muito mau para os que te rodeiam (excepto para os teus boys dos teus jobs, claro está) se algum dia chegares a ter algum cargo de poder e decisão, para além daquele que tiveres na praxe...

Nuno Thyrs disse...

Bastian tu é que continuas a propagar uma mentira com o intuito de a tornar verdade.
Vou repetir o que já te disse muitas vezes:
Não existe nenhum tribunal que tenha provado que o Diogo morreu vítima de Praxe. Mais ainda não existiu sequer qualquer julgamento em que o caso ou acusação fosse essa. Isto é claro como a água. E até isso acontecer, o que tu dizes é uma mentira. Podes dizê-lo 1000 vezes que não passa de uma mentira que usas como bandeira anti-Praxe. E sempre que o disseres eu estou no meu direito de te chamar MENTIROSO. Um tribunal Cível não julga crimes, já te disse também muitas vezes, como tal o acordão do Tribunal de Famalicão não recai sobre nenhum crime, apenas na responsabilidade CIVIL da Instituição onde o Diogo estava quando se sentiu mal. Ou já viste alguém cometer um crime, neste caso de Homicídio e ser-lhe aplicada uma pena de Multa apenas como indemnização?
Já te disse e volto a dizê-lo, no momento em que a Tuna, e mais especificamente alguém dela for condenado pela morte do Diogo aí sim tens legitimidade para o fazer, até lá não passas de um mentiroso sem grande carácter que aproveita um caso em que alguém morreu para a sua luta pessoal.
Lembra-te que poderá acontecer a qualquer um o que se passou connosco. Inclusivé a ti ou outro qualquer elemento do vosso "grupo".

Nuno Thyrs disse...

Quanto ao Marx nem quero comentar. Não me parece alguém com juízo suficiente para sequer perder tempo. Vocês encarregam-se dele bem sem mim. Mais a mais é um dos que envergonha quem gosta de Praxe. Parece o outro de coimbra que criou (segundo vocês) duas personagens para denegrir um dos lados, mas este é ainda mais embaraçador para os que gostam de praxe e têm um pingo de consciência. Por ser de Coimbra é o único que sabe o que é praxe, o mesmo que eu dizer que quem está no Parlamento faz política e os restantes uma brincadeirinha. Deve ser um dos que tentou integrar-se na Praxe com ideias tresloucadas, e que por ter sido (e bem) posto de parte, agora quer criar uma praxe nova, onde por ser o inventor tem que ser o que mais manda. Que nem o miúdo que por nunca ter lugar no jogo do recreio compra a bola, e passa a jogar sempre senão não existe jogo...Ganha juizo rapaz...

Bastian disse...

Marx, tu dás-te conta de que também já houveram mortes nas praxes nos EUA e que as fraternidades americanas que se regem debaixo do tipo de elitismo que mencionas conseguem ser muitíssimo mais obscuras e muito mais violentas do que aquelas que praticamos aqui em Portugal..?

O que a praxe devia ser era uma recepção. Ponto. A praxe não devia ser brincar.

Devia ser destacar um ou dois caloiros por veterano e deixar que o veterano ensinasse aos caloiros os cantos à casa, tanto à Universidade como à cidade, onde se deslocar para adquirir os materiais e recursos académicos necessários para o desenvolvimento do seu trabalho.

Onde sair até! Onde ir beber uns copos, onde comer, onde estar com os amigos, onde estudar, ensiná-lo a orientar-se em espaços que são, para muitos, completamente novos, já que se têm de deslocar de casa para novas localidades.

E infelizmente o conceito de "padrinhos" também não funciona muito bem, já que depressa se tendem a deixar os caloiros mal acabem as praxes, e não é que não hajam eventualmente alguma troca de material e informação das cadeiras, mas nada tão profundo quanto acabo de mencionar. As relações são muito superficiais.

As brincadeiras, se as há, deviam servir para aumentar a cumplicidade e a confiança entre os caloiros e os caloiros e os veteranos e não as merdices degeneradas que se vêm nas faculdades... agressão física e jogos que têm por objectivo apenas fazer rir e sujar ou de alguma forma meter os caloiros em situações rídiculas como se por ventura fossem os palhacinhos de serviço dos "srs doutores".

É claro... a maioria alinha. Até nalgumas praxes eborenses onde existe o contacto directo com excrementos de animais... Há quem afirme que a responsabilidade é dos caloiros em dizer "não quero". Mas convenhamos, a responsabilidade deve partir do grupo que orienta - os que praxam - ou dos caloiros que muitas vezes se sentem intimidados? Porque por muito que neguem a coacção ESTÁ LÁ.

A praxe, tal como é actualmente, tem e devia de acabar. Não passa mais do que uma brincadeira infantil e estúpida sem qualquer significado.

Qualquer profundidade que alguma vez tenha tido perde-se cada vez que se viola o espaço e a integridade dos outros.

ser.r.alves disse...

Do Acórdão:
2.2.5.Nexo de causalidade
Resta-nos perscrutar na matéria provada o nexo de causalidade entre estes danos e o facto lesante articulado pelos demandantes.
Este elemento é essencial para a selecção dos danos que merecerão o ressarcimento por via indemnizatória.
Do art. 563º, do Cód. Civil, resulta que a obrigação de indeminização só existe em relação aos danos que o lesado provavelmente não teria sofrido se não fosse a lesão.
Os trabalhos preparatórios do Cód. Civil, na parte referente a este preceito, revelam de modo inequívoco que com ele se quis consagrar a teoria da causalidade adequada. A indemnização só cobrirá aqueles dano cuja verificação era ilícito nessa altura (do evento danoso) prever que não ocorressem se não fosse o evento lesivo.
Como salienta o Ac. do Supremo Tribunal de justiça acima citado, de acordo com a doutrina mais ampla da teoria da causalidade afequada, deve entender-se que quando exista uma relação de causa/efeito entre o facto e o dano, este só deixará de ser entendido causa adequada daquele, se se mostrar de todo alheio à verificação dele, tendo-o provocado apenas por circunstâncias absolutamente anormais, extraordinárias ou anómalas.
Recorrendo ao prognóstico objectivo e histórico preconizado pelo normativo em aplicação, temos de concluir que a omissão ilícita e culposa da , supra enunciada, que permitiu as mencionadas ofensas corporais e a consequente morte do Diogo Macedo foi, como já adiantámos,condição suficiente e adequada aos resultados danosos apurados, nomeadamente os danos morais mencionados. Qualquer "homem médio", para usar as palavras da Ré, teria outro controlo sobre actividades do género nas suas instalações e esse, por mínimo que fosse, evitaria o que sucedeu, v.g., dando ordens expressas aos funcionários que guardavam as suas instalações para controlarem tal tipo de atitudes.

m.a.t.a. disse...

Actualizado em http://blogdomata.blogspot.com/2009/11/ainda-sobre-decisao-do-tribunal-no-caso.html

Bastian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bastian disse...

Tive o prazer de me cruzar com o blog de alguém que claramente pertence à Lusíada de Vila Nova de Famalicão e tomei a liberdade de lá deixar um post que em nada cai em obscenidades nem sequer em insultos, e apenas reflecte a minha opinião.

A ver vamos se por ventura os moderadores do blog o deixam passar ou se, ao contrário do que acontece no M.A.T.A, a censura ali apenas permite opiniões favoráveis aos que ainda acham estranha a condenação da Lusíada pela morte do colega.

e aqui segue link:

http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/

Bastian disse...

A propósito oh Thyrs... no meio de tanta maldade e tanta injustiça, porque é que não houve nenhuma queixa da vossa parte?

É que com tanto ódio aos media que difundiram a notícia, com tanta mentira publicada, e com um Tribunal tão parcial sobre a decisão que tomou, decerto vocês, Tunos, têm material e provas de sobra para apresentarem nem que seja uma queixa ao orgão que gere o código deontológico dos jornalistas. Decerto haverá algum.

E material até para haverem processos por difamação e calúnia sobre a faculdade e a tuna da mesma.

Tem piada como no meio de tanta conspiração vocês nunca tentaram sequer limpar o vosso bom nome...

Youri Paiva disse...

Nuno Thyrs:

Que utilizes aspas nos argumentos anti-praxe, venham de onde vierem, a defender um tipo que diz que os anti-praxe são tão fundamentalistas como o Bin Laden, representa bem a tua forma de ver as coisas. Como não manipulei (nem me passa pela cabeça) um grupo de pessoas a desviarem um avião para se despenhar na Associação Académica de Coimbra, acho que é profundamente ridículo. Tal como o é a comparação do "Marx" em relação ao corto de um escroto num tribunal de praxe à sua vida sexual. Mas tu insistes em manter esse nível de discussão.

Quanto à tua aversão ao "anti" devo calcular que a mantens quando é utilizada nas seguintes formas: anti-sexista, anti-racista, anti-fascista, anti-homófobo, anti-nazi, etc. Pronto, aí tens tanta gente fundamentalista.

Quanto a chamares ao Bastian de mentiroso: a mim não me conseguiste demonstrar nada, nem isso, nem rigorosamente mais nada.

Folgo em ver que a defesa do "Marx" ao Nuno Thyrs não é a mesma. Mas olha lá, não era praxe então era o que? Praxe só é quando é bom, mas quando é mau deixa de ser praxe. Que seja em contexto de praxes é totalmente irrelevante.

O Magnanimo Conselho Praxístico Português de nome lembra-me o Estado Novo. Quero lá saber o que eles decidem, tal como a maior parte dos praxistas. Há praxes em todo o país e ponto final.

Depois o "Marx" segue com a vontade de fazer uma praxe elitista. Ou seja, que os caloiros não sejam coagidos a participar na mesma, mas que façam por entrar na mesma. Parece-me mais justo, mas a praxe continua a existir. Não vou simpatizar mais com ela por se tornar numa sociedade secreta. Acertaste, vi algo de negativo nisso.

De resto, a esgrima académica pratica como ritual de iniciação na Alemanha não me leva a grandes simpatias. Mas nada tem haver com circuncisões forçadas.

Youri Paiva disse...

Nuno Thyrs,

Já estamos cansados de repetir o caso do Diogo Macedo. O tribunal esclareceu no acórdão que deu como provado que o Diogo morreu devido às praxes. Só não encontrou culpados. Ponto final.

Acho curioso que só porque o "Marx" acusou os tunos de Famalicão, e de considerar que a praxe em Famalicão não é praxe, tu já o vás atacar. Até lá ele disse dezenas de barbaridades, mas só quando te toca a ti o atacas. Vê-se bem o teu poder argumentativo. Mas já agora: na praxe há quem mande, e é sempre o grande inventor.

Bastian disse...

Eu sei Youri, que tens razão e não devia ter tocado novamente no assunto. Torna-se é díficil de por vezes manter a paciência quando nos chamam de mentirosos perante o que já foi dito (e até mesmo provado em tribunal).

A partir de agora restrinjo-me de tocar novamente no assunto, não porque esteja convencido da inocência dos envolvidos... apenas porque não vale a pena discutir com certas pessoas.

Nuno Thyrs disse...

O grande problema Youri é que não lês os meus comentários de certeza.

1- Eu critiquei os comentários do Marx não relativamente ao que ele disse do Diogo, mas no geral das suas ideias elitistas, e tresloucadas. Acho que é alguém que nunca deveria estar ligado à praxe, não por defender que os caloiros deveriam ir ter com os Praxistas e não o contrário (já neste espaço disse que seria uma ideia que eu não me oporia) mas por estar a comparar o incomparável, e constantemente a achar-se superior a tudo e todos.

Quanto ao caso do Diogo, vou repetir, o caso que foi julgado em Famalicão prende-se com a responsabilidade civil da Universidade. O que o Juiz julgou foi se a Universidade fez tudo o que estaria ao seu alcance para prevenir o caso do Diogo. Se tomeou medidas que o evitassem, e se investigou os factos suficientemente bem após o sucedido.

Metam na vossa cabeça que NINGUÉM FOI JULGADO. Não existiu julgamento nenhum. Como tal a Tuna não é culpada de nada. Ou então pensem bem, o Juiz condena a Universidade porque existiu um homicidio, mas esse homicídio nunca foi provado??? Quando vocês conseguirem (ou quiserem) perceber que o Tribunal de Famalicão julgou uma indemnização e não um crime, talvez entendam o que digo. E repito, até que alguém seja condenado pela morte do Diogo (Tuna ou pessoalmente) tudo o que dizem não passam de mentiras de mau carácter para apoiarem uma causa que mesmo que fosse nobre, deixa de o ser.

Em resposta ao Mentiroso quando diz que nunca levantamos processos aos que nos têm caluniado, imagina que o fazíamos, iríamos perder mais tempo com isso do que com as nossa vidas (só neste blog ia dar para umas semanas).
Lembras-te de alguém que tenha ganho um processo desses? Só servem para alimentar o ego do jornalista que se vê falado mais do que antes.

Youri, agora queres-me por contra todos os Anti? Não senhor. Para isso seria contra os ANTI-MATA e definitivamente não sou (mas também não os apoio como é lógico). Eu falei do vosso nome (MATA) e do mau gosto que tiveram para o escolher apenas.

O que eu te disse é que alguém que se intitula de ANTI alguma coisa, não consegue ver o que existe de bom do outro lado, porque ao ser ANTI vê tudo mal.

E até dei um exemplo, nem tudo no MATA é mau, e nem tudo nas Praxes é bom. Ou se preferires nem tudo no MATA é bom e nem tudo nas praxes é mau. Capicce??

Nuno Thyrs disse...

Bastian disse " Tive o prazer de me cruzar com o blog de alguém que claramente pertence à Lusíada de Vila Nova de Famalicão e tomei a liberdade de lá deixar um post que em nada cai em obscenidades nem sequer em insultos, e apenas reflecte a minha opinião.

A ver vamos se por ventura os moderadores do blog o deixam passar ou se, ao contrário do que acontece no M.A.T.A, a censura ali apenas permite opiniões favoráveis aos que ainda acham estranha a condenação da Lusíada pela morte do colega.

e aqui segue link:

http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/"

E eu pergunto, não tre terás enganado no link? É que este blog não tem nada que se relacione com Famalicão. Terei percebido mal o teu comentário??

João Costa disse...

A quem possa interessar.

Por sugestão de um amigo ando a acompanhar este blog e as discussões que por cá sucedem.

Não estou apto a dar opiniões sobre o assunto do Diogo e da praxe e anti-praxe por não ter conhecimento para o fazer. Não sou praxista, visto-me com o fato académico pois gosto.

Quanto as "Marias do Loureiro", creio que essa história é muito duvidosa. Primeiro, quem sabe quem são as Marias, sabe que são umas"gajas" que dão medo a homem. Segundo, elas possuem fama de provocar estudantes que não estejam vestidos como elas entendem ser o certo, ou seja, de capa e batina, e neste caso atiram água, lixo e restos de comida em cima. Já me aconteceu. Por último, basta ver a porta da casa das "Marias", para ver o espírito de provocação.

Foto: http://img215.imageshack.us/img215/7571/imagem0002.jpg

Gostaria de saber se nesses espaços onde poemos ser livres e iguais temos o direito de pensar diferente. Pois, a ideia de igualdade mas Marias assusta-me muito.

Youri Paiva disse...

Não conheço de perto o que fazem nas Marias do Loureiro. Confesso que, ainda que a minha acção contra praxistas se limite à discussão e ao debate, existem várias formas de luta.

A praxe é autoritária, humilhante, anti-democrática, sufocante e boçal. Representa tudo o que não faz sentido numa sociedade moderna e igualitária. No pós-25 de Abril estava muito em voga o combate à reacção - a extrema-direita e a direita mais conservadora e latifundiária - por outras formas que não o voto.

Lamento, mas não tenho pena dos trajes sujos com lixo. E acho que essa faixa é simples e directa, apenas crítica a praxe, nem sequer a ataca. Por isso, sê menos sensível. A praxe ataca-nos os olhos todos os dias.

Bastian disse...

Neste caso tenho de divergir de opinião do Youri.

A minha avó, muito antes de eu sequer despertar para a praxe como ela realmente é, insistia muito que eu eventualmente envergasse o traje académico.

Tenho a certeza que ela não toleraria nem compreenderia o tipo de comportamentos que se vêm nas praxes, e que os motivos e simbolismo do traje para ela é decerto diferente.

Dito isto, se o que o João Costa afirma é verdade... posições diferentes não nos concedem o direito de descermos ao mesmo nível.

É como um comentário que li, recentemente: "deviamos enfiar todos os neo-nazis em câmaras de gás".

Também não simpatizo com esse tipo de ideologias, mas daí a recorrer à mesma violência contra a qual me oponho... não.

Bastian disse...

Acabei por não o dizer... Pessoalmente já não achava grande piada ao traje académico, e se o viesse a fazer era somente para lhe fazer a vontade.

Infelizmente ela já morreu, e mesmo que ainda fosse viva não fazia questão de o usar.

Youri Paiva disse...

O traje académico já nada tem haver com o traje académico utilizado até 1969. É natural que a tua avó te quisesse ver com um, porque o seu propósito e sentido era radicalmente diferente do actual.

Quanto a mim, não me admira que as pessoas se fartem das praxes e que tomem certas medidas. E que eu saiba... sujar não é agredir. Já vão com sorte, tendo em conta que a praxe é agressão.

João Costa disse...

Yuri Paiva, li a tua mensagem. Como disse-te, não sou praxista, ou seja, não tenho caloiros, não os praxo, não faço brincadeiras, não sou tão extrovertido para o fazer. Fui praxado muito de leve, foram umas duas ou três tardes em que bebi um bocado, brincamos como putos de 12 anos, conheci a cidade toda e no fim os doutores nos levaram a jantar num sítio fixe. Embora os doutores quisessem mostrar autoridade, foi mesmo na boa e ninguém estava obrigado a nada, foi divertido e pacífico. Poderia ter passado sem, mas não é algo que recorde como algo ruim de forma alguma, as vezes quando encontro outros colegas que foram praxados comigo até rimos de algumas cenas.
Não sei porque falam mal da praxe, eu pelo menos não tenho queixas, embora tenha visto notícias sobre os abusos. Se na minha praxe tivessem mandado fazer algo que eu fosse contra não o faria e também não era obrigado a lá estar, uma vez, por ter compromissos para alugar um quarto saí a meio e não dei satisfações a ninguém e no outro dia ninguém perguntou-me nada. Estava lá para divertir-me.
Quanto a palavras como 25 de Abril, Luta, Reacção, Extrema-direita, direita conservadora... desculpe, mas isso hoje em dia soa oco, tal e qual os homens da luta do vai tudo abaixo.
Acreditas mesmo que o 25 de Abril teve um impacto duradouro fora acabar com uma ditadura que oprimia o povo, a guerra colonial e as injustiças?
É que as vezes sinto que trocamos um ditador fixo por um que troca de tempos em tempos... E, tenho grandes dúvidas se o modelo político comunista ou socialista não democrático era algo viável ou se seria apenas mas um motivo para passado alguns anos termos outra revolta.
Quanto a falar em outras formas de luta senão o voto, depreendo formas de luta não democráticas, e isso eu sou contra. Neste caso é um pequeno grupo a querer decidir pelos outros e isso não está certo, todos somos iguais, temos os mesmos direitos e devemos decidir por maioria. Não sou político, acho mesmo que até sou um bocado anarquista, Se aceitei a praxe foi porque estava a achar piada lá estar, e teria ido embora assim que perdesse.
Quanto as Marias do Loureiro. Novamente. Quando diz que não tens pena dos trajes sujos, desculpe, acho que estás a ser indelicado. Creio que, numa sociedade democrática, tenho todo o direito de andar na rua como bem quero e me apetece. A rua é pública e não um feudo onde pessoas aplicam sanções a quem não cumprir regras inventadas na cabeça de um punhado de iluminados.
Eu não atiro ovos na cabeça dos gajos que usam calças de palhaço, t-shirt do bloco de esquerda e fazem malabares na esquina aqui de casa, embora não curta os maus hábitos de higiene deles, estão em área pública e os devo respeitar. A menos que o Yuri acredite realmente no que disse, se assim for, temo que terei de atirar um ovo num certo rasta.

Bastian disse...

João, a ideia que transmites da forma como escreves é a de uma experiência que foi boa para ti, e decerto também o é para muita gente.

O criticável nas praxes é o potencial para abuso e a falta de algum tipo de supervisão que realmente funcione... porque decerto já ouviste falar dos casos que aconteceram na Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão, Universidade de Évora e até mesmo na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra...

Tu não tens queixas, mas há quem tenha e muito fortes! Portanto... ninguém diz para partilhares da nossa opinião mas entende que é o potencial para as pessoas saírem de alguma forma prejudicadas que torna as praxes questionáveis tal como hoje existem.

Youri Paiva disse...

Jorge, quando um grupo de pessoas é praxado é tratado de uma forma colectiva, é humilhado colectivamente, e por esse motivo se torna aceitável por cada indivíduo ser praxado. Ora, não sei se foi bem isto o que se passou - podes ter gostado por vários motivos - mas não saberes porque existem pessoas que não gostem da praxe e a critiquem é algo ingénuo. Basta leres, por exemplo, esta notícia sobre Portalegre, ou sobre o Diogo Macedo em Famalicão, ou sobre a Ana Sofia Damião no Piaget, etc e etc. Ou basta parar e observar um pouco as praxes.

Eu quando fui praxado não senti nada disso que tu sentiste. Senti-me humilhado e tive medo, e senti que fui obrigado a participar nela.

Quanto à parte política da questão: não são conceitos ocos porque existem. A extrema-direita existe, tendo bastante força em países como a Áustria, a Holanda ou a França; a direita conservadora existe em todo o lado; tal como existem lutas e existe reacção contra essas lutas. São factos e acontecimentos, logo comparar a uma performance televisiva é redutor.

Claro que o 25 de Abril de 1974 teve um impacto social para além da queda do Estado Novo e o fim da Guerra Colonial. As pessoas mudaram, o acesso à cultura mudou e a forma de ver o mundo e o que está à volta das mesmas mudou.

Acho curioso como a coisa se resume, quase sempre, a duas realidades (como se não existissem mais coisas): trajados limpinhos e bloquistas de rastas sujos.

A organização da praxe não é democrática. Dispenso a moralidade dela.

Nuno Thyrs disse...

Youri só duas coisas, primeiro não fala o Bastian no caso do Diogo, falas tu. Vou ter de repetir para ti também, NÃO HÁ CASO DIOGO. Depois gostava de te perguntar porque é que te sentiste humilhado e mais ainda com medo? Alguém te bateu? Desististe da Praxe? O que fizeste no momento?

Nuno Thyrs disse...

Youri só duas coisas, primeiro não fala o Bastian no caso do Diogo, falas tu. Vou ter de repetir para ti também, NÃO HÁ CASO DIOGO. Depois gostava de te perguntar porque é que te sentiste humilhado e mais ainda com medo? Alguém te bateu? Desististe da Praxe? O que fizeste no momento?

Youri Paiva disse...

Claro que há o caso do Diogo, foi assassinado. Não desconverses.

Porque é que me senti humilhado? Estava a beber uma cerveja na esplanada da Universidade e vêem me avisar que não posso beber sem autorização - caguei e continuo a beber a minha cerveja e vou para a primeira aula. Pelo caminho sou abordado, "caloiro olha para o chão, não me olhas nos olhos", pintam-me a cara. A aula era uma aula-fantasma (percebia-se facilmente), depois o chefe lá das praxes do curso faz uma introdução: quem não quer ser praxado pode sair, mas perde direito a ser sócio da Associação de Estudantes e a ter descontos nas fotocópias. O tipo, com 11 matrículas naquela universidade, ainda disse que a praxe protegia de professores abusadores, porque eles têm contactos com o reitor, e podem furar pneus dos carros de maus professores.

Durante o resto do dia foi deitarmos-nos no chão sempre que passasse um avião (no Campo Grande passam constantemente): se fosse estrangeiro era gritar algo como "ai minha mãezinha porque me criaste tão mal...", se fosse um avião da TAP já tínhamos que nos deitar e levantar para cantar o hino nacional.

Houve guerras de gritos entre os outros cursos. Ora, passar uma hora e meia em pé a gritar com pessoas que não conheço não me pareceu bem. Para ir para a casa de banho tinha que ir acompanhado, não fosse fugir.

Ainda queriam que eu fizesse de prostituta, cantando a música das "Sete Prostitutas", mas aí eu disse que tinha de me ir embora - não o queriam deixar, mas já estava num estado quase a chamar a polícia.

O problema não são só estas "brincadeiras" de pessoas com mais de 20 ou 30 anos. Não são o facto de serem sexistas e humilhantes. Não é só a falta de utilidade disto. É simplesmente deixar de ser tratado como pessoa. E isso causa medo, medo de ir embora - que era o que quase toda a gente queria ter feito, mas não o fez por medo. E depois alguns lá entranharam a praxe. Eu passei a semana sem ir às aulas, quando voltei nada tinha mudado - continuavam os meus colegas no chão, e eu ficava em pé. Mas conheci-os a todos, fiz amigos e muitos deixaram de rastejar no chão para ir comigo para a esplanada.

Nuno Thyrs disse...

Youri tu és mais um que acha que ninguém lhe pode dizer nada nem mandar fazer nada porque é "quartar" a sua liberdade, e ao mesmo tempo é capaz de acusar pessoas de cometerem um assassinato sem provas absolutamente nenhumas, num caso que nem sequer foi julgado. É essa vossa falta de visão (fundamentalismo) que felizmente nunca vos deixará sair da cêpa torta.

Quanto às praxes que idade tinhas tu? Só pensaste e te informaste do que era a Universidade e as praxes depois de lá teres chegado? Pelo teu discurso nunca deveriam ser os alunos com 18 anos a escolher o curso e o próprio futuro, uma vez que por medo escolheriam aquilo que lhe dissessem. Sabes o ridículo que disseste?

Quando fui para a Universidade disse aos meu Pais que queria ir para a Tuna, o meu Pai por conhecer o meu feitio disse-me que não aguentava um dia, e que me ia pegar ao estalo com os doutores, que não ia tolerar o tipo de "treino" que ia levar.

O que é certo é que fui o Caloiro mais praxado do ano, tanto na Universidade como na Tuna e sempre sem resmungar, e sabes porquê? Porque entrei no espírito.

Qualquer aluno que entra na Universidade é adulto mais do que suficiente para escolher aquilo que quer. E se não quer não faz.

As vossas histórias de "terror" dão-me medo...Nem sei como aguentaram um dia de praxe, com tantos berros, por a pé e deitar, sem se poderem limpar, possivelmente com a melhor roupa que têm, a querer estar no Bar a armar-se para o resto da Faculdade a mostrar o carro do Papa e não poderem. Que medo sinceramente. E tudo isto completamente proibidos de sair de lá. Guardados pelo pelotão dos Fuzileiros.

Esta conversa é tão "coitadinho" que até me dá é vontade de rir....Pensei que me ias dizer que foste agredido, sequestrado, preso a um poste, etc...

Bastian disse...

LOL Youri, a menos que estejas do outro lado do Campo Grande, creio que somos colegas ^^

Bastian disse...

A propósito Nuno:

"Youri tu és mais um que acha que ninguém lhe pode dizer nada nem mandar fazer nada porque é "quartar" a sua liberdade, e ao mesmo tempo é capaz de acusar pessoas de cometerem um assassinato sem provas absolutamente nenhumas, num caso que nem sequer foi julgado."

O caso FOI julgado, a menos que a tua memória esteja realmente muito torpe... é que se bem me recordo a Universidade foi condenada pela morte do vosso colega ter ocorrido debaixo de circunstâncias que deviam ter sido controladas pela Universidade.

Muito certamente a sentença não seria esta se eles entendessem que a morte do rapaz fosse por motivos acidentais.

Se por ventura julgassem a favor da vossa inocência decerto que diziam que tinha sido feita justiça, mas como não é é ver-vos a queixarem-se constantemente do mesmo, ao ponto de recorrerem ao rídiculo para tentarem argumentar o vosso ponto.

O rídiculo do dia hoje é... o julgamento não aconteceu. Vou querer um pouco do que andas a usar porque também me quero esquecer de algumas coisas ;)

Malvado disse...

E eu a espera que da história do Youri saisse um elefante e aparece-me um rato.

Eu realmente pensei... bem, esse gajo tem um trauma por ter sido brutalmente agredido, violado, atiraram-lhe ácido p´ra cara ou foi abduzido por extra-terrestres de capa e batina, mas, vens com essa história? De ter de se jogar ao chão e gritar? Foda-se... Pior ainda é não ter vergonha e ainda vir contar!

Primeiro, os doutores do teu curso são uns cretinos, mas era de se esperar vindo de gajos de uma Universidade de Lisboa... Isso é o tipo de praxe que se aplica a menininhas ranhetas em campos de férias de verão! Em Coimbra somos duros, mas sem perder a ternura.

Quanto a tí... Penso que é bom que teus pais sejam bem ricos, caso não o sejam, penso que vais é ser comido vivo no mercado de trabalho com esse tipo de postura que não lembra ao menino jesus!

E quanto a chamar a polícia por pedirem para cantares as 7 prostitutas? Essa foi a melhor... ligava a polícia e dizias: "O xô guarda, venha cá que uns brutos vestidos de preto querem-me obrigar a cantar as sete prostitutas.". Triste... Triste... É verdadeiramente deprimente.

Pelo que entendi, então, tu aceitaste a praxe, sim, porque podias muito bem ter saído da sala como os doutores disseram, mas não o fizeste, não por ter medo, não para deixar de se integrado, MAS, porque queria ter descontos em fotocópias e para ter uns mitras a furar pneus de carros de professores? Belas razões...

Melhor: Para não ser igual a todos os outros estudantes e após uma semana de profunda meditacção, preferiste ser mais igual e armar-se em ANTI-RAXE indo para a esplanada malhar finos e dizer que não aceitava ser praxado... Assim, tratou logo de arranjar seguidores e admiradores e o resultado é um grupo de pintura mural.

Isso é um exemplo notório da geração "Morangos com Açucar" que assistiam "Floribella"... é isto que penso do que vens contar.

Eu não nego que haja excessos na praxe. E penso que o caso do diogo retrata bem a questão. Mas uma coisa são excessos e violencias verdadeiros, outros, são histórias deprimentes de pessoas que não sabem o que é sofrimento!

O que vos falta é ir pro campo, plantar batatas e as tirar da terra com as próprias unhas, assim, ficam a saber como é dura a vida e que os ovos vem das galinhas e o leite das vacas e não do Continente!

Que história deprimente. Não a sério, isso é muito deprimente. Eu fiquei profundamente ofendido com alguém que vem contar uma história dessas e diz que trata-se de sofrimento!

Se isso é sofrimento, imagina o que deve ser então as pessoas a passar por guerras e fome em África...

Não... a sério... com uma história dessas tivemos sorte de não teres te enfiando no sotão da tua casa e começado a escrever um diário! Já nos bastou uma Anne Frank. Pelo menos ela tinha razões verdadeiras para ter medo.

Nem a minha prima de 5 anos faria algo assim... Oh meu deus!

Não, a sério, tás a gozar conosco não tás?

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

Creio que existem formas e formas de se criticar os outros e tu foste fazê-lo da forma mais imbecil possível.

Porque não se trata de estar a defender os praxistas de Lisboa, porque condeno a praxe independentemente de região nem acredito em praxes "bem" ou "mal" feitas, mas porque os teus comentários vão um bocado mais além e recaem sobre os estudantes de Lisboa, pegando no Youri e na crítica que lhe fazes como exemplo.

Devo portanto perguntar se nós cá em baixo devemos fazer o mesmo aos de Coimbra? Se às qualidades que lhes apontas também podemos adicionar a boçalidade, a cobardia e a intriga?

Porque... já por cá passou (ou passaram) uma (ou duas) criaturas debaixo do mesmo IP, que... eram também estudantes de Coimbra, e que não vieram acrescentar nada de positivo. Apenas tentar gerar intriga e discussão e má presença, enquanto se escondem debaixo dum nick.

Portanto tu achas "Primeiro, os doutores do teu curso são uns cretinos, mas era de se esperar vindo de gajos de uma Universidade de Lisboa..."

portanto deixa-me dizer... vocês entre o raparem (e romperem) escroto a alunos de Medicina, a doutores bêbados a tentarem entrar em casa de raparigas ou a virem para aqui agirem como cobardes com muita garganta... SÃO MESMO MELHORES QUE NÓS!

Nuno Thyrs disse...

Bastian, mais uma vez te digo, a Tuna não foi condenada por nenhum crime, uma vez que a morte do Diogo nunca foi a Julgamento. A Universidade foi condenada pela sua responsabilidade Civil no caso. E mesmo essa condenação existiu apenas porque o Juiz em causa "esqueceu-se" que o caso da Morte NUNCA FOI A TRIBUNAL. Eu achava que vocês eram um bocadinho mais inteligentes pelo menos nos argumentos.

1-Caso Diogo aparece, é investigado pela PJ do Porto, e não chega sequer a produzir acusações, ou seja nem a Tribunal foi, é arquivado por não se poder concluir o que aconteceu realmente nem quem são os culpados.

2-Pedido de indemnização da mãe à Universidade (a Tuna aqui não entra sequer) é dada razão à mãe (um terço da razão, coisa mais ridícula, ou tem razão ou não tem), quanto à acusação de que a Universidade poderia e deveria ter feito mais para impedir, ou remediar, ou até investigar a morte do Diogo.

Diz-me onde é que está provado que foi agredido por alguém da Tuna?? Só alguém RASCA E SEM CARÁCTER pode continuar a mentir desa forma tentando enganar a opinião pública.

Enquanto eu existir meu menino vou-te sempre contrariar, pelo menos até ao dia em que alguém da Tuna seja castigado pela autoria das "agressões" ou "morte" do Diogo e aí eu sou o primeiro a dar-te razão.

O que eu tomo é VERDADE, responsabilidade, e acima de tudo BOM SENSO E FORMAÇÃO PESSOAL. Sei que querias tomar também, mas não te adianta de nada, és um caso perdido.

Nuno Thyrs disse...

Malvado, fala do caso do Diogo quando tiveres razões para isso. O Diogo tal como acabei de dizer ao mentiros e mau carácter do Bastian pela enésima vez, é um caso que até prova em contrário serve apenas para alimentar estes blogs, uma vez que não há prova, acusação, julgamento nem condenação. Como tal, queres criticar o caso do Youri fá-lo, mas não te apoies no que não existe.

Quanto ao "trauma" do Youri eu ainda me estou a rir da forma como alguém é capaz de escrever o que ele escreveu e não ter vergonha.

Segundo ele, um miúdo de 18 anos nao está em condições de votar, conduzir, trabalhar, etc uma vez que não tem formação mental para dizer que não... ganha Juizo Youri...

ser.r.alves disse...

Não acho que o Youri se considere uma vítima ou que tenha descrito as praxes por que passou numa perspectiva de vítima.
Mas noto que pessoas que praxam tratam com total desprezo alguém que não quis ser praxado e passou um mau bocado por isso (mesmo que não tenha sido o fim do mundo). É natural que quando vocês praxem ninguém tenha coragem para dizer não mais do que uma vez. A reacção que se espera de vocês perante alguém que tome uma posição daquelas é essa: "O QUÊ??!! NÃO QUERES SER PRAXADO???!!! MAS QUEM É QUE TU TE JULGAS??? MAIS QUE OS OUTROS??? ACHAS QUE VAIS AGUENTAR OS TEUS PATRÕES SE NÃO AGUENTAS ISTO??? AHAHAHAHAH!!!!"
Portanto, gozam e riem-se dos que não querem ser praxados. O que é de facto assustador, xenófobo, excluidor da diferença, enfim... fascista!
Daí também que pouca gente tenha "pouca vontade" de denunciar os abusos que sofreu, por mais insignificantes que possam parecer esses abusos a quem abusa (aliás como seria de esperar).

Bastian disse...

Nuno, eu já há muito desisti de trocar fossem que comentários fossem contigo, porque claramente o único mentiroso aqui és tu e os teus compinchas, ou seja, todos aqueles que tenham estado presentes aquando da morte do Diogo.

Para mim e para qualquer pessoa com dois olhos na cara houveram lacunas no que toca à investigação da PJ, e ainda que todos vocês estivessem inocentes (e acredito que não estão) o facto é tão simples quanto isto: a universidade foi condenada num julgamento porque lhe atribuiram responsabilidade pelas circunstâncias em que o Diogo morreu. Isso nunca teria acontecido se por ventura não suspeitassem de algo que não fosse um acidente, tal como tu e todos os outros presentes naquela noite quiseram demonstrar.

Não me conheces de lado algum para estares a catalogar de mentiroso, e muitíssimo menos de mau carácter. Já as acções da tuna da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão estão manchadas pela morte de um dos seus sob suspeita de homicídio. Repara que nem estou a dizer aqui que houve deixou de haver culpa de quem quer que fosse: é um facto - ainda que estejam inocentes o facto é que vocês são suspeitos da morte do vosso colega. Eu entretanto sou culpado do quê? De contrariar a tua versão da história?

É hipócrita da tua parte portanto estares sequer a chamar-me de mau carácter, porque ao menos, sobre mim não recaem suspeitas de nenhum crime e muito menos de homicídio.

Outra razão pela qual desisti há muito de sequer tentar argumentar contigo, não foi para te tentar chamar à razão, mas porque és de baixo nível e na ausência de argumentos sólidos sobre os quais assentar a tua defesa partes directamente para o insulto. A esse tipo de discurso o preferível é tentar ignorar...

Mais... eu cada vez mais me convenço não só de que estás culpado como de alguma forma o que quer que tenha acontecido deve ter mexido, e muito, com a tua cabeça. Porque vives a rondar o M.A.T.A obcecado em manter a tua posição. Para quê? Ninguém aqui tem provas que te levem a ser condenado do quer que seja... Ou aos teus colegas.

E ninguém aqui vai alguma vez ter uma opinião diferente da minha. Até a dos estudantes de Coimbra, e outros defensores da praxe está assente naquilo que o senso comum dita: que há algo de errado na vossa história que leva a pensar que efectivamente houve um crime.

É que te agarras de forma tão obcecada à tua defesa relativamente à morte do rapaz, que ainda menos do que acreditar que tu e os teus colegas sejam inocentes, começo a acreditar que ou tens problemas de consciência ou desenvolveste algum problema mental quanto à morte do teu colega.

Sinceramente aconselho-te ajuda profissional. Ou então um padre! Mas dê por onde der CURA-TE!

Nuno Thyrs disse...

Mentiroso (Bastian)

" a universidade foi condenada num julgamento porque lhe atribuiram responsabilidade pelas circunstâncias em que o Diogo morreu" - certíssimo. Até aqui eu já te disse que sim. E pelas palavras do Juiz a Universidade deveria ter investigado o caso. Mesmo sabendo que o caso foi investigado pela PJ o Juiz entende que a Universidade deveria ter feito o trabalho da Polícia.
"Isso nunca teria acontecido se por ventura não suspeitassem de algo que não fosse um acidente" - espera lá, usaste a palavra suspeita e não certezas ou condenação?? Parece que te começas a contrariar...
"Não me conheces de lado algum para estares a catalogar de mentiroso, e muitíssimo menos de mau carácter." - tu por acaso tens o direito de chamar assassino a quem não conheces de lado nenhum e ainda por cima sem ter sido condenado pelo facto?

"Já as acções da tuna da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão estão manchadas pela morte de um dos seus sob suspeita de homicídio. Repara que nem estou a dizer aqui que houve deixou de haver culpa de quem quer que fosse: é um facto - ainda que estejam inocentes o facto é que vocês são suspeitos da morte do vosso colega." - aqui enterraste completamente porque finalmente disseste a verdade.
Vou repetir, "sob suspeita de homicidio" - ou seja existe uma suspeita e não uma condenação.
"Repara que nem estou a dizer aqui que houve deixou de haver culpa de quem quer que fosse: é um facto - ainda que estejam inocentes o facto é que vocês são suspeitos da morte do vosso colega." - afinal somos assassinos, ele morreu vítima de praxe, etc e agora somos apenas suspeitos? Que carácter afinal tens tu?
"Mais... eu cada vez mais me convenço não só de que estás culpado como de alguma forma o que quer que tenha acontecido deve ter mexido, e muito, com a tua cabeça. Porque vives a rondar o M.A.T.A obcecado em manter a tua posição. Para quê? Ninguém aqui tem provas que te levem a ser condenado do quer que seja... Ou aos teus colegas" - tu deves estar a brincar comigo. Acusaste toda a gente durante este tempo todo e agora dizes que afinal não há provas e que ninguém vai ser condenado? Tu de certeza não bats bem da cabeça.

E eu rondo o MATA porque detesto gente como tu. Que acusa gratuitamente, e depois vem mudar todo o seu discurso como o fizeste agora. Relê todos os teus comentários acerca do Diogo, repara que enquanto falaste em suspeita nunca te chamei de mentiroso, comecei a fazê-lo apartir do momento em que começaste a afirmar uma mentira. Mentira essa que tu próprio vens desmascarar dando a volta completamente ao texto. Eu acho ridícula a forma como tu brincas com um caso tão sério como este.

Nuno Thyrs disse...

E para acabar a história do Bastian (mentiroso e sem carácter que ainda por cima muda de opinião de um momento para o outro) devo dizer-te que é de muito baixo nível, andares a apelidar pessoas que não conheces de lado nenhum de assassinos para defenderes uma causa, seja ela qual for. Como tu mesmo disseste, "há algo de errado nesta história" e "que leva a pensar que efectivamente houve um crime" , certo. E como há algo de errado e leva a pensar que existiu um crime tu condenas as pessoas e dás-te à tua liberdade (sim porque a vossa causa assenta em liberdade mas continuam a esquecer o resto dos direitos das pessoas) de acusar alguém que não foi sequer julgado. E se calhar porque leste bem o que escreveste noutros Posts decidiste reformular o teu pensamento. Uma suspeita nunca é uma condenação meu menino.

Quanto a rodear o MATA vou continuar a fazê-lo quando e sempre que me apetecer. Faço-o para me rir de alguns comentários que aqui deixam, e para sempre que preciso chamar de mentiroso a quem merece. Se te acusassem de alguma coisa num site, aproveitando-se disso para fortalecerem uma causa, concerteza que tu farias o mesmo que eu.

Se me agarro obcecadamente a minha defesa, é porque perdi um amigo, e vejo canalhas como tu a agarrarem-se a uma suspeita para fazer uma bandeira. Esquecendo que quem acusam tem direito a sossego. Vocês "dizem-se" contra a Praxe por ser uma privação de liberdade. Mas esquecem tudo o resto para atacar quem é inocente até prova em contrário. Essa falta de carácter deixa-vos muito mais frágeis quando tentam atacar o que quer que seja. E é essa mesma postura incorrecta que nunca vos fará sair do poço onde estão. Se não fosse eu este Blog tinha um décimo dos comentários.

Dá uma vista de olhos no resto das "notícias" deste blog. Nem um comentário. Até o próprio MATA anuncia colóquios nos eventos, e depois não vem fazer uma avaliação do mesmo.
Gostam é de mostrar paredes pintadas.
Em todas as crónicas existem apenas respostas e "diálogo" quando levantam o nome do Diogo. Falem de algo que esteja relamente provado e se possa ter como um exemplo.

Por exemplo levantaste aqui um blog de alguém que era definitivamente de famalicão, eu perguntei-te com base em quê uma vez que é mentira, e não tiveste a decência de responder. Diz-me lá enganaste-te no link ou foi mesmo só para distrair??

Eu não preciso de ajuda sabes porquê? Porque luto por causas nobres, que me dizem respeito, e não me deixo levar por um ideal (seja ou não idiota) para estar a condenar alguém por algo que não aconteceu.

Bastian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bastian disse...

Falas dum link que eu deixei por aí. Realmente deve-te ter caído mal ou devo ter posto o dedo na ferida, mas tudo o que eu disse anteriormente mantem-se

Mais, nem me recordo de que link seja, mas se tiveres interesse em que eu te responda a pergunta podes-mo dar de novo. Deve estar por aí já que nada é apagado por aqui.

De resto mantenho tudo quanto disse: acho que padeces de algum problema derivado desta situação e que te enrolaste à volta duma mentira que construíste dentro dessa cabecinha doente. Logo não deixa de ter a sua ironia chamares-me de mentiroso...

Aproveitava, se fosse a ti, e se tens dinheiro para estudar na Lusíada ou para pagar pelo homícidio do vosso colega, e pegava nele para procurar ajuda.

Eu não sou a pessoa mais indicada para isso. De resto vou realmente fazer esta a minha última resposta à tua pessoa. É que não obstante a tua irracionalidade e aparente cumplicidade com homícidio, não tens nível para participar de qualquer discussão, especialmente com a tua mente a deteriorar-se tão rapidamente.

A sério rapaz... procura ajuda enquanto é tempo :)

Nuno Thyrs disse...

Duas coisinhas Bastian :

- A não ser que existam dois Bastian (cruzes canhoto), reparem no comentário do dia 15 de Dezembro pelas 02:56 -
"Bastian disse...
Tive o prazer de me cruzar com o blog de alguém que claramente pertence à Lusíada de Vila Nova de Famalicão e tomei a liberdade de lá deixar um post que em nada cai em obscenidades nem sequer em insultos, e apenas reflecte a minha opinião.

A ver vamos se por ventura os moderadores do blog o deixam passar ou se, ao contrário do que acontece no M.A.T.A, a censura ali apenas permite opiniões favoráveis aos que ainda acham estranha a condenação da Lusíada pela morte do colega.

e aqui segue link:

http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/" - relativamente ao link que puseste. Já não sabes o que escreves?? Eu é que preciso de ajuda??

"Aproveitava, se fosse a ti, e se tens dinheiro para estudar na Lusíada ou para pagar pelo homícidio do vosso colega, e pegava nele para procurar ajuda." - Agora vê a diferença de discurso de um comentário para outro. Num falas em suspeições, e no seguinte voltas ao "homicídio do nosso colega". Digam-me uma coisa eu é que preciso de ajuda? Que coerência é este de discurso? Já agora estás a precisar de dinheiro para alguma coisa? Eu trabalho desde 2001 (meses antes do sucedido) posso sempre desenrascar-te algum que a Lusíada não fica prejudicada.

Tu não vais cumprir o que disseste (" De resto vou realmente fazer esta a minha última resposta à tua pessoa.") porque tendo em conta que o teu discurso anti-Praxe assenta numa mentira que me envolve, vais estar sempre a falar de mim e como tal eu vou estar constantemente a chamar a atenção dos que quiserem ver (porque a ti eu sei que não mudo, ou melhor tu às vezes ainda dizes coisas verdadeiras, mas no comentário seguinte mudas tudo outra vez) que a Bandeira que usas tu e outros como tu, não é mais do que estar a pegar num caso onde existe uma suspeição e assumi-la como um caso que foi julgado e provado, produzindo culpados.

E a este respeito meu menino, eu não me calo.

Não sou mal educado (quem não se sente não é filho de boa gente), e o teu discurso quando acabaram os argumentos começou a mudar para o "trata-te porque isto está-te a fazer mal", o que mostra o tipo de conduta que tens. É que caso não tenhas reparado estamos a falar de um caso em que tu acusas outros de ter cometido um homicídio. Assuntos sérios demais para serem debatidos com a leviandade com que vocês (a maioria atenção) o faz.

Bastian disse...

O meu discurso mudou conforme a minha percepção do tipo de pessoa que és.

Já te dei os factos:

a tua faculdade foi condenada por um tribunal a pagar pela morte dum aluno, teu colega, teu colega de tuna, pelas circunstâncias da mesma estarem implicadas em actos sobre os quais a faculdade não teve controlo e sobre os quais tentou silenciar-se. Ao que é que julgas que se referem?

a própria família do Diogo, que se calhar conheceria membros da tuna também suspeita do mesmo ou, certamente, não avançariam com a queixa. Até porque eles certamente conheceriam o Diogo melhor que tu ou os teus colegas.

ficou provado pela autópsia que a causa da morte foi uma lesão da cervical, e que haviam lesões que não podiam ser provadas por uma queda como tentaste dizer N vezes.

Exactamente quem é o mentiroso aqui?

E entretanto tu insistes e insistes e insistes.

Conforme dizes: "quem não sente não é filho de boa gente", também te digo que "quem não deve, não teme", e se fosse esse o caso tu não passarias aqui tanto tempo a cada vez que alguém menciona o Diogo, ainda que remotamente, como um exemplo das praxes que acabam mal, vens imediatamente corrigir quem quer que seja de algo que só aos teus olhos está errado.

E portanto das duas uma:

-és um mentiroso cúmplice de um homícidio;

-ou és um doente mental que realmente acredita naquilo que está a falar;

-ou ambas.

Porque não se vê mais ninguém da tuna a tentar vir em defesa do que aconteceu? Elegeram-te? Porque tu vives obcecado sobre o assunto, e agora mais do que achar que és cúmplice acho sim que sofres de algum distúrbio mental resultante desta história toda, independentemente do teu grau de envolvimento.

E quando digo homícidio, e já que reparas tão atentamente naquilo que digo, hás-de reparar que já o mencionei, por mais de uma ocasião que acredito que tenha sido homicídio involuntário. Que a morte dele tenha resultado duma praxe na qual excederam os limites do abuso físico que acabaram na morte do vosso colega.

Não seria a primeira vez que isso acontece, especialmente em Portugal.

Não acredito que o tenham feito deliberadamente, caso seja isso que a tua cabecinha e as palas que deves ter à volta dos olhos te tenham feito crer. Mas acredito que as circunstâncias da morte do Diogo em NADA foram acidentais, especialmente quando já foi relatado pela própria família o desejo deste abandonar a tuna e do mau ambiente debaixo do qual vivia enquanto membro da mesma.

A partir de agora sinceramente é-me indiferente o que digas ou deixes de dizer. Eu continuo a achar que o Diogo foi vítima de homicídio (involuntário). Acredito que houve conivência das pessoas presentes no momento que lhe infligiram dano físico e daquelas que tomaram conhecimento em calarem-se quanto ao assunto.

Sentes-te mal quanto a isso mete um processo na PJ por difamação, e que investiguem o meu IP para apurar a minha identidade.

A partir de agora estamos falados. Deixo-te ao sabor das tuas fantasias.

Anónimo disse...

em coimbra ha elementos do mata e outros que sao anti paraxe, que agridem e insultao os que a praticam, espalham o terror entre os caloiros que aderem a praxe, humilham todos aqueles que nao pensam como eles. e depois sao esses mesmos anti praxe que andam no dia do cortejo atras dos carros a pedir cerveja, que vao para as noites do parque que é o momento alto da praxe em coimbra. é caso para dizer: no mata faz o que eu digo mas nao faças o que eu faço

ser.r.alves disse...

Mais um que usa a mentira como técnica de descredibilização e difamação.
A história do ovo, a história de que nos viram a benzer as fitas, e agora esta...
Para quem não sabe: somos de Lisboa e não somos assim tantos que possamos estar em vários sítios ao mesmo tempo a fazer seja o que for (infelizmente...)
Mas é boa essa do MATA lançar o terror. Agora nós é que perseguimos caloiros para os aterrorizar por quererem ser praxados. Costuma mais ser (e em Coimbra como isto é verdade!) os caloiros a fugir para não serem praxados...

Bastian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bastian disse...

Serralves, e não tem piada que seja mais outra pessoa (ou nickname) a queixar-se do M.A.T.A ou a tentar desacreditá-lo que também é de Coimbra?

E por acaso acho piada à história dos ovos, que cada vez mais parece um mito urbano ao qual acrescentam ou tiram pontos. Pensava que a história originalmente se passava em Lisboa. Agora é em Coimbra?

Quanto à validade dos factos da criaturinha que se pronunciou... acho díficil conferir credibilidade a alguém que se faz passar por anónimo e ainda mais escrevendo com tantos erros... bolas que até fere a vista!

Nuno Thyrs disse...

Bestian

"Conforme dizes: "quem não sente não é filho de boa gente", também te digo que "quem não deve, não teme", e se fosse esse o caso tu não passarias aqui tanto tempo a cada vez que alguém menciona o Diogo, ainda que remotamente, como um exemplo das praxes que acabam mal, vens imediatamente corrigir quem quer que seja de algo que só aos teus olhos está errado." - Não é só aos meus olhos. Aos olhos de quem é pessoa de bem, é-se inocente até prova em contrário. Aos olhos de gente com mau carácter, e baixo nível desde que sirva para alimentar uma causa é-se culpado mesmo sem provas.

"ficou provado pela autópsia que a causa da morte foi uma lesão da cervical, e que haviam lesões que não podiam ser provadas por uma queda como tentaste dizer N vezes." - a autópsia diz muito mais do que isso. E eu nunca tentei dizer que o que lhe aconteceu foi uma queda. A médica legista é que o escreveu. Sim, no mesmo sítio onde leste que as lesões poderiam ter sido causadas por agressões, diz de seguida, "ou por sucessivas quedas". E quem escreveu foi a médica legista, não eu. É esta análise que eu condeno, critico, e recrimino. A própria médica legista põe duas hipóteses e tu só consegues ler uma delas.

Nuno Thyrs disse...

"Porque não se vê mais ninguém da tuna a tentar vir em defesa do que aconteceu? Elegeram-te? Porque tu vives obcecado sobre o assunto, e agora mais do que achar que és cúmplice acho sim que sofres de algum distúrbio mental resultante desta história toda, independentemente do teu grau de envolvimento." - Mais ninguém tem paciência para aturar pessoas da tua espécie sem os insultar (merecidamente). Não me elegeram, eu já te disse que quem não se sente não é filho de boa gente. E agora analisa isto com mais 3 ou 4 neurónios (caso seja possível): acusas-me covardemente de um acto que não passa de uma suspeita, eu contraponho porque sou um dos implicados, e por isso, eu sou alguém com distúrbios mentais. Só numa cabeça como a tua isto tem lógica.

"a tua faculdade foi condenada por um tribunal a pagar pela morte dum aluno, teu colega, teu colega de tuna, pelas circunstâncias da mesma estarem implicadas em actos sobre os quais a faculdade não teve controlo e sobre os quais tentou silenciar-se. Ao que é que julgas que se referem?" - Então? Pensei que era explícito no acordão que foi um homicídio. Que a Tuna é que tinha sido condenada por um crime de excesso de Praxe. Afinal a Universidade é que é culpada, e por não ter investigado o caso (palavras saídas da boca do Juiz enquanto eu testemunhava) caso esse que já tinha sido investigado pela PJ sem conclusões.

A vossa causa por muito nobre que pudesse ser fica completamente manchada pela falta de carácter quando têm uma bandeira que não passa de uma suspeita. Não estamos a falar que há uma suspeita de que houve um excesso de praxe que partiu um dedo a um aluno. O que se fala aqui é da morte de alguém. Deveria ser suficientemente grave e importante para existir algum respeito. Da tua parte sei que não existe, não sei se por falta de bases sólidas na tua educação, possivelmente os teus pais nem tiveram culpa, ou se por mau carácter apenas. E quando eu defendo a minha posição (de acusado ou implicado num homicídio) tu dizes que ou tenho problemas mentais ou estou realmente implicado. Ou seja, tu acusas, e se eu responder a conclusão a tirar é essa. Que raio de lógica é esta? Qualquer acusado que alegue em sua defesa passa a ser alguém com um distúrbio mental, ou culpado?

Vou-te fazer um desafio, lê os teus comentários (que não tens relacionamento nenhum com o caso), lê os meus (Magister da Tuna no momento), e tendo em conta o teu raciocínio diz-me quem é que terá distúrbios mentais. Quem acusa com tanta certeza alguém de um crime que para além de não ter sido provado, nem sequer teve matéria para chegar a Tribunal, ou quem ao ser acusado contrapõe...

(Mais uma vez e para mostrar o teu elevado bom carácter vou te perguntar acerca do link que relacionaste com a Tunaa. Afinal foste tu que escreveste aquilo ou não? Qual a relação que tem com a Tuna? Chegaste a perguntar-me onde tinhas escrito aquilo, que se te lembrasse terias uma resposta, vou fazê-lo outra vez, qual o relacionamento que existe com a Tuna que acusas??)