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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Reunião do M.A.T.A. - 17 de Outubro em Lisboa


Convocamos uma reunião aberta a todas as pessoas que queiram discutir a praxe, o que ela é, como ela acontece e o que se pode fazer contra a praxe e a constante e crescente hierarquização dos estudantes. A reunião será na Esplanada Stadium, na entrada do Estádio Universitário de Lisboa.

Ver Mapa | Carris: 31, 64, 738, 755, 768 | TST: 176 | Metro: Cidade Universitária (linha amarela)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Próxima reunião do MATA.

REUNIÃO: a próxima é na 4ª feira, dia 18, às 17h30, no Stadium (atrás da Cantina Velha, contornando esta pelo lado esquerdo).
Continuaremos a discutir os mesmos temas da última reunião.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Próxima reunião do MATA

A próxima reunião é
na próxima 4f, dia 11 de Junho
pontualmente às 17h30*
na Cantina Velha (Cidade Universitária)

* tem de ser mesmo pontualmente, porque a partir das 18h o senhor da porta já não deixa entrar ninguém sem cartão!


A Ordem de Trabalhos é a seguinte:

1 - discutir o panfleto do secundário
2 - aprofundar as ideias para o início do ano, incluindo fazedura do documentário
3 - ...
4 - ...

(Se levarem 2 euros, podemos jantar a seguir.)

terça-feira, 3 de junho de 2008

É já amanhã...!

reunião aberta e informal
dia 4 de maio * feira
17h30
esplanada da Facul.CiênciasSociaisHumanas
Av. Berna * metro Campo Pequeno ou Praça de Espanha

domingo, 25 de maio de 2008

reunião do M.A.T.A.

» feira
» 26 de Maio
» 21h30
» bar do Cinema são Jorge
(Av. da Liberdade, metro: Marquês ou Avenida)


As reuniões do M.A.T.A. são informais e abertas a quem tem vontade de aparecer.
Aparece!

terça-feira, 13 de maio de 2008

A invasão...




Atenção! Atenção! Aviso à população!
A Baixa Lisboeta, desde da Praça dos Restauradores até ao Cais do Sodré, foi completamente invadida por corvos. É fenómeno anti-natura nunca antes visto na nossa sociedade evoluída. Eu tive o privilégio de assistir, com os meus próprios olhos, aos comportamentos destes espécimes.
Durante a tarde no meu trabalho, na Baixa, ouvia gritos histéricos pela rua. Sempre que ia para a entrada espreitar não via nada de suspeito. Pensei que pudesse ser uma manifestação da CGTP, dois cauteleiros a discutir sobre a melhor terminação da Lotaria Clássica, ou uma pessoa desesperada por ter encontrado o seu automóvel bloqueado pela Polícia Municipal enquanto só tinha ido beber uma mini ao café "O Fingal".
Saio do trabalho ao final da tarde e dirijo-me para a Casa do Alentejo e começo a ver algumas, mas poucas, figuras de indumentária bastante estranha. Por um lado pareciam trabalhadores de colarinho branco que deviam ter saído da Loja do Cidadão, por outro pareciam o fantástico Zorro pelas compridas e belas capas que ostentavam orgulhosamente. Apesar disso, segui em passo acelerado para a embaixada alentejana, pois eu cá estava com sede.
Umas duas horas depois saio, já acompanhado, da magnífica associação cultural para me dirigir para casa. Começamos a observar que eles se multiplicaram - eram pior que coelhos. Agora via-os pela rua de Portas de Santo Antão a beber ginginhas como se não houvesse amanhã, e ainda fomos a tempo de ver um grande grupo mais elitista que preferiu a suculenta carne frita do McDonald's, erguendo orgulhosamente a nossa lusa bandeira. Eles urravam! Eles gritavam! Eles estavam tão divertidos! Essa sensação de liberdade imediatamente me preencheu. É tão bom ver seres humanos tão jovens armados em aves.
Seguimos pelo Rossio, entrei na rua do Carmo e já via vários a subir e a descer a rua Garrett. Achei estranho, pois era segunda-feira e o Bairro Alto é aborrecido (embora para mim essa seja uma constante da vida). Já não estava a compreender nada. Comecei a sentir-me perdido e agoniado. Só queria sair dali, não ter que ver tanta felicidade alcoólica em gente bem vestida.
Descemos para a rua do Ouro, o movimento de aves continua semelhante... até ver a rua do Comércio cortada. Olho para a Direita e vejo um bando enorme de corvos aos berros. Oiço música. Vejo luz. A Praça do Município estava repleta, invadida, e infelizmente não era o 25 de Abril. Fugimos para a Praça do Comércio - lá estaríamos em segurança para apanhar o eléctrico. Novamente encontro estes seres vorazes a gritarem obscenidades sobre como desejam fazer sexo em grupo nos seus futuros consultórios de psicologia. Outro bando, maioritariamente masculino, em jeito de pré-acasalamento, berra o mesmo mas a estudar pedras... E começa uma bela dança de palavras entre futuras psicólogas e futuros geólogos.
Finalmente chega o eléctrico, que antes de nos salvar, leva-nos principalmente para a toca do lobo. Passamos pela Praça do Município e nunca vi nada assim: os corvos grasnavam em volta de belos banquetes de cerveja e churros. Alguns bandos já derrotados afagavam as cabeças dos seus compinchas em quase coma alcoólico, outros erguiam os seus copos de plástico e as suas guitarras em direcção da Câmara Municipal, outros limitavam-se a não deixar o eléctrico passar. Felizmente estava lá a polícia e ajudou-os a sair do meio dos carris.
É compreensível, as aves não primam pela inteligência.
Y.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Que respondes tu?

Estou perturbada pelo tema do "incidente do telemóvel", mas ao contrário do que se tem ouvido, a minha perturbação vem exactamente da análise que se tem feito do caso.
As palavras "autoridade", "família", "punição" (palavras muito usadas durante o Estado Novo), que têm entrado em quase todos os discursos (e que transformam as "pessoas mais novas" como pessoas inferiores) são tão antigas e obsoletas quanto o sistema de ensino.


Será normal que a Escola continue a ser apenas um local de reprodução e não de renovação de ideias? Esperamos nós que a Escola "ponha as crianças na linha" em vez de as ajudar a encontrar autonomia e autodeterminação? Queremos que saiam da Escola bons profissionais (precários, claro, que os tempos não estão para melhor) em vez de pessoas com ideias, capacidades e vontades de reinventar a sociedade?

Será que queremos impor desde cedo a estratificação da hierarquia que "nos manda obedecer" (aos pais, aos professores, aos patrões, aos polícias)?
Esperamos nós que a Escola seja um local de medo e retracção, vigiado por polícias e colegas, em vez de um espaço de liberdade onde as diferenças se respeitam?
Queremos que se ache normal que os professores roubem os telemóveis dos alunos, em vez de querermos que a Escola se reinvente e se adapte ao presente?

Eu respondo a tudo que não.


Ana Feijão